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Escalar Shawn Levy para dirigir o terceiro filme do Deadpool, dentro do MCU, pode ter sido a carta mais certeira do projeto, por mais que sua última colaboração com Ryan, 'Projeto Adam' não tenha tido tanto sucesso de crítica e público.
Acho que sua audácia e visão única era o que faltava para o longa atingir o clímax que atingiu nessa terceira parte.
Os dois filmes anteriores eram bons filmes, e traziam esse frescor para os filmes de super-heróis com um humor debochado, que atinge principalmente outros estúdios rivais, algo que não vemos nos projetos cômicos nos últimos anos. Muito sangue, muita violência, mito palavrão, tudo muito gratuito, e o público comprou, mesmo que o roteiro dos dois filmes tenham alguns pequenos problemas aqui e acolá.
Este terceiro filme não foge muito do que foi os dois anteriores, a diferença é que o roteiro é mais redondo, como começo, meio e fim que se conversam entre si, mas claro, esse mesmo roteiro tem suas falhas, deixando coisas do passado dos dois filmes de lado, avançando demais no futuro, aquele salto de tempo que não favorece em nada a grande maioria das histórias... Não estabelece exatamente o universo de Logan, morto em seu filme solo, que é o mesmo dos X-Men da Fox, ou não?
Temos algumas pontas soltas no roteiro, um furo ali e acolá, mas a história em questão, é bem redonda. Acaba usando os coadjuvantes de Wade como ponto principal de sua luta, sendo que ele quer salvar seu mundo, mas obviamente ele quer salvar sua 'família', seus amigos e sua ex-namorada.
Esses mesmos coadjuvantes fazem parte de menos de 3 minutos de tela, no fim e no começo... Dopinder, Al Cega, Vanessa, Colossus, Negasonic Teenage Warhead, Yukio, Shatterstar, Peter. Uma pena, poderiam ter aparecido mais, mas claro, com o roteiro em mãos, com esses tantos de personagens da Fox que iriam aparecer, não tinha mesmo muito espaço para eles no filme.
Eu lembro que muito se falava em como seria o roteiro do longa, quando ele começou a ser gravado e as fotos das lutas no 'Vazio' com aquele logo da Fox quebrado... tinha até um perfil no X, que cravou que tinha tudo para ser a adaptação da saga 'Deadpool massacra a Marvel', que ele iria matar os personagens da Fox, e por aí vai. Que trouxas não, esses perfis de internet que querem adivinhar tudo, só querem surfar na onda, não se pode dar audiência nem dar trela para esses nutelas.
O roteiro, que foi uma combinação de Reynolds com Shawn Levy, Zeb Wells, Paul Wernick e Reth Reese, leva o Deadpool pra visitar o túmulo de Logan, logo depois vem pro MCU que conhecemos para falar com Happy Hogan (Jon Favreau), conhece a TVA que vimos na série 'Loki' e acaba lá no 'Vazio' onde temos uma chuva de personagens da Fox, fazendo sua volta, e outros voltando com figurantes em suas encarnações.
Voltam o Azazel de 'X-Men Primeira Classe', o Fanático de 'X-Men O Confronto Final', Lady Letal de 'X-Men 2', Blob de 'X-Men Origens Wolverine', e Groxo e Dentes de Sabre de 'X-Men O Filme'.
De todos eles, apenas o Dentes de Sabre voltou com seu ator original, Tyler Mane, lá do longínquo 'X-Men O Filme', os demais, foram todos figurantes, ou atores menos conhecidos, apenas para fazer figuração.
Mas o destaque mesmo estava nos conhecidos, começando pelo Pyro de Aaron Stanford, que teve um bom coadjuvantismo no filme.
Chris Evans retorna para interpretar o Tocha Humana dos filmes do 'Quarteto Fantástico' da Fox, muito mais interessante aqui do que nos dois filmes juntos, pelo menos para mim.
Jennifer Garner retornando como Elektra, Wesley Snipes retornando iconicamente como Blade o Caçador de Vampiros e Dafne Keen, totalmente adolescente crescida e encorpada como Laura X-23.
A surpresa mesmo ficou com Channing Tatum como Gambit, fiel aos quadrinhos no visual, mas com um sotaque que ás vezes dá pra comprar e ás vezes fica meio esquisito. Tatum participou de uma San Diego Comic Con, com todo o elenco de 'X-Men Dias de Um Futuro Esquecido', pois ele ganharia um filme solo interpretando Gambit, um filme que nunca saiu do papel e levou anos em produção, com roteiros sendo reescritos e atores entrando e saindo do projeto, até ser totalmente cancelado. Daí todas as duas piadas no filme sobre tentar fazer finalmente seu nome... mas de que Multiverso ele vem, fica a pergunta.
No filme ainda temos Matthew Macfayden interpretando o Mr Paradox, um personagem que possui um posto semelhante ao de Mobius (Owen Wilson) nos quadrinhos, e possui uma interpretação muito boa no filme... sendo bem cômica, bem despojada, com seu sotaque britânico, e uma pequena dose de loucura controlada... gostei muito da atuação dele no longa, e ele bem que poderia voltar em futuros projetos.
Wunmi Mosaku, que fez a Caçadora B-15, vindo direto da série 'Loki', foi outra boa surpresa aparecendo no filme, logo em seu ato final, claro que ela pouco acrescenta a trama, mas foi bom ver sua personagem no longa, mesmo que ele a tenha servido mais para ter um queda pelo Peter.
De Ryan Reynolds não dá para falar muito, já sabemos o que ele pode fazer com seu Deadpool, e parte da ideia do filme foi dele. De Hugh Jackman a mesma coisa, aqui ele traz uma faceta diferente do Wolverine, uma vez que ele interpreta outro Wolverine, um mais feroz e sanguinário que não se contém, algo que não foi visto ainda nas telonas.
Pra idade que Hugh tem, se manter em forma para fazer novamente Logan realmente é de uma entrega absurda e um amor ao personagem que só um ator como ele pode ter. E aqui ele foi premiado com o famoso uniforme amarelo e azul que deixou o personagem tão conhecido entre o grande público aqui no Brasil com o desenho dos X-Men dos anos 90, e as revistas vendidas pela Abril também na época que começaram a ganhar mais destaque com o sucesso do desenho, e posteriormente com o primeiro filme da Fox.
Tivemos outras versões de Logan interpretadas por Hugh Jackman no longa, que passaram bem rápidos, como o Logan Crucificado que foi capa de uma das revistas dos X-Men no passado;
- O Wolverine com uniforme marrom de John Byrne, que enfrenta o Hulk nas Hq's, e foi levado para o filme;
- o Wolverine de 'Era de Apocalipse' que teve a mão amputada por Ciclope;
- O Wolverine fiel ás HQ's, que é baixinho e invocado;
- O Caolho, que representa o tempo que Logan passou em Madripoor nos quadrinhos e adotou esse pseudônimo;
- E por fim, O Callverine, o Henry 'Superman' Cavil em pessoa, como Wolverine que se baseia muito na época em que Logan não usava uniforme, nos tempos onde os X-Men estavam usando trajes pretos, baseados nas roupas do filme da Fox.
A atriz Emma Corrin, fez Cassandra Nova, a vilã do filme, que é irmã gêmea de Charles Xavier, e raspou a cabeça para interpretar a personagem em sua forma fiel. Ou seja,máximo respeito a dedicação e profissionalismo da atriz, pois sabemos que as mulheres são muito vaidosas com a beleza de seus cabelos.
E Emma realmente dá um show, e é claro que sua versão de Cassandra Nova é radicalmente diferente do que conhecemos dos quadrinhos, porém não deixa de ser uma versão agradável e que passa uma ótima dose de carisma com o público. Pelo menos para mim, ela é aquele tipo de vilão que você não odeia, ou torce para ser morto e derrotado... você até gosta da presença e de como faz frente aos heróis, e é indiferente ao fato de ser derrotada ou não. E é uma pena o seu desfecho.
Acho 'Deadpool & Wolverine' um ótimo entretenimento, um filme muito bem feito, com cenas assim que ficaram marcadas na história do MCU, como as múltiplas versões de Wolverine, o retorno dos personagens/atores da Fox, a cena da matança da centena de Deadpools ao som de 'Like A Prayer' de Madonna (com aval da própria), mesmo que o roteiro seja básico, mas não dá pra esperar um roteiro fora da curva neste tipo de projeto... nós tivemos roteiros fora da curva e do esperado em projetos que isso cabiam, como 'Pantera Negra', 'Vingadores Guerra Infinita' e 'Capitão América O Soldado Invernal'. É mais fácil esperar algo parecido em filmes futuros como 'Blade' e 'Pantera Negra 3' por exemplo.
Então dentro do que se propôs, do que podemos esperar de algo baseado no Deadpool, foi algo acima da média, com todas essas adições e surpresas.
Foi um ótimo blockbuster, foi feito para ser um blockbuster, para divertir e entreter, e comparado aos últimos projetos do MCU, foi um ponto muito positivo, focando muito mais na história que estava sendo contada e focando em entregar um filme mesmo, fechado, uma experiência própria e única... e não ser apenas mais um capitulo que aponta para o futuro, introduzindo novos personagens e deixando o roteiro de lado, e fazendo o filme ser um prólogo do que virá, como foi 'Quantumania' e 'Capitão América: Admirável Mundo Novo'.
Pra mim que acompanhou todo esse caminho e história da Marvel nos cinemas, desde 'X-Men O Filme', foi bem bacana ver todos esses detalhes e personagens voltando no filme, tudo que foi citado nos textos e os pequenos fan services nas cenas... fora aquela homenagem nos créditos ao som de 'Good Riddance' do Green Day.
Engraçado também foi ver a reação da povo mais jovem a cena de abertura do longa, uma das melhores cenas de abertura que presenciei em um filme do MCU, superando as duas cenas dos dois primeiros Guardiões da Galáxia... toda a sequência inicial, violenta, ao som de 'Bye Bye Bye' do 'N Sync, com direito a coreografia do clipe e tudo, ficou conhecida pelo público jovem como a dancinha do Deadpool. Eles não ligaram a música com a coreografia, não conheciam o 'N Sync, nunca viram o clipe e nem foram procurar no Youtube, e vi muita gente novinha se referindo aquela dança no início do filme como a dança do Deadpool... sinais dos tempos, ou melhor, sinais das gerações.
Um último adendo, tivemos dubladores de voz para os seguintes Deadpools: Blake Lively, a esposa de Ryan (Ladypool), Nathan Fillion de 'Guardiões da Galáxia Vol.3' (Headpool, a cabeça zumbi flutuante) e Matthew McConaughey de 'Intersatellar' e 'Clube de Compras Dallas' (Cowboypool), e Rob McElhenney de 'Lost' e 'Game of Thrones', e sócio de Ryan na aquisição do time inglês do Wrexham (como um dos agentes da TVA).
(Assistido em 24/07/2024 - Cine Marquise)
Sabe aquelas experiências únicas numa sala de cinema? Algo que você sempre vai lembrar? Eu fui na estreia de Vingadores e sempre vou lembrar daquela batalha final nas ruas de Nova York, com poucas edições, onde cada Vingador enfrenta os Chitauri em duplas ou sozinho, e a câmera vai acompanhando cada embate, foram aí uns 10 minutos de batalha pura, e toda a sala do cinema estava lá, com os olhos colados no telão, ninguém dava um piu, era uma sequência de tirar o fôlego... um grupo mesmo de super-heróis enfrentando os inimigos em conjunto, acho que ainda não havia essa coesão no cinema em um filme de super-heróis.
'Vingadores' é a culminação de todos os filmes solos lançados até aquele momento pela Marvel Studios, e não poderia ter sido um filme-evento melhor. Dinâmico, direto, agradável e divertido, trouxe todos os pontos positivos que os fãs esperavam e entregaram um filme digno da equipe que faz jus ao nome.
Escrito e dirigido por Joss Whedon (antes de fazer a merda que ele fez em Hollywood e hoje ser pessoa non grata), aqui realmente devesse tirar o chapéu para Whedon, escreveu um roteiro certeiro, direto, com textos que entraram para a história do MCU e do cinema popular contemporâneo. Uma batalha com poucos cortes na gravação e zero falas, só embates nas ruas de NY, praticamente tiradas das páginas dos quadrinhos, e uma construção de terreno para se formar uma equipe muito parecida com o que encontramos nos quadrinhos.
Os personagens se estranham boa parte do filme e possuem uma cena de discussão, acalorada pelo presença do cetro de Loki na sala, onde todos jogam a merda no ventilador e vomitando o que acham um dos outros, até Loki chegar com tudo e fazer com que eles sejam obrigados a pensar como um só.
Loki aqui no filme possui um protagonismo que ele não teve no filme de Thor, e digo melhor, aqui ele tem um coadjuvantismo que o respeita como personagem, algo que foi um pouco mais raso em sua primeira aparição, e aqui é algo elevado que o faz não só ser o grande vilão do longa, ao mesmo que uma vítima de suas ambições e uma vítima da sede de poder de Thanos, como ele carrega um carisma que poucos vilões na história do cinema possuem, conquistando o público e pavimentando de vez o seu lugar dentro do MCU como um personagem importante e indispensável.
Os seis atores Vingadores originais ganharam suas mãos eternizadas em Hollywood, em uma celebração que ocorreu anos atrás, pelo filme que protagonizaram, e aqui, eles entregam as melhores performances dos personagens, superando suas aparições nos filmes solos.
O mesmo vale pro já citado Tom Hiddleston, Samuel L. Jackson, Clark Gregg (que está ótimo no filme) e Stelan Skarsgard, assim como a então nova integrante, Cobie Smulders como Maria Hill.
Os figurinos estão soberbos, sem ter medo de serem coloridos e extravagantes como nos quadrinhos, apenas o Gavião tendo um uniforme mais automático, que remete ao seu posto de Agente da SHIELD no filme. O mesmo digo da cenografia, todas muito bem montadas e criadas, com grande e imenso destaque para as ruas de Nova York recriadas em Atlanta, só fico sem saber dizer se foram recriadas em estúdio ou em campo aberto em algum lugar da cidade.
A trilha sonora de Alan Silvestri entrou para a história do cinema, e não por ser soberba e inesquecível, uma obra de arte ou qualquer coisa do tipo, e sim pelo fato do filme ter sido um sucesso arrebatador, e o tema principal casa perfeitamente com a grandeza do filme, e então ela entrou para dentro da cultura pop, quando se ouve, sabe-se que pertence aos Vingadores, assim como é a música título do Batman da série dos anos 60, do tema de John Williams de Superman de Richard Donner, 'De Volta Para o Futuro', 'Indiana Jones', ou a icônica trilha-tema de 'Star Wars'. O tema de X-Men do desenho chega a ser mais icônica que a dos filmes, a mesma coisa com o Homem-Aranha e a Liga da Justiça... então são poucos os temas título de longas que consegue a proeza, que Alan Silvestri conseguiu com o tema principal de 'Vingadores' e o restante da trilha que veste tão bem as cenas foi longa.
Comentei dos textos acima, algumas dessas falas já entraram pra história do MCU e sempre serão lembrados e reverenciados, como:
-"Tirando tudo isto o que sobra?" diz Steve para Tony que responde: 'Gênio, Bilionário, Playboy, Filantropo'
-"I Have an Army"... "We Have a Hulk!"
- "...and Hulk?... Smash!"
- Tony para Pepeer: "Huh, His first name is Agent"
E para mim o melhor de todos, e a fala que mais me representa: "That's My Secret Cap... I'm Always Angry."
Não tem muita coisa mais a ser dita, o que realmente precisa ser dito é para assistir ao filme e se divertir bastante, é um dos melhores filmes do MCU, um ótimo filme de ação/aventura, com todos os personagens sendo carismáticos, incluindo o vilão, e é um filme que entrou para a história do cinema moderno.
Até hoje o filme continua sendo atual, e continua tendo sua dose alta de entretenimento, não envelhece e não enfadonha.
É claro que vão existir as pessoas que não vão gostar do filme, ou vão procurar mil defeitos, mas a verdade é que o trabalho é muito bem feito e de altíssima qualidade, para orgulhar qualquer fã de quadrinhos que se preze. Eu mesmo, nem em meus sonhos mais internos, imaginava que um dia teria um filme dos Vingadores, tão intenso e completo como foi esse filme.
Eu quando criança ficava imaginando como seria um filme dos Vingadores, quem seria o vilão, e qual seria a equipe, e sempre falava que não abria mão da Feiticeira Escarlate e o Mercúrio, e sabia que era um sonho bem distante porque os Vingadores era do terceiro escalão da Marvel, sequer eram conhecidos, só os fãs da Marvel mesmo os conheciam e davam crédito para eles... mas os arrasa quarteirões da editora na época eram os X-Men e o Homem-Aranha, que também possuíam desenhos animados que alavancavam a popularidade deles.
Lá fora, os quadrinhos dos dois vendiam muito, com os X-Men vendendo feito água, e aqui no Brasil os dois eram os mais conhecidos pelos desenhos que assavam na TV Colosso, e depois X-Men Evolution que fez muito sucesso no SBT e Spectacular Spider-Man, desenho de 2008 que é considerado um dos melhores do aracnídeo.
Um desenho dos Vingadores, chegou a passar na TV Globinho, mas só eu mesmo conhecia a equipe, sequer fez barulho no Brasil e ninguém comentava sobre ele, seja nas escolas ou nas revistas da época, como 'Herói'.
Ou seja, Vingadores... quem eram? Quem conhecia? Eram NADA pra cultura pop, ou para o grande público no Brasil... e no mundo.
E depois deste filme, hoje, os Vingadores são o carro chefe da Marvel, entraram para a cultura POP mundial e são mais conhecidos e reverenciados que os X-Men, e brigando de frente em popularidade com o Homem-Aranha.
Querendo ou não, isto tudo é graças a três pessoas, Joss Whedon, Kevin Feige e Brian Michael Bendis, escritor que redirecionou o Status dos Vingadores nos quadrinhos da Marvel Comics.
(Assistido 27/04/2012 - no Shopping Jardim Sul)
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Desde 'Vingadores Ultimato' que a Marvel Studios não vem trazendo bons longas para as telas, muito provavelmente pelo fato de se acharem maior do que são, isento a erros, e começarem a apostar em personagens e equipes menos conhecidas do grande público, esperando obter o mesmo sucesso de projetos como 'Homem-Formiga' e 'Guardiões da Galáxia'. Ou até mesmo olhando o sucesso de Venom na Sony, e enxergando um espaço para apostar em outros personagens e adquirir o mesmo sucesso de projetos passados, só pelo fato de estar sob as asas do estúdio.
Nós tivemos filmes que foram realmente muito bons, nível Marvel Studios mesmo, como 'Homem-Aranha Sem Volta pra Casa' e 'Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis'... tivemos filmes medianos que não fede e não cheira, como "Viúva Negra" e "Eternos"... e filmes que deixaram a desejar, com qualidade realmente bem abaixo, como "Quantumania" e "As Marvels"... fora as séries que entre erros e acertos, o real problema foi a grande quantidade, com pouca qualidade.
Recentemente, vendo entrevistas de divulgação do filme no Youtube, eu descobri que 'Thunderbolts*' não estava nos planos de Kevin Feige, a ideia foi trazida mesmo por Jake Schreier, que foi recusada na primeira vez, e aprovada na segunda, e após o anúncio de que viria um filme dos Thunderbolts, eu fiquei bem intrigado, porque era uma ideia interessante, mas que deveria ser bem articulado para fazer sentido dentro do que acontecia atualmente dentro do MCU.
Nos quadrinhos, os Thunderbolts eram o grupo de vilões 'Mestres do Terror', inimigos dos Vingadores, que, após o desaparecimento dos Vingadores e do Quarteto Fantástico na batalha conta Massacre, viram uma oportunidade de ocupar o lugar dos protetores da terra, uma vez que não tinham mais heróis para defender o planeta com a ausência deles.
Os Mestres do Terror assumiram outros codinomes e outros uniformes, se auto intitularam Thunderbolts, e passaram a ter como base o antigo quartel general do Quarteto, o Four Freedoms Plaza, e se tornaram os mais novos protetores da terra. Até os dois grupos voltarem da 'morte', e os Thunderbolts acabaram virando um grupo pra que vilões quisessem se redimir de seus erros... nem todos eles.
No MCU a premissa é quase parecida, alguns pontos foram respeitados, e algumas licenças criativas foram criadas, mas o grupo acaba se unindo no final para tentar fazer um bem, sobre um mal que eles não causaram, mas estiveram diretamente envolvidos.
O roteiro é de Eric Pearson e Joanna Callo, com ideia original de Jake Schreier, o diretor do filme, que fez um trabalho excelente com o longa, focando na história em mãos, nos personagens que está trabalhando, e criando uma identidade para o filme. Ele sabe que o longa é mais uma peça na Fase atual que o MCU se encontra, que vai servir em construir uma estrada que culminará no dois filmes dos Vingadores que fecharam mais uma saga do estúdio.
Porém ele teve a destreza de entregar um filme mesmo, um filme completo, com começo, meio e fim, um longa que conversa consigo mesmo, uma experiência cinematográfica que se fecha em si, um filme dentro do MCU que conversa apenas consigo próprio, mesmo pavimentando um caminho para filmes vindouros. Acho que o grande trunfo do longa está nisso, e era o que sentíamos falta desde os filmes solos do Homem de Ferro, Capitão América e Guardiões da Galáxia.
Não lembro quem do elenco comentou antes, que o filme se assemelhava muito a projetos da A24, e acertou no que falou, pois temos bons elementos encontrados nos projetos da A24, que foram incorporados ao roteiro de 'Thunderbolts*' e trouxe muita identidade para o filme.
Muito se foi falado que o filme foi feito para que pessoas que nunca viram nada do MCU pudessem desfrutar dele, sem precisar ver nada que veio antes... mas verdade seja dita, se a pessoa no mínimo não viu 'Viúva Negra', vai se perguntar o porque de muita coisa no filme, e isso ajuda e muito em você se achar no começo do filme, pelo menos o mínimo. Para os que não estão acostumados a acompanhar o MCU, ou para aqueles que não acompanham tudo, se quiserem chegar no filme sem estarem perdidos, é legal acompanhar antes os filmes da 'Viúva Negra' e 'Homem Formiga e a Vespa', e a série 'Falcão e o Soldado Invernal'.
O filme é ótimo, me diverti bastante e me surpreendeu bastante, bem diferente do que eu esperava que um filme dos Thunderbolts fosse. Não temos um vilão propriamente dito no filme, uma vez que Bob tem todos os seus problemas internos para resolver, e Valentina, mesmo sendo pintada como a real antagonista do filme, querendo ou não, ela quer financiar a próxima equipe de super-heróis que irá proteger os cidadãos americanos, na ausência dos Vingadores, e claro, ela quer ganhar Status, quer ganhar dinheiro, quer ter poder, ela tem ganância e tudo mais...ela quer fazer o bem independente de como será feito, e quer lucrar com isso.
Eu gostei muito do primeiro ato do filme, onde Yelena, Walker, Ava, Treinadora e Bob se enfrentam debaixo da montanha (referência aos quadrinhos, com a Montanha dos Thunderbolts) onde eles lutam entre si, e o terceiro ato quando eles tem que salvar Nova York do 'Sentinela' ou Sentry.
O segundo ato é bacana, mas um pouco devagar comparado aos outros dois, e claro que a cena onde eles são perseguidos no deserto é muito foda, com Bucky aparecendo e ajudando a deter seus perseguidores e logo depois capturando o grupo, mas os demais acontecimentos deste ato faz o ritmo do filme cair um pouco, com algumas interações que estão ali mais para encher um pouco de barriga o filme... nada que atrapalhe a experiência de assistir o longa, ou que o deixe enfadonho nem nada do tipo, na verdade é tudo importante para o andamento do longa, porém na minha opinião pessoal é que o segundo ato fica um pouco abaixo do ato inicial e ato final.
Muito se falou sobre a química dos personagens no longa, e pelo que pude observar não tem nenhum ponto negativo nisso, e a química entre eles é muito boa e muito bem construída. Muitos falaram sobre como a Fantasma estava deslocada dos demais, até pelo fato dela ser menos desenvolvida do que o Walker, a Yelena e o Bob... o que eu concordo, o fato de ela receber menos atenção no filme e ser apenas mais um integrante do grupo, mas isso nem de longe atrapalha a química que ela tem com os demais personagens do longa, e nem a química geral entre eles, incluindo até a Mel e a Valentina.
Como mencionei, o foco do filme mesmo está no desenvolvimento de Yelena, de uma ex-Viúva assassina de aluguel, para uma mulher mergulhada em uma tremenda depressão que após perder a irmã amada, não tem mais ninguém no mundo, nem amigos e nem família, tirando o pai que não entrou mais em contato.
Também temos o foco em Walker, o Agente Americano, que passou por uma crise em seu casamento, muito pelo fato de não ter conseguido seguir como Capitão América, e ter sua imagem e ficha sujas pelo assassinato que cometeu em praça pública na Europa na série do Disney Plus.
Mas o foco maior, que eu até fiquei surpreso mesmo, está em Bob, o Sentry/Sentinela, que aqui diverge levemente de sua contraparte dos quadrinhos, mantendo seus problemas mentais, sua tripla personalidade e seus traumas do passado.
Nos quadrinhos, Bob se tornou o Sentinela, uma pessoa que detém o poder de mil sóis explodindo dentro de si, e que em um de seus surtos, fez com que o mundo todo esquece de sua existência. Depois de ser descoberto novamente e trazido de volta a realidade pelo Doutor Estranho, o Sentinela se juntou aos Novos Vingadores, mas continua tendo sua personalidade malvada, o Vácuo, dentro de si, sempre querendo se libertar para destrui-lo e destruir consequentemente o mundo. Uma curiosidade é que nos quadrinhos, Bob é casado, possui um cachorro e é muito amigo do Hulk.
No filme, Bob fez parte de um experimento da OXE, empresa clandestina ligada a Valentina, que pretendia criar um ser super poderoso para ser o maior heróis da terra, que Val pudesse controlar... mas Bob tinha muitos transtornos mentais, um passado bem complicado, complexos de grandeza e por aí vai. Isso desenvolveu nele a personalidade de Vácuo, e somado ao seu passado doloroso nas mãos de seus pais que não o amavam o suficiente, fez com que Bob ficasse instável e criasse todos os problemas visto no filme.
Por isso que o filme não tem propriamente um vilão, por mais que eles lutassem contra Valentina e tivessem a intenção de levá-la para trás das grades... Bob precisava de tudo depois do Vácuo tomar controle de seu corpo, mas a batalha era interna, e tudo que Bob precisava era de pessoas que acreditassem nele e não o abandonassem para que ele conseguisse ter as forças necessárias para não sucumbir ao seu lado negro.
Não foi uma batalha final ao estilo Marvel, mas foi um ótimo embate de terceiro ato, com algumas cenas que fizeram as pessoas no cinema ficarem boquiabertas... e uma resolução final, quando todos abraçam Bob, que fizeram algumas pessoas na sala (principalmente mulheres) soluçarem suas lágrimas, em uma cena, ou sequência de eventos envolvendo Bob, que realmente é emocionante, e se torna o coração do filme.
Realmente Bob e Yelena são o coração do filme, as duas figuras que fazem o filme caminhar e ser o que ele é, com Alexei sendo o fator cômico do filme, servindo como a voz da razão para Yelena... e John Walker sendo o personagem que passa por aquela transformação de personagem odiado na série do Disney Plus, para um personagem respeitado e que evoluiu neste filme.
Isso sim, é um roteiro para ser muito respeitado.
Florence Pugh está sensacional, a melhor personagem do longa junto de Bob, interpretado pelo ótimo Lewis Pullamn (Top Gun Maverick), já virei fã dele... fez um trabalho primoroso como Bob, achou o tom perfeito para seu personagem, entendeu o tom do personagem no filme, e deu grandiosidade e humildade na medida certa para Bob... que personagem o MCU criou, tem vida longa dentro do estúdio, se for bem usado e escrito.
David Harbour sempre sendo ótimo, mesmo que aqui tenha se limitado a apenas piadas com seu Guardião Vermelho, o alívio cômico, uma espécie de novo Drax... uma pena se ele ficar limitado a a apenas isso, terá pouco em mãos para trabalhar com o personagem no futuro.
O ótimo Wyatt Russell mais uma vez fazendo uma ótima performance com seu John Walker, tendo mais camadas para levar seu personagem a outras variáveis dentro do longa.
Hannah John-Kamen volta como Ava, a Fantasma, e querendo ou nõ, neste filme ela tem pouco para trabalhar com sua personagem, o mesmo pouco que teve no segundo filme do Homem-Formiga. Aqui ela tem mais falas, mas pouco desenvolvimento e poucos momentos de destaque ou espaço para sua personagem mostrar um acerta evolução. Ela apenas ajuda seus novos companheiros e perde um pouco de seu instinto assassino que veio à tona no começo do filme.
Sebastian Stan voltando como Bucky Barnes, o Soldado Invernal, e sinceramente achei que ele teve pouco a mostrar no longa, eu esperava bem mais do personagem dele no filme, não teve desenvolvimento nenhum, parece que seu personagem chegou no ápice do desenvolvimento e não tem mais caminho a percorrer em termos de mudança dentro do MCU, meio que deu uma estagnada. É a impressão que tive. Faltou muito mais de Bucky no filme, muito mesmo. Um deputado que não é exatamente deputado, tá mais para fora da lei do que para político.
Tem que tomar cuidado com essa acomodação em volta do personagem, dá indícios de que pode ficar desinteressante suas participações em produções futuras.
SPOILER ABAIXO;
Olga Kurylenko coitada, foi limada do filme, com sua Treinadora sendo morta já no início do filme por Ava. Teve apenas uma fala. Foi confirmado por Eric Pearson, um dos roteiristas, que a Treinadora de Olga estava até a batalha contra o Sentinela na Torre dos Vingadores comprada por Valentina. Ela participaria daquela luta junto aos outros... porém por motivos desconhecidos, que só o diretor Jake Schreier pode responder, ela já foi tirada de cena nos minutos inicias do filme.
Eu meio que já suspeitava de uma decisão assim, uma vez que Olga não esteve presente nas premieres do filme, e em nenhuma entrevista junto ao elenco nos programas estrangeiros. Somando-se a isso, o fato dela ser a única atriz do grupo dos Thunderbolts a não ser confirmada em Vingadores Doomsday, no vídeo das cadeiras de mais de cinco horas no Youtube. E realmente, cagaram com o Treinador no MCU, nada, mas nada a ver sua contraparte do MCU com a dos quadrinhos, totalmente decepcionante.
Tivemos ainda a já monstra da atuação cômica, Julia Dreyfus-Louis como a já caricata Valentina Allegra de Fontaine, totalmente oposta de sua contraparte dos quadrinhos, mas muito mais interessante. Além de Gearldine Viswanathan que fez a Mel, assistente de Valentina, tendo pouco para trabalhar com o roteiro que lhe foi entregue, mas claramente competente como atriz, sem falar que é linda demais.
Uma curiosidade está na escalação dos atores para Bob e Mel. Bob inicialmente iria ser interpretado por Steven Yeun, de The Walking Dead, mas teve que deixar o projeto pelo fato da pandemia ter aparecido e e as gravações do longa coincidirem com outros projetos que ele já havia se comprometido antes de aceitar esse longa. De última hora tiveram que chamar Lewis Pullman que entregou esta performance que achei incrível.
Já a personagem Mel, iria ser inicialmente interpretado pela Ayo Edebiri, da série 'The Bear' e do filme 'Bodies Bodies Bodies', porém Ayo também teve que deixar o projeto por acabar interferido em outros projetos que ea também já havia se comprometido. Curioso em saber como seria se os dois tivessem permanecido no projeto, e claramente deu pra perceber no tom da personagem de Geraldine que ela possui uma veia cômica grande que é um forte traço de atuação de Ayo, como já visto no filme 'Bodies Bodies Bodies'.
Inclusive, o personagem de Geraldine se chama Mel, que curiosamente é o diminutivo de Melissa. Nas HQ's uma das personagens fundadoras dos Thunderbolts foi Melissa Gold, a Soprano, que antes era conhecida como a vilã Colombina.
Melissa se tornou Soprano e entrou para os Thunderbolts, mas rapidamente foi uma das primeiras a se desvencilhar totalmente da vida de bandida, para ira de Zemo e de Rocha Lunar, que queriam mesmo se aproveitar da situação, e na hora certa dar o bote nos EUA e gerar o caos no país, dominando-o. Com o passar dos anos, Melissa se tornou peça principal dos Thunderbolts, mesmo com as várias mudanças de formação, e também foi convidada a se juntar os Vingadores, devido aos seus atos heroicos nos Thunderbolts e sua mudança mesmo de caráter e postura, se tornando uma heroína respeitada entres os heróis mais poderosos da Terra, com uma ajudinha do Gavião Arqueiro. Porém ela declinou dessa oferta e não se juntou a eles.
Muitos especulam que a Mel, pode ser o alter ego de Melissa Gold, e eu nunca tinha parado para pensar nisso até que alguém mencionou na internet, e assistindo ao filme, dá pra ver que ela usa um pequeno broche ou adereço, em sua blusa, que tem um desenho que se assemelha a um pássaro, que é de onde vem seu nome em inglês, 'Songbird', ou seja, é ela.
É isso, eu acho o filme muito bom, já tem um bom tempo que o MCU não entregava um projeto tão coeso como foi este filme dos Thunderbolts, me agradou bastante e está agradando o público.
Fui ver duas vezes no cinema, e nas duas vezes o filme foi aplaudido no final, as pessoas realmente se relacionaram com o longa conforme as coisas iam acontecendo em suas 2 horas de duração. É um filme que cativou e conquistou o público, com personagens com problemas que se assemelham com o que é conversado e falado hoje em dia... a depressão, o transtorno, a bipolaridade no caso de Valentina, é um filme que possui coração e alma.
Pra finalizar, acho que já nem é mais Spoiler, porque já está sendo divulgado dessa maneira depois da segunda semana em exibição no cinema, e está nos novos cartazes de divulgação e em vários vídeos de Youtube...
Esses Thunderbolts são os Novos Vingadores, que ocuparam a antiga 'Torre Stark' e serão sancionados por Valentina... eis o motivo do asterisco no nome do filme.
Achei uma sacada ótima de Kevin Feige, uma vez que a ideia foi dele, e acho que nunca vi na história do cinema, eu acho, um filme ser divulgado e lançado com um nome e depois de duas semanas, o seu verdadeiro nome ser revelado, sem ainda deixar de ter seu nome anterior ser mencionado, apenas com o asterisco.
Ou seja, o filme dos Thunderbolts, mas também é o filme dos Novos Vingadores... achei sensacional.
E também o filme possui duas cenas pós créditos, uma dispensável, que não gostei, acho essas piadinhas muito sem graça, pra mim não agregou em nada. Já a outra, essa sim, tem mais de 2 minutos de cena e... que cena!!!
(Assistido em 30\04\2025 - Cinemark Shopping Cidade SP)