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Data de lançamento
18 Maio 2000Duração
Filme de origem vietnamita que conta a história de três irmãs e um irmão que se reúnem na cafeteria da irmã mais velha para celebrar a memória de sua mãe, em pleno aniversário de sua morte. Elas possuem uma intensa cumplicidade entre si, mas todas guardam um segredo. Até que Lien, que procura um marido tipo seu irmão Hai, resolve investigar aspectos da personalidade de sua mãe que nunca haviam sido notados pelos irmãos, o que faz com que um tumulto tenha início na família.
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É um filme em que o poético se sobressaí ao narrativo, ou então a mistura entre um e outro aponta para um elemento de névoa, algo mais do toque, das sensações despertadas pela história que adensa-se em camadas de facetados sentidos. O que quero dizer é q a obra é belíssima, a fotografia encanta, tudo visa a harmonia entre a alma e o meio como diz um personagem a certa altura. É como se recitássemos um mantra vital, uma ode aos detalhes, ao cotidiano. Notória é a presença da natureza, o uso das cores, em especial os tons de verde, a música sempre tendendo ao suave, ao melancólico. Enfim, um enredo q cose para dentro da perspectiva interior das personagens corroborado pelas imagens q fortalecem essa perspectiva.
Tem algumas escolhas estéticas primorosas mas não sei exatamente porquê não me conquistou plenamente. A sensação geral é que Tran não tinha muito a dizer e foi carregando sua história com um certo marasmo, bem poético é verdade mas vazio.
torci muito pra acontecer um incesto
Quando eu li um comentário aqui de que gostaram do filme e que era do mesmo estilo de “Cheiro da Papaia Verde”, de cara pensei: “Esse filme deve ser daqueles “beeem” parados”. Dito e feito. A história das três irmãs mais o irmão que vivem o dia a dia naquele marasmo e que de vez em quando entram em algum conflito (geralmente familiar) é um verdadeiro teste de paciência. De antemão já sabemos que o filme tem quase duas horas, mas a sensação é de que dura umas quatro horas de tão monótono. É um filme mais visual e contemplativo, com boa fotografia, mas a história mesmo, bem, digamos que tem uma narrativa pra lá de modorrenta. Assista, mas com um energético ao lado.
Nesse terceiro longa metragem, novamente estrelado por sua esposa Nu Yên-Khê, o diretor vietnamita Anh Hung Tran parecia estar tentando se livrar do pedantismo e da chatice narrativa que caracterizou seus dois longas anteriores, afinal, aqui ele tenta contar uma história bem mais singela e intimista, um drama familiar leve, tendo como ingredientes a ternura e o intimismo de seus personagens.
Uma pena que seja só impressão mesmo e logo descobrimos que, de novo, Tran vai enfiar aquele ar 'poético' forçado das obras anteriores até nessa premissa a priori mais simples e direta. A trama em si é bem tolinha, tem personagens ingênuas demais e a proposta das três irmãs que interagem entre si, mas tem rumos diferentes, nós já vimos antes - e com resultados muito melhores - no próprio cinema asiático, através do "Comer, Beber, Viver" do Ang Lee.
Mais uma vez, Tran é salvo do marasmo completo por conta de alguns bons momentos estéticos e sensoriais. A cena da chuva, que acontece bem na metade da projeção, dá quase pra sentir o frescor e a brisa na pele, enquanto assistimos. Vários planos no rio, com as montanhas rochosas imensas típicas do Vietnã ao fundo, também são belíssimos. E olha que ele não é um diretor de grandes planos abertos, de modo geral. É até bem discreto nesse sentido, se bobear filma muita coisa com luz natural, mas ainda assim causa boa impressão, o que não deixa de ser um mérito digno de nota.
Pena que, no geral, não seja nada demais e passe completamente batido. A resolução dos conflitos de cada uma das personagens é bem bobinha e infantil. Melhor rever o já referido filme do Ang Lee, que é muito mais negócio...