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Data de lançamento
26 Março 2014Duração
Três mulheres de classe média, para o desgosto de seus respeitáveis maridos, discutem sobre qual delas deve acompanhar George, amigo das três há anos, fatalmente doente, durante as últimas semanas de vida dele. Baseado em uma peça de teatro de Alan Ayckbourn, o filme reflete a partir de uma distância irônica sobre o poder do amor e do desejo.
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As Novas Desventuras de Cliff Booth
O último filme do Alain Resnais termina com a imagem de um caixão.
poxa querias ter gostado mais....
Um pequeno grande filme-testamento do mestre do cinema francês Alain Resnais (1922-2014), que morreu meses depois do término das gravações. Na época, estava com a visão debilitada e precisou de ajuda da equipe para a realização – quem coordenou o projeto ao seu lado foi a esposa, a ótima atriz de seus filmes, Sabine Azéma, que aqui interpreta com maestria a espevitada protagonista, Kathryn.
Baseada na peça do inglês Alan Ayckbourn, a fita de arte é uma de suas mais acessíveis, uma ode romântica à amizade, simplista na forma, inteligente na concepção e metalinguística, que fala ao coração ao tratar do mundo do teatro. A estrutura do filme renova o gênero e mantém aspectos teatrais da fase final da carreira do cineasta (ele era um apaixonado pela arte dos palcos) – percebe-se um caráter minimalista, ambientado em lugares pequenos, fechados, só com diálogos.
A história gira em torno de um grupo de teatro, quase todos da terceira idade, que em pleno ensaio para o novo espetáculo leva um baque ao receber a trágica notícia de que um amigo próximo está com uma doença terminal, com poucos meses de vida. Entre conversas triviais, lembranças engraçadas e drinks no jardim o filme se constrói com perspicácia e inventividade. Pelos diálogos constrói-se o perfil do personagem doente, George, que nunca vemos. Está aí o trunfo e o charme da obra, nunca conhecemos o rosto de George, temos a versão dele pelos depoimentos dos amigos, a partir de histórias que podem ou não ser verídicas.
A forma cenográfica é outro ponto alto, totalmente estilizado em um único cenário, coberto com panos para o ensaio do teatro (que nunca acontece também), com colagem de desenhos coloridos que demarcam as casas dos vizinhos. É a arte imitando a vida, sem a necessidade de ser tão verossimilhante, já que o essencial não reside somente naquilo que enxergamos de concreto.
Rodado em estúdio na França e na zona rural de Yorkshire Dales (Reino Unido), o primoroso filme derradeiro de Resnais recebeu indicação ao Urso de Ouro no Festival de Berlim e lá ganhou dois prêmios especiais em 2014.
Se sentir afinidade pelas obras do diretor, não deixe de conferir os três trabalhos anteriores, bem semelhantes e com resultado encantador: “Medos privados em lugares públicos” (2006), “Ervas daninhas” (2009) e “Vocês ainda não viram nada!” (2012), todos disponíveis em DVD no Brasil.
E se quiser ir mais fundo, assista aos seus dois filmes emblemáticos da Nouvelle Vague, movimento que ajudou a criar, “Hiroshima, meu amor” (1959) e “O ano passado em Marienbad” (1961).
POR FELIPE BRIDA - Blog Cinema na Web
Chatíssimo. Não consegui nem assistir até o final.
É uma peça de teatro filmada.
Se extende mais do que devia.
Acaba sendo chata demais.