Animas Trujano é um índio colorido, mas irresponsável em uma pequena vila mexicana. Ele espera acima de todas as coisas um dia ser escolhido mayordomio de sua vila, um lugar de grande honra normalmente conferidos aos cidadãos mais ricos e mais respeitados. Animas tem uma esposa fiel, mas trai ela e joga fora a cada centavo que consegue.
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Produção mexicana em preto e branco indicada ao Oscar de melhor filme estrangeiro; no Globo de Ouro, ganhou o prêmio de melhor filme estrangeiro. O vencedor do ano foi o sueco Através de um espelho (61). Este drama foi baseado no romance "La mayordomía" de Rogelio Barriga Rivas (1912-1961), estrelado pelo ator japonês Toshirō Mifune (1920-1997) - este foi o único filme que ele filmou no México -, caracterizado como um indígena de Oaxaca problemático e irresponsável que aspira a tornar-se o mordomo da cidade.
O ator e diretor Narciso Busquets (1931-1988) dublou a voz de Toshirô Mifune. A sincronização dos lábios foi tão perfeita que, como o filme foi exibido pela primeira vez, muitas pessoas pensavam que era a voz de Mifune. O ator oriental teve que aprender todas as suas falas foneticamente. Este é um dos filmes preferidos da estrela Flor Silvestre. Para ela, trabalhar com Mifune foi uma grande honra e um dos melhores momentos de sua carreira. Curioso mesmo é que Mifune foi considerado um dos maiores atores japoneses de todos os tempos, sendo que ele era chinês de nascimento.
Ótimo filme triste, Ánimas Trujano é obcecado, vagabundo nato e burro. Um melodrama com uma carga dramática muito parecida com as novelas daquele país. Nota 8,5.
É isso mesmo que vocês leram na sinopse, o Toshiro Mifune interpreta um mexicano e isto por si só já é motivo de piada. O filme tem partes boas e partes ruins, o que torna ele um filme regular. É estranho Mifune, um ator japonês famoso pelos filmes do Kurosawa, aceitar entrar em uma coisa assim (só pode ter sido pela piada pronta), o ator tem cara de japonês, fala como japonês e tenta a todo momento de maneira tosca se fingir de mexicano (até os pelos no peito dele você consegue ver que é falso), e isto atrapalha bastante o desenrolar do filme porque não se consegue levar o filme a sério. A direção é competente, Ismael Rodríguez tem seu talento. Tem partes cômicas e tem partes de dramalhão, indico só pra quem for fã do ator mesmo pra dar umas risadas.
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Fora a curiosidade de conferir na prática o resultado da cara-de-pau dos realizadores por escalarem um ator japonês - ninguém menos que Toshiro Mifune, aquele presente em quase todos os filmes do Kurosawa da fase anos 50/60 - pra viver um mexicano(?!), é um tremendo desperdício de tempo. Mifune, normalmente um ótimo ator, está completamente perdido e histérico no personagem, sobre-atua com bocas e caras demais, compondo um tipo de fato patético como o roteiro demandava, porém sem nenhum carisma e magnetismo.
Fica ainda pior porque a única personagem de grande importância fora ele é a esposa, uma "mulher de malandro" inexpressiva, apática e hiper condescendente que releva ad eternum as mil besteiras que o personagem título faz na sua obsessão em se tornar um "mordomo" da cidade e ganhar uma espécie de notoriedade aristocrática ou coisa que o valha.
Enfim, só vale pela curiosidade de ver Mifune interpretando um mexicano e olhe lá. "Animas Trujano" não chega aos pés dos filmaços latino-americanos indicados ao Oscar de melhor longa estrangeiro (a lista completa está no link abaixo) no começo dos anos sessenta, dentre os quais está o nosso "Pagador de Promessas".
http://filmow.com/listas/latino-americanos-indicados-ao-oscar-l43802/