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Data de lançamento
2 Julho 1959Duração
No Michigan, Paul Biegler (James Stewart) é um advogado que é auxiliado por um alcoólatra, Parnell McCarthy (Arthur O'Connell). Após ter recusado inicialmente, ele decide aceitar a defesa de Frederick Manion (Ben Gazzara), um tenente do exército acusado de assassinato. O réu alega que a vítima violentou Laura Manion (Lee Remick), sua mulher, mas seu oponente é Claude Dancer (George C. Scott), um conceituado promotor que afirma que a alegação do réu é falsa e que Laura, que tem uma reputação de promíscua, estava realmente tendo um caso com o bartender assassinado, sendo que durante um acesso de cíúme Frederick teria intencionalmente cometido o crime.
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Este filme estava na minha lista há muito tempo e finalmente pude conferir este clássico. Gosto demais de filmes de tribunal, e esse aqui é bem escrito e bem dirigido!
James Stewart está bem à vontade no papel, embora não seja o seu melhor trabalho o que não compromete em nada o filme.
Interessante ver o Ben Gazzara novo, assim como o George C. Scott; ambos estão muito bem em seus personagens.
Com a trama bem escrita e essa boa direção, você nem sente o tempo passar.
em dar spoilers, a cena final mostra como a verdade pode ser distorcida e como um bom advogado, que acredita na sua causa/cliente, faz um bom trabalho e consegue ganhar a causa, apesar dos pesares.
Em tempo: VIVA O JAZZ!
Há alguns pontos muito interessantes desse filme, a meu ver:
Um deles é como o que é dito é sempre muito mostrado. Exemplo: em uma cena, o personagem do James Stewart fala sobre como alguém sentou-se numa cadeira para olhar para a janela, então instantaneamente o plano se abre e podemos ver a tal janela. É tudo muito indicativo, sempre somos direcionados para o que devemos ver.
Outro ponto é atuação do James Stewart. Nessa meiuca de anos 40 até anos 60 poucos fizeram chover tanto quanto ele no cinema mundial. Verborrágico, contraditório, ranzinza, magnético.
Vale a pena também falar um pouco sobre sobre o papel da mulher aqui: há questões que são discutidas ainda hoje que estão nesse filme, como por exemplo o modo que Laura é mostrada como uma mulher que faz o que bem entende o tempo todo, não é uma santa, gosta de sair, é encantadora, dá suas escapadas, porém em momento algum isso é mostrado como uma desculpa para que ela tenha sido vítima do que foi, mesmo quando os promotores tentam seguir essa linha.
Tudo isso sendo possível, claro, apenas com uma grande ausência de pressa. 2h40min ótimos, envolventes, angustiantes, divertidos.
Pra quem gostou, recomendo Glória feita de sangue. Outro bom filme de tribunal, porém que vai pra outro caminho.
"Bem, é isso que eu chamo de justiça poética para todos."
O filme foi dirigido e produzido pelo lendário Otto Preminger, sendo considerado um dos maiores "filmes de tribunal" de todos os tempos.
O roteiro é uma adaptação do romance escrito por John D. Voelker (sob o pseudônimo de Robert Traver). Voelker era um juiz da Suprema Corte de Michigan que realmente defendeu um soldado em 1952 em um caso idêntico ao do filme.
A atuação do James Stewart é impecável, com os embates entre ele e o promotor de acusação sendo o ponto alto do filme, alternando drama, provocações e uma certa dose de humor.
A história é intrigante e prende a atenção desde o início, deixando a dúvida sobre o acusado ter sofrido um "impulso irresistível" (insanidade temporária) ou se ele era um assassino calculista que usou o estupro da esposa como pretexto para vingança.
Diante desta indefinição é estranho que o advogado desde o início tenha se interessado em defender o réu com tanto empenho, dando até dicas de como o acusado poderia manipular o sistema a seu favor. Realmente não dá para entender de onde vem tanta convicção do advogado e isto nunca é esclarecido ao longo do filme.
A absolvição final baseada na prova da calcinha é um desfecho muito bobo e decepcionante após quase 3 horas de filme onde se esperava alguma reviravolta inteligente para fechar o caso.
Pra piorar ainda fica um desfecho ambíguo que após vários depoimentos questionáveis das testemunhas acaba inocentando o réu. Deixando a sensação de que ele escapou impune com a ajuda consciente do advogado, que estava interessado apenas em ganhar mais um caso por motivos financeiros e também por ego.
A ironia é que na última cena Biegler toma calote quando vai receber o pagamento do cliente, que some e deixa apenas uma mensagem relacionado à "armação" que foi o julgamento: "Sinto muito, Paul, mas tive um 'impulso irresistível' de ir embora."
Mesmo longe de ser essa obra prima que dizem, é um filme que prende a atenção e foge do previsível no desfecho esperado. Mas as incoerências do roteiro prejudicam o resultado...
O fato de todo o desfecho ser previsível desde o inicio tirou um pouco a graça do filme