Anna é uma atriz de meia-idade, que fugiu da Tchecoslováquia após a Primavera de Praga, em 1968, e se exilou em Nova York. Duas décadas depois, ela e seu namorado Daniel conhecem Krystyna, recém-chegada da Tchecoslováquia. O casal ensina inglês à bela jovem e a incentivam na carreira de atriz, que se mostra promissora. Anna se vê em Krystyna, lembrando-se da época em que era estrela do cinema tcheco.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Drama da Vestron Pictures e Magnus Films indicado ao Oscar de melhor atriz, Sally Kirkland; no Globo de Ouro, foi nomeado a melhor atriz de drama, Sally Kirkland. O filme foi baseado em uma história não autorizada do relacionamento real das atrizes polonesas Elżbieta Czyżewska (1938-2010) e Joanna Pacuła. Estréia em longa-metragem dirigida pelo diretor polonês Yurek Bogayevicz. Sua compatriota e também diretora Agnieszka Holland é uma das roteiristas ao lado dele.
O filme foi vagamente baseado na vida da expatriada atriz polonesa Elzbieta Czyzewska, que teve dificuldades para se estabelecer como atriz em Nova York após fugir de sua terra natal e lutou para sobreviver. A atriz tcheca Paulina Porizkova casou-se com Ric Ocasek, do "The Cars". Seu colega de banda, Greg Hawkes, compôs a trilha sonora deste filme. A atriz Sally Kirkland aprendeu a falar polonês e tcheco para seu papel como Anna. O 1° papel de atriz em um longa-metragem para a roteirista, atriz e diretora Sofia Coppola, que interpretou Noodle. Anteriormente, ela havia aparecido predominantemente em filmes dirigidos por seu pai, Francis Ford Coppola.
Uma vitrine para os talentos de sua estrela, mas também um filme esteticamente excêntrico que se recusa a deixá-la na mão. Treinado em método, Kirkland assume grandes riscos com gestos articuladamente inarticulados e lê falas contra a textura superficial, gerando um efeito psicológico saliente. Uma direção bem pensada, atuações sólidas e trechos de originalidade o tornam quase um filme muito bom neste retrato espirituoso e cínico de uma atriz estrangeira envelhecida.
Entre minhas pendências ainda abertas sobre o Oscar, somente 37 anos depois pude constatar o que Kirkland estava fazendo entre as finalistas ao Oscar de Melhor Atriz daquele ano. E a surpresa foi agradável. Ela está exuberante e muito carismática em sua performance e mereceu o Globo de Ouro de Melhor Atriz. Anna é daqueles exemplares em que o personagem se conecta tão rapidamente com o público que faz vale a sessão.
Filme com muito a dizer,mas se apresenta numa timidez tremenda.São vários bons acontecimentos e quase todos não se tornam grandes momentos.Vale muito pela amizade e inspiração ao longo.
>Assistido em 27 de Julho de 2022
Produção esquecida dos anos 80, "Anna" é um filme que sobrevive pela marcante interpretação indicada ao Oscar de Sally Kirkland. O filme tem algumas semelhanças com a história de A Malvada (All About Eve), porém seu resultado ficou aquém.
Se em forma, o longa nunca ousa muito e te lembra bem a década que foi feito, em discurso ainda é bem atual e me conquistou de novo nessa revisão. É um projeto claramente sustentado pela performance digna de Oscar de Sally Kirkland, mas o roteiro faz umas alegorias bem interessantes sobre a necessidade da arte na vida do artista e até onde chegamos para não viver sem ela. É, no fim das contas, um filme muito mais interessante do que aparenta ser.