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No Iraque dos anos 80, durante o regime de Saddam Hussein, a médica Najla é forçada a escolher entre seus sonhos e as tradições da família. Ela decide voltar da Itália, onde estudava, para Kirkuk encontrar seu noivo, um lutador da resistência. Najla segue seu noivo durante o genocídio curdo, num relato que tem como pano de fundo um dos capítulos mais brutais da história iraquiana.
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Romance ambientado no Iraque no final dos anos 80, quando o país era governado pelo ditador Sadam Hussein, com forte repressão militar sobre os civis. A trama do casal protagonista gira em torno de um "amor impossível", eis que ela é iraquiana e ele curdo. Na época, haviam denúncias mundiais do uso de armas químicas pelo regime sadanista. O filme é um protesto também contra prisões ilegais e genocídio de curdos e tráfico de mulheres e crianças. Embora um tanto confuso, vale a pena ver, exatamente pela ambientação sócio-política-geográfica da história e pela gravidade e seriedade do tema abordado. A antiga luta dos curdos pela formação de um Estado Curdo independente envolve uma das questões étnicas de maior dificuldade de solução, pois eles habitam quatro outros países, além da Turquia, e na região predominam regimes de governo pouco dados à democracia e ao diálogo e negociações.
Filmes do (e sobre o) Irã já vi vários, mas sobre o vizinho Iraque quase nada. Nos anos 80, durante o regime de Saddam Hussein, a médica Najla viaja da Itália (onde se formou) para o Iraque (sua terra natal), decidida a reencontrar seu ex-noivo que é um curdo e luta contra o governo tirano. E no decorrer do filme fica clara a posição de Najla, que faz de tudo pra se aproximar do amado e entra de corpo e alma na luta a favor dos curdos, contra a vontade de sua família que está ao lado do governo. Mas a trama não flui bem, é muito confusa com as tantas idas e vindas dos personagens em meio aos conflitos, ou seja, nunca fica clara a situação em que os personagens se encontram. Faltou um roteiro mais descomplicado.
Romance proibido entre curdo e iraquiana. Bem triste, forte, envolvente.
Um filme forte , bonito e marcante. A história te prende do inicio ao fim. Foi uma grata surpresa.
O cinema curdo é apaixonante, mas sai meio desconfiado com esse filme. As flores de Kirkuk não é um filme ruim, tem muita beleza, porém não chega a ter o denso brio de um Turtles Can Fly e ainda apela pra uma fórmula de amor impossível estilo "romeu e julieta" ao tentar juntar uma médica iraquiana educada na Europa e um médico curdo aspirante a guerrilheiro. Mas isso não é tudo. O próprio contexto do filme (que se passa durante a operação Al-Anfal, um dos piores episódios de limpeza étnica no Iraque, quando S. Hussein usa um pesado arsenal que inclui armas químicas contra aldeias rurais curdas) é fracamente abordado e ainda deixa subjacente, a idéia de que a queda do ditador S. Hussein foi, por si só, uma saida boa para os curdos, como se este não tivesse sido derrubado pelos marines iankees. Cinema também é propaganda.