Bruno
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Últimas opiniões enviadas

Asas (Wings) 102

Asas

  • Bruno
    3 meses atrás

    Foi esse filme que inventou a brodagem.
    Quis começar dizendo isso, pois esse filme me surpreendeu em vários sentidos, pra começar pensei que fosse um filme de guerra com muitas cenas de avião, que aliás tem, mas tem tanto beijo, amigo beijando amigo, é beija mãe, e beija pai, oficial beijando o pescoço do soldado (muito engraçado a cena), e o beijo que a gente tanto quer ver que o mocinho beijando a moça arrasa quarteirão que só acontece no final quase não vem, e, é o beijo mais inocente de todos, hilário, acho que o diretor fez de propósito, é tudo muito deliciosamente gay, o famoso beijo ''gay'' entre os protagonistas, vai além do beijo, é uma carícia atrás da outra, mãos nos cabelos um do outro, olhares e elogios sem parar, ousado até a medula, até hoje, principalmente para a época, embora o filme passe antes do famoso código Hays, achei mais ousado a história e o beijo, do que o também famoso beijo da Marlene Dietrich em outra mulher no também cult Marrocos (embora nesse filme, não é brodagem, Dietrich flerta deliciosamente e descaradamente com homens e mulheres o filme todo).
    Eu vi gente falando aqui que a cena de Paris, envelheceu mal e, é boba, não achei, as cenas das bolhas achei lindo, os filmes românticos de hoje tipos com o Noah Beck, não chega perto.
    O elenco é um achado, Charles Buddy Rogers (excelente, ele passa no olhar todas as emoções, de longe é ele que tem a melhor atuação), que estava com 23 anos na época, mas é raro na época, ele tem cara de jovenzinho, como pede o roteiro, não virou um astro com a chegada do cinema falado, mas ficou bilionário, ganhou um prêmio humanitário da Academy Awards, e era um cara muito caridoso.
    Com Richard Arlen (também ótimo), a coisa foi diferente, era mais velho que Charles, para o papel, ele estava com 28 anos, mas ele passa bem no papel, ele teve menos sorte que Rogers, passou as últimas décadas fazendo figuração ou pontas em filmes, não sobreviveu ao cinema sonoro, como a maioria dos atores naquela época.
    Gary Cooper que faz uma pequena aparição, virou uma lenda no cinema, ficou famoso no cinema falado, ganhou 3 Oscares, é anos depois e até hoje, o filme é vendido, como se Cooper fosse um dos atores principais.
    Enfim Clara Bow a maior bilheteria no final do cinema mudo, e no começo do falado também bem, ficou entre as maiores bilheterias do cinema, mais problemas mentais atrapalhou a vida dessa atriz, ela não tem muito o que fazer, apenas ser o enfeite do filme, mas toda vez que ela aparece, a gente não consegue tirar o olho dela, mas em 1999, quando foram eleitos as 50 maiores lendas do cinema pelo American Film Institute, Clara deveria estar lá, ela foi um fenômeno, mais a meu ver do que Ava Gardner ou Carole Lombard (nessa parte sei que vou apanhar aqui).
    A montagem tem um ótimo desempenho na construção de cada bloco (familiar, sentimental, militar) e a relação entre humor, drama e tragédia formam um contexto geral bem interessante.
    A história de dois pilotos amigos que gostam da mesma garota e enfrentam juntos os horrores da guerra e os percalços da juventude conquistou o público imediatamente e ganhou enorme destaque pelo seu esforço técnico de produção, um verdadeiro tour de force para a época e também premiado com um Oscar (embora poucos se lembrem deste) na categoria de Efeitos Especiais, à época chamada “Engenharia de Efeitos”.
    O diretor William A. Wellman (da obra-prima Consciências Mortas), tinha sido piloto de aviões na Primeira Guerra e simplesmente adorava aeronaves, além de conhecer muita gente que poderia trazer para o filme ampla dose de realismo, mereceu o prêmio de filme (já mostrando o que é Academia até hoje mantém a regra, o filme vencedor geralmente com raras exceções são grandes bilheterias), a Academia dividiu na época, Sunrise: A Song of Two Humans e Wings, em duas categorias de filme, entre as conquistas, Sunrise ganhou o prêmio de melhor qualidade artística de produção e Wings conquistou o prêmio de melhor filme. Estas duas categorias na época eram vistas como as principais, pois eram destinadas a homenagear os aspectos mais importantes de uma produção cinematográfica superior. No ano seguinte, a Academia deixou de entregar o prêmio de melhor qualidade artística de produção e decidiu retroativamente que o prêmio ganho por Wings foi a maior honra concedida naquela noite, já que Academia dividiu em duas os filmes que tinham sidos grandes bilheterias numa categoria, e outra em filmes que tinham melhor acabamento e roteiro, mas não foram bem de bilheteria, Aurora é mais filme, mas Asas mereceu bem mais que em outros anos como nas 2.ª, 4.ª, 6.ª, 9.ª, 14.ª, 25.ª, 29.ª, 31.ª, 36.ª, 41.ª, 52.ª, 53.ª, 54.ª, 56.ª, 69.ª, 71.ª, 78.ª, 83.ª, 88.ª, 91.ª, 94.ª, 95. ª edições, então Asas mereceu com mérito o prêmio, o ano começou bem, os atores mereceram muito os prêmios também, já no ano seguinte foi vergonhoso.
    O que fica no término de Asas é o sentimento de companheirismo, superação e amadurecimento, elementos colocados de maneira instigante na trama e que entretém muito em seu conjunto.
    Asas é uma obra obrigatória para quem estuda e quer conhecer bem o cinema, uma obra diante da qual é impossível ficar indiferente.

  • Elizabeth (Elizabeth) 307

    Elizabeth

  • Bruno
    5 anos atrás

    "Elizabeth" é uma novela histórica superior que astutamente contorna todos os clichês do drama do traje britânico com sua abordagem ousada, muitas vezes moderna.

  • O Curioso Caso de Benjamin Button (The Curious Case of Benjamin Button) 3,3K

    O Curioso Caso de Benjamin Button

  • Bruno
    5 anos atrás

    Eu gostei demais de O Curioso Caso de Benjamin Button. É um filme muito longo, mas como não seria para contar a história de uma vida inteira? É também um filme que depende da aceitação, pelos espectadores, de um homem envelhecendo ao contrário. É um filme mágico

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