Ângela, hipersensível, insegura e problemática, é paciente de Ana, jovem psiquiatra sem muita experiência profissional. Na origem da depressão da primeira, estão diversos fatores, inclusive sua ligação com Paulo, misto de dominador e vítima. Admitindo ter conduzido de forma indevida o tratamento de Ângela, Ana quer passar o caso para um profissional mais experiente, e empresta sua casa de campo para que sua paciente se isole e repouse. Ângela, porém, tem necessidade da presença de Ana, e Paulo se vê na contingência de chamar a doutora, que não conhecia, diante da inquietação de sua mulher. A casa passa a ser então um pólo catalisador para essas três pessoas, que começam a misturar suas emoções, seus problemas, seus sentimentos e até suas personalidades.
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Filme 106/2024
Visto em 01/07/24
As Deusas estava na minha lista de assistir mais tarde há um tempão no YouTube. Finalmente vi hoje e tive uma grata surpresa em ver, pela primeira vez, um filme do Khouri a cores. Também nunca tinha visto filme com Lilian Lemmertz, e me surpreendi com o quanto ela era linda!
Em "As Deusas" (1972), sob a batuta de Walter Hugo Khouri, adentramos um universo turbulento, onde a mente humana é o palco principal. Angela, enredada em suas próprias teias de insegurança e melancolia, busca refúgio na jovem psiquiatra Ana, cuja inexperiência contrasta com a complexidade do caso. O jogo de poder entre Angela e Paulo, entre submissão e dominação, tece uma trama densa e envolvente.
Khouri, nesta obra, transcende suas fronteiras anteriores, adentrando os territórios sombrios da mente e do desejo humano. Lemmertz e Hansen brilham, hipnotizando com suas performances magistrais. Este é um mergulho profundo no psicológico, onde cada cena é um convite à reflexão.
O filme, embora mergulhado em influências europeias, encontra sua própria voz, destacando-se como um drama psicológico genuíno. A casa de campo, cenário central, torna-se quase uma entidade viva, absorvendo e refletindo as emoções dos personagens.
Contudo, não se pode ignorar as falhas: a presença intrusiva do marido de Angela e os erros médicos de Ana, que ecoam as próprias inseguranças da diretora. Khouri, com sua maestria visual e uso magistral da trilha sonora, compensa em estética o que falta em profundidade narrativa.
Pelos comentários achei que iria adorar o filme.
Achei morno e entediante.
Isso sim é um drama psicológico!
- 8/10
- uma história que poderia acabar em luta ou em morte lindamente resolvida com um trisal
- o problema do Khouri é tentar emular demais os diretores europeus e babar ovo de tudo que vem de lá, por isso é sempre comparado a eles