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Em 1984, o médico de meia-idade Adrien (Michel Blanc) conhece durante uma viagem de verão o jovem Manu (Johan Libéreau), por quem desenvolve uma paixão platônica. No mesmo local, eles conhecem o casal formado pela escritora Sarah (Emmanuelle Béart) e o policial Mehdi (Sami Bouajila). No verão seguinte, após a chegada da Aids dentro da comunidade homossexual parisiense, eles se reencontram na mesma cidade.
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Essa capa imita Closer!
Bom filme sobre os primórdios da AIDS nos anos 80 e os impactos na vida dos homossexuais.
Jeitinho Almodóvar de dirigir. Adrien é um personagem incrível, a figura do típico gay que, dentro do mundo dos "valores gays", sobrevive equilibrando-se entre seu gênio sóbrio sobre as pessoas e a vida e sua carência afetiva, o desejo. "Vocês gays não selecionam suas relações amorosas por valores de classe, cor ou intelecto. O que lhes importa é somente a idade (e a aparência)!". E é o desejo o personagem principal deste filme. As testemunhas: um núcleo de personagens que representam em parte o espírito duma sociedade pré-80's, com a naturalização do amor livre, sexo anônimo, enfim, liberdade sexual, que é abalada pela vinda dum mal desconhecido, e por ser desconhecido, incontrolável: a aids. Retrato um tanto descompromissado, mas ainda assim interessante de como atingiu as pessoas a descoberta do hiv. Assustados, aos poucos uns foram se fechando à vida retida, sexualmente normal, menos liberta, enquanto outros, mais conscientes, se doaram a enfrentar aquilo que sabiam que, àquela época, podiam ao menos tentar enfrentar.
Excelente. Téchiné é um super diretor e suas obras são para ser apreciadas minuto por minuto. O mais interessante do cinema dele é que ele ignora fatos que poderiam nos causar alguma carga emocional, mas os ignora por serem triviais, previsíveis. Ele tenta (e consegue) atingir nossas emoções através de cenas incomuns, leves, que poderiam ser lidas apenas como corriqueiras; mas não.
É uma abordagem interessante sobre o tema, mas em momentos acaba me parecendo tão afastado e tão documental que perdemos a empatia com aquele universo. Talvez funcione melhor pra quem viveu nos anos 80.