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Duração
Sean não fala desde que era pequeno, quando viu seus pais morrerem, depois de uma grave discussão. Já adulto, o rapaz segue atormentado pela morte da mãe. Sean transforma-se num brilhante artista e seus quadros chamam a atenção da dona de uma galeria, Lacy. Ela decide ir para uma pequena e sombria cidade, onde mora Sean, para convencê-lo sobre uma exposição. Os dois se encontram, se apaixonam, enquanto coisas estranhas passam a acontecer na cidade, envolvendo um velho amigo do artista, Ben. As investigações do xerife local vão, aos poucos, desvendando os mistérios. Mistérios que acabam trazendo de volta o passado e seus fantasmas. Fantasmas que todos gostariam de esquecer.
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Coitado do mudinho... SQN
O elenco não é de todo ruim e as atuações não comprometem. Entretanto, o mote de suspense (um assassino à solta) com momentos de romantização com o personagem do Éric Roberts não deu muito certo. Assim como a duração que o torna arrastado em nalguns momentos. Entretenimento minguado.
Um dos últimos filmes da carreira do ator Rod Steiger. Está disponível no you tube.
Eric Roberts sempre arrebentando em papéis de homens rudes e atraentes
Dá uma raiva deste conceito socialmente construído de que artista precisa ser pervertido e viciado em prazeres carnais. Primeiro que profundidade não se conquista assim. Por isso admiro profundamente os escritores e compositores da história das artes: o máximo deles era um potencial suicida.
Em suas loucuras, prejudicavam apenas a si mesmos. E ainda assim eram inspirados. Iluminados. Sublimes.
Estimo mais a história de vida e a personalidade de um artista do que a sua própria arte, pois, para mim, esta precisa fazer sentido para que, de alguma forma, eu me identifique.
Cuidado com quem você chama de artista. Às vezes a arte dele é apenas um disfarce ou meramente um emaranhado de técnica que não transmite sentimento algum e não expressa o que ele em verdade é por dentro.
E se não for para comunicar algo e deixar a sua mensagem, qual a graça?
Por que escrevi isso?
A galerista foi ao seu encontro, ele a assediou e a idiota aceitou a situação toda, dizendo que o amava sem nem conhecê-lo direito. Foi bem clara a romantização daquilo, como se o "artista" fosse fascinado apelas pelo corpo da moça, nada mais.
Lamentável. Entretanto, o filme é legal, indico pela fotografia, trilha sonora e enredo num geral. Uma mistura de O fantasma da ópera com Bates Motel, entendem? Os meus comentários foram só uma crítica à romantização da perversão.