Dirigido por
Data de lançamento
19 Abril 1996Duração
A vencedora do Oscar Shirley MacLaine (Laços de Ternura, 1984), Ricki Lake e Brendan Fraser estrelam esta agitada comédia romântica sobre uma garota que encontra seu verdadeiro amor, mas primeiro precisa resolver um pequeno engano sobre sua verdadeira identidade. Por obra do destino, Connie Doyle é confundida como a viúva do filho de uma milionária. Sem ter para onde ir, sem dinheiro e grávida Connie aceita a generosidade da entristecida mãe do falecido rapaz e acaba se apaixonando pelo irmão de 'seu' falecido marido. "MacLaine está perfeita como a fada madrinha desta história de Cinderela. Absolutamente irresistível."
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Filme bastante legal e divertido, curti demais!
É um enredo "A Usurpadora" às avessas. kk
Leve e gostosinho. Brendan está gatíssimo e faz muito bem irmãos gêmeos. rs
Revisto no canal Sony One
24.11.2000
Vi alguma vez na TV aberta e depois nunca mais tive a oportunidade de ver, até me deparar, casualmente , buscando filmes na UNITV. É uma comédia bobinha e inofensiva daquelas dirigidas por Richard Benjamin. A trama é clichê e
remonta a estória de jovem pobre que se envolve com cafajeste e engravidado. Após, ser abandonada, resolve viajar no qual conhece uma mulher grávida cujo ocorre acidente de trem, A partir daí, troca de identidade com a outra mulher que veio a óbito. Para sua surpresa a família do esposo da mulher é afortunada e todos se envolvem emocionalmente com ela e o seu bebê e vai ficando cada vez mais difícil esconder sua real identidade.
Este é um daqueles filmes tão obscuros que, hoje em dia, é possível achá-lo apenas que quase por acidente. E lá estava eu vasculhando catálogo de um canal que sequer sabia ter assinado no Prime Video - acontece mais do que deveria, estranhamente - e esbarrei com este aqui que já queira ver há algum tempo.
Trata-se da história da felizarda Sra. Winterbourne. Ou da moça que julgam ser ela, melhor dizendo. Após se envolver em um acidente infeliz, toda sua vida vira de ponta-cabeça e tudo se conserta num passe de mágica de uma hora para outra, como se a vida fosse um conto de fadas. Mas ela não é. E, mais tarde, os fantasmas do passado voltam para assombrar a felicidade que se construía.
O maior problema aqui é como tudo se desenvolve na tela. A começar pelo fato de que é muito difícil comprar este enredor num período mais contemporâneo, tal como acontece com outros filmes como "Amores Inversos" (2013) ou "Além das Montanhas" (2020). Situar o filme numa época anterior ajudaria basicamente a dar mais verossimilhança a todo o enredo.
A isto some-se o fato de que o tom é um tanto quanto instável. Vai da comédia pastelão ao draminha leve de Sessão da Tarde, mas perpassa tantas temáticas que precisam ser tratadas com um pouquinho mais de seriedade que acaba soando muito estranho em diversos moentos. Até porque todas as situações também se desenvolvem sempre da forma mais conveniente para o enredo e não de uma forma minimamente natural. Desconfia-se com braveza e apaixona-se com leveza em duas ou três cenas.
Isto para não falar de acidentes graves que deixam vários e vários mortos e nenhuma cicatriz sequer na protagonista. Protagonista esta, aliás, que aqui já parecia mostrar não ter tanto interesse na carreira de atriz, pois sempre deixava a desejar em cenas que requeriam mais desenvoltura em tela.
Não é de todo ruim. Para um acidente, é até uma grata surpresa. Mas toda a atmosfera do filme é muito difícil de comprar. Como um filme para não se levar a sério, é bem leve e gostoso para acompanhar e os personagens são bastante carismáticos e nos fazem torcer por eles.
Mas o filme também passa a impressão durante o tempo todo que poderia ser muito mais. Talvez ele poderia ser mais Patricia Winterbourne. E acabou se contentando em ser Connie Doyle. Ou o contrário, talvez? Seja como for, vendo o resultado na tela, algo parece ter ficado no meio do caminho.