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Richard (Lionel Stander) e Albert (Jack MacGowran) são dois gângsters que tem o carro enguiçado quando estão em meio a uma fuga de um assalto fracassado. Eles decidem se esconder em um castelo medieval próximo, onde reside um excêntrico casal que é obrigado a ajudá-los a entrar em contato com seu chefe.
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Muito bom, mistura tensão com humor e tem a vibe cult por ser em preto e branco.
Creio que o problema não seja tanto a trama non-sense ou com um toque mais surreal. Polanski já havia trabalhado neste estilo anteriormente em seus curtas e até com certa eficácia. A paranoia crescente, também, não era algo inédito na vida do diretor, que encontrava-se recém saído de Repulsa. Do mesmo modo o humor já era algo que trabalhou desde o início, inclusive gerando curtas muitos bons como Mamíferos.
O problema aqui se concentra justamente no suspense mal trabalhado, e é isso que prejudica o filme. Nós compramos a ideia dessas pessoas em suas vidas e comportamentos não convencionais, reconhecemos que, por vezes, determinados atos necessitam de uma coragem que eles não possuem e tudo bem. No entanto, julgando que isso traria um suspense maior ao estilo de Hitchcock, Polanski estende demais os acontecimentos, fazendo com que, a certa altura, não só o filme se torne cansativo, mas que também nós deixemos de nos importar com os personagens e passamos a considerar justo tudo de ruim que acontece com eles. Nós queremos que eles se ferrem por já estarmos cansados de suas bobagens. Se fosse retirado, por exemplo, toda a sequência dos amigos visitando o casal, elemento este inserido unicamente para gerar suspense e ver como o mafioso se comportaria, sem efeito, o filme se tornaria muito mais agradável.
Esse é meu quinto Polanski (incluindo os grandes clássicos Rosemary's Baby e Bitter Moon). Com Donald Pleasence (em uma de suas melhores atuações), a bela Françoise Dorléac (irmã da Catherine Deneuve) e uma participação da Jacqueline Bisset (The Mephisto Waltz / The Grasshopper), ainda em início de carreira. Boa fotografia, trilha, atuações, diálogos. Os 2 gângsteres. O acidente. A casa. O lugar tem um visual maneiro. A maré. O casal muito doido. Cenas inusitadas. As visitas (o molequinho é o melhor do filme, hahaha). Enfim... O filme começa muito interessante, mas do meio pro final, infelizmente vai se perdendo. Ainda assim, acabei gostando.
Sobre limites e acasos.
Os personagens testam seus limites e os dos outros. Cada ação é também uma provocação - e convite a uma reação.
"Armadilha do Destino" respira uma deliciosa imprevisibilidade. Os acontecimentos divertem por nos deixar sem saber o que esperar. A coragem e a loucura andam juntas: cuidado com o que se pede! Não se pode fugir de seus instintos para sempre.
Fiquei impressionado com a beleza de Françoise Dorléac(que eu já conhecia graças a obra-prima Duas Garotas Românticas). Descobri apenas agora que ela era irmã da Catherine Deneuve e que morreu super jovem. Teríamos duas irmãs com várias obras marcantes na família Deneuve. Que perda.
Coincidência triste as mortes prematuras da atriz e de Sharon Tate, ambas trabalharam com Polanski e tinham grandes carreiras pela frente.
Uma das primeiras belas obras de Polanski.
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Muito Bom.
Polanski já encontrava seu rumo com essa direção aqui.Mesmo já dando um teste grátis em "Repulsa ao Sexo".O suspense é repleto de momentos malucos,onde o trio protagonista vagam sem rumo,mas com muitas histórias pra contar.
Achei parecido com o "Dois Homens e um Armário" curta dirigido anos antes.
>Maratona Roman Polanski - Assistido em 31 de Maio de 2021