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Duração
Logo após um jogo bastante erótico com sua namorada, Thomas é surpreendido pela sua mãe, que pergunta a ele amenidades, sem desconfiar de nada, apesar de perceber que seu filhinho está um tanto quanto...pálido. No minuto seguinte, Thomas está tentando consertar o seu aspirador de pó. Tudo isso num espaço de cinco minutos seria muito emocionante se não fosse virtual. Graças à tecnologia do videofone, Thomas pode desfrutar as delícias do prazer sem culpa e os serviços instantâneos sem sair da frente da tela de seu computador. Tudo ia muito bem, até que o analista de Thomas decide inscrevê-lo numa agência de namoro para tirá-lo da redoma confortável que criou para si mesmo. Em encontros virtuais superdivertidos, todas se apaixonam por Thomas, e você vai dar boas gargalhadas.
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Uma visão pós-moderna do existencialismo da França.
Temas como solidão e falta de um sentido de vida são inerentes a qualquer indivíduo, independente de lugar ou tempo.
Vale também para quem gosta de Y2K.
legalzinho
Tinha tudo para ser chato e algumas concepções poderiam parecer datadas. Não é chato, acaba que passa até rápido. Quando percebemos, a trama já está desenvolvida e já estamos dentro. Tampouco é datado, o visual da realidade virtual é um pouco limitado, mas a essência das ideias de comunicação virtual, relações à distância e alienação tecnológica estão 100% em dia. A câmera sempre em primeira pessoa gera um efeito assustador, pois chega a parecer que somos nós que estamos na conversa.
Um filme de formato raríssimo, todo narrado via câmera subjetiva (talvez haja outros assim, mas, no momento, não me lembro de nenhum). Nos noventa e sete minutos de filme, nossos olhos são os olhos de Thomas, um agorafóbico de trinta e três anos que só se comunica com o mundo externo via computador. A história se passa em um futuro indefinido, cheio de cores e máquinas para se fazer tudo. Thomas é uma representação levemente exagerada do que se tornou o conceito de sociabilidade nos anos 2000. Por uma grande rede de computadores interligados, ele faz terapia, conversa com a mãe, demanda serviços diversos, faz compras, contacta prostitutas e até participa de blind dates. O filme é uma excelente idéia muito bem realizada. Apesar de existir uma melancolia de fundo no personagem principal, há vários diálogos muito espirituosos e espertos. A direção de arte é criativa e multi-colorida. Destaque para os "vídeo-poemas" que a personagem Melody mostra para Thomas, que poderiam estar em qualquer museu de arte contemporânea do mundo. Ganhou o prêmio de melhor filme de estréia e o Laterna Magica Prize no Festival de Veneza. E venceu no Angers European First Film Festival, no Brussels International Festival of Fantasy Film, no Espoo Ciné International Film Festival, no Gérardmer Film Festival, no Montréal Festival of New Cinema e no Festival de Paris.
http://linguadefel.blogspot.com.br/
J'ai un peu de thomas