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Lourenço é um aventureiro disposto a tudo para seduzir mulheres. No dia de seu casamento com a filha do Coronel Manoelão, foge da cidadezinha onde mora para o Rio de Janeiro. Lá, ele passa por fazendeiro rico, escritor e costureiro da alta sociedade, sempre com o intuito de conquistas amorosas. Mas Manoelão, que não se conformara com a fuga de Lourenço, vai para o Rio de Janeiro à sua procura e se envolve com mulheres duvidosas até que consegue agarrar Lourenço e levá-lo para o interior a fim de obrigá-lo a casarse com sua filha. Mas Lourenço leva as aventuras de Manoelão para a cidadezinha e o pai da moça não tem outra alternativa senão casar a filha com um otário do lugar, enquanto Lourenço volta ao Rio de Janeiro à espera de uma linda mulher.
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"As Loucuras de Um Sedutor", dirigido por Alcino Diniz em 1977, é uma obra que, apesar de sua execução duvidosa, consegue provocar algumas risadas esparsas. O filme se sustenta sobre os ombros do talentoso Pereio, que injeta vida em um roteiro desgastado e previsível. A história subverte o clichê do ingênuo provinciano que se dá mal na cidade grande, apresentando-nos, ao invés disso, um esperto trapaceiro do interior que se aproveita da ingenuidade urbana.
Essa inversão de papéis, embora promissora, acaba se perdendo na repetição exaustiva de gags e na moral questionável que permeia a narrativa. A trama revela um homem que manipula e se aproveita das mulheres ao seu redor, refletindo preconceitos e estereótipos que, na sociedade contemporânea, são ainda mais problemáticos. Esse aspecto não só compromete a ética do filme, mas também revela uma falta de profundidade crítica por parte do diretor.
Cinematograficamente, o longa peca por uma montagem fragmentada, na qual as cenas parecem costuradas apenas para sustentar piadas rasas. No entanto, a presença carismática de Pereio é uma centelha de brilho em meio a um mar de mediocridade. "As Loucuras de Um Sedutor" é, em última análise, uma reflexão agridoce sobre a superficialidade das comédias da época, levantando questões sobre a representação de gênero e a ética no cinema popular.
- subverte o clichê do cara de interior que vai pra capital e se dá mal
- aqui o malandro do interior vem pra capital e engana todo mundo
- é engraçado, mas fica repetitivo, o que salva mesmo é a presenta do pereio
tem seus momentos engraçados mas é mais problemático do que engraçado. não só a problemática moral (tem diversos tipos de preconceitos etc) mas a problemática cinematográfica também: o filme abusa de cenas picotadas de pra mostrar uma piadinha. o pereio é uma das poucas coisas que valem a pena aqui. de resto, é bem fraquinho até no próprio gênero
Aventuras de um matuto que conquista o mundo burguês da cidade grande. Fraquinho como pornochanchada.