Dirigido por
Data de lançamento
2 Julho 1959Duração
No Michigan, Paul Biegler (James Stewart) é um advogado que é auxiliado por um alcoólatra, Parnell McCarthy (Arthur O'Connell). Após ter recusado inicialmente, ele decide aceitar a defesa de Frederick Manion (Ben Gazzara), um tenente do exército acusado de assassinato. O réu alega que a vítima violentou Laura Manion (Lee Remick), sua mulher, mas seu oponente é Claude Dancer (George C. Scott), um conceituado promotor que afirma que a alegação do réu é falsa e que Laura, que tem uma reputação de promíscua, estava realmente tendo um caso com o bartender assassinado, sendo que durante um acesso de cíúme Frederick teria intencionalmente cometido o crime.
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"Bem, é isso que eu chamo de justiça poética para todos."
O filme foi dirigido e produzido pelo lendário Otto Preminger, sendo considerado um dos maiores "filmes de tribunal" de todos os tempos.
O roteiro é uma adaptação do romance escrito por John D. Voelker (sob o pseudônimo de Robert Traver). Voelker era um juiz da Suprema Corte de Michigan que realmente defendeu um soldado em 1952 em um caso idêntico ao do filme.
A atuação do James Stewart é impecável, com os embates entre ele e o promotor de acusação sendo o ponto alto do filme, alternando drama, provocações e uma certa dose de humor.
A história é intrigante e prende a atenção desde o início, deixando a dúvida sobre o acusado ter sofrido um "impulso irresistível" (insanidade temporária) ou se ele era um assassino calculista que usou o estupro da esposa como pretexto para vingança.
Diante desta indefinição é estranho que o advogado desde o início tenha se interessado em defender o réu com tanto empenho, dando até dicas de como o acusado poderia manipular o sistema a seu favor. Realmente não dá para entender de onde vem tanta convicção do advogado e isto nunca é esclarecido ao longo do filme.
A absolvição final baseada na prova da calcinha é um desfecho muito bobo e decepcionante após quase 3 horas de filme onde se esperava alguma reviravolta inteligente para fechar o caso.
Pra piorar ainda fica um desfecho ambíguo que após vários depoimentos questionáveis das testemunhas acaba inocentando o réu. Deixando a sensação de que ele escapou impune com a ajuda consciente do advogado, que estava interessado apenas em ganhar mais um caso por motivos financeiros e também por ego.
A ironia é que na última cena Biegler toma calote quando vai receber o pagamento do cliente, que some e deixa apenas uma mensagem relacionado à "armação" que foi o julgamento: "Sinto muito, Paul, mas tive um 'impulso irresistível' de ir embora."
Mesmo longe de ser essa obra prima que dizem, é um filme que prende a atenção e foge do previsível no desfecho esperado. Mas as incoerências do roteiro prejudicam o resultado...
O fato de todo o desfecho ser previsível desde o inicio tirou um pouco a graça do filme
Como pode calcinha ter sido considerada uma palavra constrangedora e ejaculação e esperma, não? hahaha
Sem duvida dos melhores filmes de tribunal da história. Ótimas atuações e o clima dúbio que acompanha toda a trama deixa tudo ainda melhor.E ainda tem a baita direção de Otto Preminger.