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Data de lançamento
18 Nov. 2011Duração
O jogador de futebol Heleno de Freitas (Rodrigo Santoro) era considerado o príncipe do Rio de Janeiro dos anos 40, numa época em que a cidade era um cenário de sonhos e promessas. Sendo ao mesmo tempo um gênio explosivo e apaixonado nos campos de futebol, além de galã charmoso nos salões da sociedade carioca, tinha certeza de que seria o maior jogador brasileiro de todos os tempos. Mas seu comportamento arredio, sua indisciplina e a doença (sífilis) foram minando o que poderia ser uma grande jornada de glória, transformando-a numa trágica história. Baseado no livro “Nunca Houve um Homem como Heleno”, de Marcos Eduardo Novaes.
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O filme, em termos técnicos, não é tudo isso, a linha temporal é complicada, poderia ter colocado as datas conforme fosse mostrando as imagens. É arrastado, a história fora das quatro linhas é mal contada, falta coisas e não te prende. É apenas Rodrigo Santoro matando o filme no peito e interpretando muito bem. As falas mais cultas realmente incomodam um pouco, mas talvez seja coisa da época, e também de um jogador que além disso, era advogado.
Agora no que o filme é realmente bom, é na paixão transmitida por Heleno, pelo futebol, o seu amor ao Botafogo e ao esporte, a torcida, ao que e a quem realmente se importa. Futebol se joga para a torcida, e pelo Botafogo eu jogo até de graça, além de falar que "bicho" ele só aceitava em vitória. São algumas falas, e passagens que deveriam passar em todos programas esportivos e também vestiários de futebol no Brasil. Em especial na seleção Brasileira, onde muitos jogadores, pra não dizer todos, acham que são celebridades, famosos, artistas, além de um simples jogador de futebol, que assim como Heleno, vão passar... Aliás, como todos nós.
"No juízo final, os satisfeitos e os covardes vão ser os primeiros a se retirar. Alguém pode achar que alguma coisa que eu fiz é impossível, mas não existe impossível para mim. Eu não sou um jogador de futebol, eu sou sua própria vontade de jogar. Sou a gana em forma de gente, eu sou Heleno de Freitas."
Assistido em 07/04/2025
Poesia
Por R. Santoro e nd +.
O que incomoda muito é o jeito de falar do personagem principal, com um portugues correto parecendo caricato. Por saber que o Rodrigo Santoro é um ator impecável, acredito então que de fato as pessoas cultas dos anos 40 falavam dessa forma, e Heleno era formado em direito. Mas mesmo assim para nós que nao somos daquela época soa esquisito os diálogos, parecendo algo teatral.
O primeiro "bad boy" dentre os futebolistas brasileiros, Heleno de Freitas é, até hoje, um dos personagens mais fascinantes do futebol nacional. Dentro de campo, um artilheiro letal e de grande técnica (pelo menos, até onde a saúde permitiu). Fora, um boêmio, com uma vida conturbada, gastando todo o dinheiro com mulheres, bebidas e drogas. O mais fascinante é que Heleno nasceu em uma família abastada e era, inclusive, formado em Direito. Logo, diferentemente da maioria dos jogadores, não entrou no futebol por necessidade, mas por paixão pelo esporte e pela busca de uma adrenalina e emoções que não teria como advogado, empresário ou qualquer outra profissão que poderia ter escolhido.
A personalidade de Heleno é muito bem interpretada por Rodrigo Santoro, em grande atuação. O visual do filme também me agradou muito, com a película sendo filmada em preto e branco e com boa reconstituição da época (anos 40 e 50). Um dos pontos negativos, como já mencionado em outros comentários, é o ritmo lento em diversos momentos. Além disso, também gostaria que tivessem aprofundado mais a relação do então jogador com a esposa (Alinne Moraes, em também uma boa atuação, que, inclusive, merecia mais tempo na tela).
Um bom filme nacional, que vale ainda mais a pena de ver para os fanáticos por futebol, como eu.