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Roberto Salus é um carismático monge que foi convidado para participar de uma reunião com ministros de finanças em um luxuoso hotel na costa Báltica. Mas quem convidou o frade para a reunião? E quem matou um dos financiadores que tinham planos radicais de mudar a ordem econômica mundial?
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Ah! O cinema italiano, sempre primoroso.
Está aí um bom drama político adequado para os dias atuais, bem construído, com uma envolvente trama de assassinato, diálogos inteligentes e pitadinhas de humor. Coprodução França/Itália, tem ecos do suspense “A tortura do silêncio” (1953, de Hitchcock, sobre um padre que ouve a confissão de um assassino e tem de guardar segredo), porém vai pra outro caminho, fazendo uma provocação ao G8 (antigamente G7, ou seja, a cúpula dos oito países mais industrializados do mundo, dentre eles Estados Unidos, França, Itália e Japão), ao criticar a forma de condução desses encontros e o que é discutido ali a sete chaves – no filme, os ministros são um bando de gente gananciosa, dispostos a cometer qualquer crime para desvendar segredos.
Abre como uma trama de mistério e termina com uma moral, tipo fábula, num desfecho simbólico. Gosto particularmente da trilha sonora, pontuada a cada 10 minutos, da charmosa fotografia – do hotel luxuoso no Mar Báltico, com vistas para o mar, e da atuação do melhor ator italiano de hoje, Toni Servillo, que pinta em várias produções italianas, muitas delas com o diretor Paolo Sorrentino (com ele fez “As consequências do amor”, “A grande beleza” e “Il divo”). Pelo trabalho o ator recebeu indicação ao David di Donatello, o maior prêmio da Itália, uma espécie de Oscar de lá; além dessa categoria no festival, o filme foi nomeado aos prêmios de roteiro, produção, fotografia e ator coadjuvante (Pierfrancesco Favino, outro bom ator, nascido em Roma, que se destacou no filme “Suburra” e esteve em diversos longas americanos, como “Guerra mundial Z” e “Anjos e demônios”).
Conheça a filmografia do diretor, o também dramaturgo e novelista Roberto Andò, de “Viva a liberdade” (2013 – novamente com Toni Servillo) e de “O Caravaggio roubado” (2018), que escreveu esse caprichado roteiro junto de Angelo Pasquini, seu parceiro roteirista de outras produções.
POR FELIPE BRIDA - Blog Cinema na Web
Um filme burocrático , que tem a pretensão de ser um suspense.., fotografia excelente , roteiro confuso e arrastado.., boa atuação de Toni Servillo , uma história fraca., monótona..
cria expectativas, mas é forçado.
Achei bem chatinho.... a mensagem é até boa.