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Data de lançamento
2 Maio 2025Duração
Depois de se verem presos em uma armadilha mortal, uma equipe nada convencional de anti-heróis precisa embarcar em uma missão perigosa que os forçará a confrontar os cantos mais sombrios de seus passados.
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Como já disseram. Ele é bem "ok", "meio fraco", "nada demais". Realmente, concordo.
Mas digo, é muito "8 e 80" as médias de filmes nesse site ou em alguns outros, porém, acho que aqui é uma das vezes onde a nota coincide com o produto/experiência, sendo 3.4, "bom/bonzinho", "tá na média/distrai", meio que acertada.
Pois "Thunderbolts*" não vai além, não "espetaculariza" muito sua trama, não é "épica" ou memorável (como outros), mas também não é cheia de erros que a deixam meio duvidosa, ou cheia de problemas que a descambam para o medonho lixo absoluto. Ela é como uma revistinha em quadrinhos de banca de jornal, de uma batalha simplista local com uns "heróis improváveis", que tu compra, lê, pega o bonde andando/distrai e depois a esquece no fundo de uma gaveta.
A Marvel com essa coisa de "multiverso" ou "universo compartilhado" deixou algumas coisas meio confusas para quem não acompanha, ou certas partes de certas tramas/personagens em outros filmes, porém aqui, tirando uma coisinha ou outra para dar um leve "complemento", é possível assistir esse em "modo solo" tranquilamente, que não prejudica entendimento algum, o que é ótimo.
Comecei a ver o filme com "2 pés atrás" e com a empolgação de alguém que vai desentupir uma privada, e felizmente o filme foi uma distração positiva.
Gostei da mensagem. Mesmo que meio rasa, um pouco piegas, as vezes meio expositiva demais e "açucarada", ela ainda é válida. Pontos sobre amizade, solidão, companheirismo, responsabilidade, trabalho em equipe, escolhas da vida (e o peso delas), empatia consigo mesmo e com o próximo, saúde mental, objetivos perdidos, acreditar em si mesmo, consequências de péssimo acompanhamento (familiares, profissional, íntimos), o valor dos "outsiders", "ser diferente também tem seu lugar ao sol". Bem legal e um ponto bem favorável para agregar, elevar e passar uma mensagem boa/positiva pra essas gerações que [infelizmente] tão meio carente de valores. É bem simples, mas um "motor" significativo do filme, estando diretamente entranhado e atrelado na "espinha dorsal" da trama. Ponto positivo. Não fica estúpido, e também não cai na ladainha da autoajuda.
O elenco também ajuda bastante, mantendo o "time", e fazendo o que podem para a simplicidade de tudo ser crível/convincente. Se apoiando em familiaridades com os personagens, e um conhecimento prévio desse tipo de produção. Imprimindo mais suas marcas pessoais, e lhes emprestando seus carismas naturais, aliado as atuações para ajudar a manter o interesse na traminha mixuruca. Mérito mais deles que do roteiro. Fazem o que podem com o que tem.
Adorei ver o um certo personagem, ele e sua "outra metade" fazem muito sentido e foram bem usados para escancarar mais a mensagem das características "mais humanas" da trama já citadas. Talvez não seja o espetáculo esperado, pois esse personagem é um monstro, mas aqui ele funciona bem ao que quer contar, dentro de uma "conveniência limitante positiva", por assim dizer. Se ele fosse ser ele mesmo o filme seria um curta de 2 minutos. Mas muito legal finalmente levarem esse personagem as telas.
"Lewis Pullman" ficou muito bem e soube dar personalidade para seu personagem misterioso. Ele é terno, bobo e vulnerável, mas não é "chorão" e cansativo, mantendo o interesse e ficando na medida, dentro do que foi proposto. O ator mandou bem, se houvesse excessos, botaria tudo a perder.
"Sebastian Stan" está aqui também, dando mais um palha do seu [legal] "Soldado Invernal". Ele pensa e improvisa enquanto dá preferencia a dar porrada e baixar o cassete!. Aqui mais "tranquilo", ""menos"" letal (comparado ao que ele pode fazer e já fez), mas é sempre legal vê-lo em cena.
"Wyatt Russell" está impecável, certamente filho do seu pai Kurt Russell. O cara consegue fazer um cara babaca, arrogante, com a moral duvidosa, ficar simpático, engraçado e carismático, fazendo você se importar com ele.
"David Harbour" faz o "tiozão do churrasco" russo. Basicamente a mesma coisa que ele faz em "Stranger Things". Ele grande, ele é brabo, bronco, mas é animado, bobão com coração e vontade de ajudar os outros.
"Julia Louis-Dreyfus" está linda, carismática, encantadora, parecendo a personagem "Vampira" com uma mecha branca no cabelo lhe dando um charme a mais, que mesmo não sendo uma vilã que tenha muita força ou algo para mostrar, seus anos de experiência, presença em cena a ajudam a fazer um contrapeso interessante para sua personagem.
Não há muito mais o que explorar. O filme é bem básico, "reto", faz o básico do básico, e tudo é muito pouco ou quase nada explorado (ou desenvolvido) direito. Nem quer e nem tenta, "tudo bem" (?), mas é uma "Safezone" escancarada total, pulsante aos olhos, preguiçosa, talvez com medo de se perder com quantos personagens estranhos ou arriscar o interesse do público com os mesmos. Mas é visível sua falta de ousadia, desenvolvimento, ou vontade de fazer um pouco mais e de correr o mínimo de riscos, imprimindo um "DNA diferente". Ele é "diferente" apenas por não ter rostos conhecidos e por "equipes disfuncionais", mas nem isso a essa altura do campeonato (e com tantas produções) é "diferente" mais.
Uma coisa que não me surpreendeu foi a atriz "Florence Pugh". Ela é legal, mas achei ela apagada perto dos outros. Poderia ter tido mais, pelo menos dela (ou da atriz), já que é a "protagonista". Mas é morna/ok/funcional. Como o filme, não acrescenta/maximiza, mas também não põem tudo a perder. Merecia melhor tratamento, mas... Pelo menos sempre é bom ter uma personagem feminina que não é tosca, você se importa e tem seu valor. Já é um ponto a favor.
O filme também, por ser tão "safe", ele acabam soando "capenga" e muito pouco memorável, fazendo com que certas coisas sejam esquecidas logo depois de exibidas, com algumas cenas meio estranhas, meio mal filmadas, "empobrecidas", corridas e com o visível corte de orçamento. Chegado a deixar até certos atores "meio perdidos" e alguns momentos meio incoerentes.
Como ver uns guardas armados perdidos em cena correndo "esperando levar um soco" ou alguém bater neles, mesmo estando com as armas carregadas e com o dedo no gatilho. Alguém sendo procurado minuciosamente em meio a um deserto, e alguém vir fazendo uma poeirada danada chamando atenção de todo mundo e "ninguém ver". Um carro entrar numa vitrine, destruir tudo, e o transito [ao fundo] continuar com as pessoas passando normalmente, como algo super comum. Fora certas burrices, conveniências e forçadas de barra que tem em maior ou menor numero nessas produções. O que implica uma displicência e uma certa falta de cuidado, claramente não levando a produção tão a sério quando [certas] outras.
O "trufo" (intencional ou não) é que usa sua "faca de dois gumes" [super] simplista em prol da fluidez narrativa, dinâmica de grupo e apoio em seus personagens/atores, que mesmo que pouco desenvolvidos e ora perdidos, conseguem fazer um milagre e entender seus espaços dentro do time, se apoiando em cenas curiosas e movimentadas.
O "roteiro" é menor que uma bula de remédio, e que se tentasse soar mais complexo seria bem idiota, mais desengonçado e descambaria de vez. Então ele se apoia numa receita pronta e vai embora. Felizmente o ritmo é bom, e GRAÇA A DEUS o humor é [mais] contido/na medida, deixando mais "excentricidades" com certos personagens e não na trama toda em si, ou ininterrupto em cada cena/momento, como algumas atrocidades da "nova safra" por aí. Ponto pro filme, amém!! "Thunderbolts" pode ser "bobo", pode ser "fraco", pode ser "esquecível", pode ser "medíocre", mas não é retardado. Já é uma coisa pra se agradecer, visto a concorrência.. tem espaço para drama, ação, dinâmica, comédia. Ufa! Algumas vergonhas, mas nada de abominável. Enfim..
"Curti", meio mais ou menos. Certamente já esqueci. É bem fraquinho, e poucas cenas ficam na memória, ele quase derrapa e cruza várias linhas de perigo, quase ficando estúpido, mas no tom que ele se apoia, e na entrega que ele se propõem, dá pra passar uma tarde. Pegar "aquela revistinha em quadrinhos de fundo de banca de jornal" e se deixar levar... ou cair em bocejos. haha Vai de cada um..
Boa sessão!
Visto em: 24-09-2026
depois de varios filmes meia boca, esse foi beeem daora
Não teria vilão se ele fizesse terapia.
Achei fraco mas é um bom passatempo
E se eu disser que esse filme facilmente entraria no meu top 10 de preferidos do MCU, quiça um top 5. Talvez seja a comparação com atualmente fase da Marvel que me fez ter essa percepção? talvez, mas pra mim é um filme que escolheu ser "menor", focado mais nos personagens e seus sentimentos do que em desculpas para cenas de ação grandes demais mas com CGI duvido e essa esolha é o grande mérito dele, nem tudo precisa ser sobre multiverso.
Esperava mais pelo debate em torno deste filme... pra mim, ele é um bom filme e cumpre o seu papel, nada demais.