Este sofre do mesmo problema que Robin Hood, erro este que foi varrido em Mary poppins: Por ser baseado em um livro em que cada capítulo conta uma história diferente, transpor para as telas estas histórias pode não ser uma boa ideia por acabar tornando a história cansativa, sem uma narrativa contínua e linear. Robin Hood, de 73, faz o mesmo que este filme e acaba sendo maçante ao extremo, mesmo com Pooh sendo um excelente personagem, bem como seus amigos. Mary Poppins, cujo livro também é com capítulos seriados, por sorte foi contado como uma história contínua, funcionando perfeitamente. Talvez o maior trunfo do filme seja, além dos personagens, poder vê-los em suas pelúcias reais.
Chega um certo momento em que o filme está tão, mas tão chato, que eu tive que me convencer de que, em uma cena em que o Leitão e o Ursinho Pooh estavam sozinhos,
O meu problema com essa obra não é a animação, que está maravilhosamente encantadora, nem os personagens, que são razoavelmente interessantes. O problema é que nada acontece — e esse nada se repete, e se repete, até terminar. As piadas são as mesmas do início ao fim; o recurso de mostrar o livro passando as páginas enquanto entramos na animação se torna cansativo depois de 25 minutos. E é nítido, cansativamente nítido, o quanto essa obra teve que se alongar para virar um longa. Mais de 7 minutos em uma animação alucinógena com elefantes? Ah, Disney, vai se fuder.
: Ursinho Pooh é uma branquelinha mimada e egocêntrica; Leitão é a primeira viada medrosa bem adaptada; Coruja e Abel carregam a animação nas costas; Tigrão ativão mastigador de whey.
O interessante é que, na história do Ursinho Pooh, dá pra perceber claramente o quanto o jovem Cristóvão (Colombo) coloca um pouco de si e da sua experiência em cada personagem.
Podemos ver que ele é uma gay britânica mimada, tal como o Pooh, já que é o protagonista — e ele está terrivelmente em conflito: às vezes deseja ser o Leitão (uma passivinha safada de voz adocicada) e às vezes deseja ser o Tigrão (um ativão puto que quer sair por aí tecado e comendo macho). Os outros personagens — como Ió, Abel e Coruja — representam seus entes familiares que convivem com ele (o tio preguiçoso, o pai rancoroso e o avô que adora relembrar seus tempos). Já a Dona Can e o Guru são a representação do relacionamento com a mãe: ela tenta guiá-lo, mas ele sempre quer se soltar das amarras para ser a gay que ainda não sabe que quer ser.
Se o filme fosse toda essa loucura que estou escrevendo aqui, ele seria 5 estrelas. Kkkkkkkkkk
Esse é o único clássico Disney que eu não havia visto ainda. Durante anos esperei que fosse lançado em DVD no Brasil. Algo que nunca aconteceu certamente devido à questão da troca de nome do personagem no país de Puff para Pooh. É uma animação ingênua como eram feitas antigamente e que parece mais direcionada ao público infantil. Os traços e as cores são simples e visualmente belos. Achei a sequência do sonho de Puff (ainda insisto em chamar ele assim porque foi como o conheci na infância) bem parecida com uma vista no clássico animado "Dumbo". A única coisa que atrapalhou o filme e o fez parecer mais longo do que realmente é foi a narração usada de forma um tanto exagerada.
Este sofre do mesmo problema que Robin Hood, erro este que foi varrido em Mary poppins: Por ser baseado em um livro em que cada capítulo conta uma história diferente, transpor para as telas estas histórias pode não ser uma boa ideia por acabar tornando a história cansativa, sem uma narrativa contínua e linear. Robin Hood, de 73, faz o mesmo que este filme e acaba sendo maçante ao extremo, mesmo com Pooh sendo um excelente personagem, bem como seus amigos. Mary Poppins, cujo livro também é com capítulos seriados, por sorte foi contado como uma história contínua, funcionando perfeitamente.
Talvez o maior trunfo do filme seja, além dos personagens, poder vê-los em suas pelúcias reais.
Chega um certo momento em que o filme está tão, mas tão chato, que eu tive que me convencer de que, em uma cena em que o Leitão e o Ursinho Pooh estavam sozinhos,
o Pooh ia botar o Leitão pra mamar.
O meu problema com essa obra não é a animação, que está maravilhosamente encantadora, nem os personagens, que são razoavelmente interessantes. O problema é que nada acontece — e esse nada se repete, e se repete, até terminar. As piadas são as mesmas do início ao fim; o recurso de mostrar o livro passando as páginas enquanto entramos na animação se torna cansativo depois de 25 minutos. E é nítido, cansativamente nítido, o quanto essa obra teve que se alongar para virar um longa. Mais de 7 minutos em uma animação alucinógena com elefantes? Ah, Disney, vai se fuder.
Vamos às verdades
: Ursinho Pooh é uma branquelinha mimada e egocêntrica; Leitão é a primeira viada medrosa bem adaptada; Coruja e Abel carregam a animação nas costas; Tigrão ativão mastigador de whey.
O interessante é que, na história do Ursinho Pooh, dá pra perceber claramente o quanto o jovem Cristóvão (Colombo) coloca um pouco de si e da sua experiência em cada personagem.
Podemos ver que ele é uma gay britânica mimada, tal como o Pooh, já que é o protagonista — e ele está terrivelmente em conflito: às vezes deseja ser o Leitão (uma passivinha safada de voz adocicada) e às vezes deseja ser o Tigrão (um ativão puto que quer sair por aí tecado e comendo macho). Os outros personagens — como Ió, Abel e Coruja — representam seus entes familiares que convivem com ele (o tio preguiçoso, o pai rancoroso e o avô que adora relembrar seus tempos). Já a Dona Can e o Guru são a representação do relacionamento com a mãe: ela tenta guiá-lo, mas ele sempre quer se soltar das amarras para ser a gay que ainda não sabe que quer ser.
Se o filme fosse toda essa loucura que estou escrevendo aqui, ele seria 5 estrelas. Kkkkkkkkkk
Ingenuamente fofo
Esse é o único clássico Disney que eu não havia visto ainda. Durante anos esperei que fosse lançado em DVD no Brasil. Algo que nunca aconteceu certamente devido à questão da troca de nome do personagem no país de Puff para Pooh. É uma animação ingênua como eram feitas antigamente e que parece mais direcionada ao público infantil. Os traços e as cores são simples e visualmente belos. Achei a sequência do sonho de Puff (ainda insisto em chamar ele assim porque foi como o conheci na infância) bem parecida com uma vista no clássico animado "Dumbo". A única coisa que atrapalhou o filme e o fez parecer mais longo do que realmente é foi a narração usada de forma um tanto exagerada.
Muito bonitinho!