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Duração
Num convento, especializado em reabilitar prisioneiras, a jovem Anne-Marie encontra sua vocação e se junta a ele, como noviça. Uma das presas, Thérèse, que alega ser inocente, exerce certo fascínio sobre a noviça, que tenta convencê-la a redimir seus pecados. Quando Thérèse comete um ato de vingança, sente-se segura apenas no convento, e decide ingressar.
Enquanto isso, fora do convento, uma investigação policial...
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
É um filme bastante contido, minimalista, sem muita força.
Não consegui me envolver com a história.
A difícil tarefa de conciliar a espiritualidade com a humanidade foi bem retratada. O filme não é de grandes momentos mas mantem o interesse.
Belo visual e fotografia mas o cinema do Bresson me distancia , não consegue me inebriar, infelizmente. Conto de moças adentram à um universo de prisão e liberdade entre a criminalidade e a religiosidade.
O filme de Bresson "brinca" com os conceitos de prisão e liberdade neste filme bem antigo em preto e branco. Mas que traz algo de moderno nas interações ágeis e dinâmicas entre as atrizes. De fato, nunca é cansativo, nunca é chato, mesmo quando não se concorda com algo. Temos um convento que recebe "de braços abertos" mulheres criminosas que querem mudar de vida e seguir uma ordem religiosa. E eis que surge Anne-Marie, a elétrica novata que não se submeterá à rigidez das regras do local e que possui, ao seu modo, uma fé intensa que a faz ter atitudes impetuosas. E passa a ser obcecada pela recuperação de uma ex-presidiária. Alguns dos bons momentos é quando Anne-Marie rebate os argumentos das irmãs freiras.
Um filme com notável fotografia, ricas imagens e que faz pensar sobre a liberdade interna (ou felicidade pela expiação da culpa) que também pode ser encontrada em mais de um tipo de clausura. É pra ver e curtir.
Pensei que seria um filme menor e fiquei estarrecido como Bresson conduz brilhantemente o filme de maneira convencional. Os temas que seriam mais tarde obsessivamente tratados pelo diretor já estavam germinados aqui. A prisão, a liberdade, o mal (o pecado), A redenção, a obsessão, a repetição. Puxa vida fiquei escandalizado como ele viria a radicalizar esses temas que estão Graciosamente retratados aqui. <3