Asas

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Asas (1927)
Wings
Média do filme: 4.0 de 5 — baseado em 658 votos
MÉDIAFILMOW
4.0
658 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por William A. Wellman
Data de lançamento 12 Ago. 1927 Outras datas
Duração 141 min (2h21)

Dirigido por

Data de lançamento

12 Ago. 1927

Duração

141 minutos
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Sinopse

Jack trabalha com seu carro esporte e sonha voar. Sua vizinha Mary está apaixonada por ele, mas ele não parece estar interessado nela. Jack está aos encantos de Sylvia, mas não tem chances com ela porque Sylvia só tem olhos para David. Quando a guerra começa a ecoar, Jack e David são treinados para serem pilotos. Sua rivalidade logo se transforma em amizade, ao longo que eles lutam contra os alemães no céu da França. Mary se alista no esquadrão feminino para tentar ficar mais próxima de Jack. Primeiro vencedor do Oscar de Melhor Filme da história.

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VisionQuest

Comentários 0
amigos querem ver
pseudokane3
Wesley PC>
5 meses atrás

Mais que constatar que, na revisão, o filme cresce, fiquei muito surpreso (e feliz) ao perceber que, na sessão onde estava, todos apreciaram bastante o filme. O que, claro, não implica em concordar com todas as situações: o patriotismo despejado enquanto fórmula narrativa ainda vigente (que empurra junto um "projeto de não" estadunidense, à guisa de entretenimento), a submissão excessiva da personagem feminina ao homem imaturo que ama (e que é redimido moralmente pela guerra) e as mudanças de tom (ora cômico, ora melodramático, ora belicista) ao longo da duração um tanto excessiva são os principais problemas, mas a direção é tão boa, a fotografia é tão inventiva, a cópia a que tivemos acesso estava tão boa que... Bingo! Consideramos justa a premiação que tornou esta obra tão famosa. Porém, é importante que o filem não fique apenas refém das estatísticas do Oscar, ele é bem melhor do que isto! (WPC>)

medrash
medrash
½
7 meses atrás

As filmagens dos aviões são impressionantes mesmo, mas o moralismo e o roteiro que parece escrito por uma criança brincando de aviões não dá, cheguei a achar que era alguma piada.

editado
brunoooooo
Bruno
½
8 meses atrás

Foi esse filme que inventou a brodagem.
Quis começar dizendo isso, pois esse filme me surpreendeu em vários sentidos, pra começar pensei que fosse um filme de guerra com muitas cenas de avião, que aliás tem, mas tem tanto beijo, amigo beijando amigo, é beija mãe, e beija pai, oficial beijando o pescoço do soldado (muito engraçado a cena), e o beijo que a gente tanto quer ver que o mocinho beijando a moça arrasa quarteirão que só acontece no final quase não vem, e, é o beijo mais inocente de todos, hilário, acho que o diretor fez de propósito, é tudo muito deliciosamente gay, o famoso beijo ''gay'' entre os protagonistas, vai além do beijo, é uma carícia atrás da outra, mãos nos cabelos um do outro, olhares e elogios sem parar, ousado até a medula, até hoje, principalmente para a época, embora o filme passe antes do famoso código Hays, achei mais ousado a história e o beijo, do que o também famoso beijo da Marlene Dietrich em outra mulher no também cult Marrocos (embora nesse filme, não é brodagem, Dietrich flerta deliciosamente e descaradamente com homens e mulheres o filme todo).
Eu vi gente falando aqui que a cena de Paris, envelheceu mal e, é boba, não achei, as cenas das bolhas achei lindo, os filmes românticos de hoje tipos com o Noah Beck, não chega perto.
O elenco é um achado, Charles Buddy Rogers (excelente, ele passa no olhar todas as emoções, de longe é ele que tem a melhor atuação), que estava com 23 anos na época, mas é raro na época, ele tem cara de jovenzinho, como pede o roteiro, não virou um astro com a chegada do cinema falado, mas ficou bilionário, ganhou um prêmio humanitário da Academy Awards, e era um cara muito caridoso.
Com Richard Arlen (também ótimo), a coisa foi diferente, era mais velho que Charles, para o papel, ele estava com 28 anos, mas ele passa bem no papel, ele teve menos sorte que Rogers, passou as últimas décadas fazendo figuração ou pontas em filmes, não sobreviveu ao cinema sonoro, como a maioria dos atores naquela época.
Gary Cooper que faz uma pequena aparição, virou uma lenda no cinema, ficou famoso no cinema falado, ganhou 3 Oscares, é anos depois e até hoje, o filme é vendido, como se Cooper fosse um dos atores principais.
Enfim Clara Bow a maior bilheteria no final do cinema mudo, e no começo do falado também bem, ficou entre as maiores bilheterias do cinema, mais problemas mentais atrapalhou a vida dessa atriz, ela não tem muito o que fazer, apenas ser o enfeite do filme, mas toda vez que ela aparece, a gente não consegue tirar o olho dela, mas em 1999, quando foram eleitos as 50 maiores lendas do cinema pelo American Film Institute, Clara deveria estar lá, ela foi um fenômeno, mais a meu ver do que Ava Gardner ou Carole Lombard (nessa parte sei que vou apanhar aqui).
A montagem tem um ótimo desempenho na construção de cada bloco (familiar, sentimental, militar) e a relação entre humor, drama e tragédia formam um contexto geral bem interessante.
A história de dois pilotos amigos que gostam da mesma garota e enfrentam juntos os horrores da guerra e os percalços da juventude conquistou o público imediatamente e ganhou enorme destaque pelo seu esforço técnico de produção, um verdadeiro tour de force para a época e também premiado com um Oscar (embora poucos se lembrem deste) na categoria de Efeitos Especiais, à época chamada “Engenharia de Efeitos”.
O diretor William A. Wellman (da obra-prima Consciências Mortas), tinha sido piloto de aviões na Primeira Guerra e simplesmente adorava aeronaves, além de conhecer muita gente que poderia trazer para o filme ampla dose de realismo, mereceu o prêmio de filme (já mostrando o que é Academia até hoje mantém a regra, o filme vencedor geralmente com raras exceções são grandes bilheterias), a Academia dividiu na época, Sunrise: A Song of Two Humans e Wings, em duas categorias de filme, entre as conquistas, Sunrise ganhou o prêmio de melhor qualidade artística de produção e Wings conquistou o prêmio de melhor filme. Estas duas categorias na época eram vistas como as principais, pois eram destinadas a homenagear os aspectos mais importantes de uma produção cinematográfica superior. No ano seguinte, a Academia deixou de entregar o prêmio de melhor qualidade artística de produção e decidiu retroativamente que o prêmio ganho por Wings foi a maior honra concedida naquela noite, já que Academia dividiu em duas os filmes que tinham sidos grandes bilheterias numa categoria, e outra em filmes que tinham melhor acabamento e roteiro, mas não foram bem de bilheteria, Aurora é mais filme, mas Asas mereceu bem mais que em outros anos como nas 2.ª, 4.ª, 6.ª, 9.ª, 14.ª, 25.ª, 29.ª, 31.ª, 36.ª, 41.ª, 52.ª, 53.ª, 54.ª, 56.ª, 69.ª, 71.ª, 78.ª, 83.ª, 88.ª, 91.ª, 94.ª, 95. ª edições, então Asas mereceu com mérito o prêmio, o ano começou bem, os atores mereceram muito os prêmios também, já no ano seguinte foi vergonhoso.
O que fica no término de Asas é o sentimento de companheirismo, superação e amadurecimento, elementos colocados de maneira instigante na trama e que entretém muito em seu conjunto.
Asas é uma obra obrigatória para quem estuda e quer conhecer bem o cinema, uma obra diante da qual é impossível ficar indiferente.

danylleao
danylleao
1 ano atrás

É interessante relevar a questão da época para avaliar esse tipo de filme, uma vez que, apesar de ser bom, algumas abordagens envelheceram muito mal. [Spoilers] O protagonista se esforça para não perceber o óbvio em certos momentos (a Sylvia sentada com o cara que ela gosta, ele arranca ela de lá e acha que ela gosta dele?), há machismo, o tanto que a Mary é pisada e continua lá, como se não tivesse feito nada por si e vivido em prol de conquistar a mínima atenção do Jack, a coitada de empregada e mecânica foi de doer. Mudou toda a personalidade dela em Paris pra ver se arrancava pelo menos um olhar. Mulheres brigando por ele. O filme carrega um patriotismo doentio, a romantização da Guerra, pesquisei inclusive, se era uma sátira todo mundo ali estar sempre tão empolgado e feliz em morrer pelo país, enquanto deixa tudo pra trás, mas não, o objetivo do roteiro foi enaltecer a Guerra e os estadunidenses, algo que inclusive acontece até hoje nos filmes de Hollywood. Considerando ser anos após a verdadeira Guerra, consigo "entender" a mentalidade de 1927 (9 anos após 1918), mas não é algo que me pega em um filme, pelo contrário. Muitas cenas poderiam ser descartadas, o filme ficou um pouco cansativo na segunda parte com algumas cenas da Guerra e de Paris desnecessárias. Agora falando dos pontos positivos, as cenas dos aviadores ficaram muito boas para a época, os atores aprenderam a pilotar e ainda a controlar as câmeras, houve entrega, os aviões e balões caindo tiveram efeitos que ainda hoje me parecem bons. As atuações foram ótimas, Clara Bow brilha, apesar de não aparecer tanto. Destaque para Richard Arlen e Charles Buddy Rogers. A cena em que o David se despede dos pais é muito tocante. O desenvolvimento do personagem Jack também, que sai um menino apaixonado e volta um homem traumatizado pelas perdas e conquistas da Guerra (ele chora bastante ao contar tudo para a Mary no final), o plot funciona, ninguém imaginava assistindo que o próprio Jack, sem intenção, mataria o David. O roteiro mostra o beijo entre 2 homens (mesmo sendo de amizade) e mostra um casal de mulheres em Paris, na mesa, o que acho corajoso considerando a época e a sociedade preconceituosa da família traditional de 1900. Ótima direção de William A. Wellman. Gostei da edição e fotografia, que juntamente com a direção de figurinos, cenografia, ambientação e maquiagem criaram um clássico, que ganhou a primeira premiação do Oscar. Considerando a mentalidade e a cultura da época, mereceu muito! Nota 8,5.

editado
marcelosaccomann
Marcelo
1 ano atrás

Pra avaliar filmes tão antigos assim às vezes é dificil. Tem de se levar em consideração acima de tudo a atemporalidade e, a partir dessa premissa, tentar encontrar um ponto de equilibrio entre produção da época, limitações e o tanto que esse filmes ainda funciona sob a ótica atual, o tanto que envelheceu bem ou mal e se realmente ainda transmite algo ao espectador. Esses são os meus critérios, evidentemente.

Levando em consideração a produção da época, realmente muito me parece que se tratou de uma produção consideravelmente portentosa.
Sob o ponto de vista do quanto o filme me pegou, meio que passou um pouco longe. Ele é um tanto longo, suas mensagens já envelheceram mal, traz diversas inferências de construção de caráter por meio da guerra, americanismo (no sentido estadunidense da coisa), dentre alguns detalhes mais sutis que ajudam a ser bem desinteressante.

Hoje em dia, prestes a completar seu centenário, figura muito mais como um filme histórico (especialmente o título de primeiro Melhor filme do Oscar) do que necessariamente algum outro adjetivo que se destaque.

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Listas com o filme

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Elenco de Asas

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