Dylan (Ed Oxenbould) é um menino de 11 anos que mora na Austrália. Imaginativo e apaixonado por aviões, ele ganha destaque na Competição de Avião de Papel de Sydney e, para reaizar seu sonho, luta contra a falta de dinheiro para conseguir competir no Campeonato Mundial de Avião de Papel que acontece no Japão. Ao mesmo tempo, tenta com uma complicada relação com o seu pai (Sam Worthington).
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É tão Sessão da Tarde, t]ao levinho e bobinho que é gostosinho de ver.
Quando você acha que já viu todo tipo de filme, você se depara com um que fala sobre aviõezinhos de papel! Filme bobinho, sem noção e despretensioso, típico de Sessão da Tarde. (20/08/21, TV Globo) **
Bom filme com ator de Fúria de Titans
Bem "sessão da tarde " com uma história simples e emocionante.
A Kimi é a coisa mais fofa que existe,aquele monte de coisas desnecessárias de panda me deu mais vontade ainda de conhecer o Japão,mas acho que não daria certo pois eu não conseguiria voltar sem parecer uma infantiloide. Eles são muito fofos e tecnológicos ao mesmo tempo.
Mostra o lado da Austrália desértico e o lado olímpico super chique;mostra a tristeza e a alegria;a família e a ausência dela;o velho e o novo, o luto e a vida,definitivamente é um filme de contrastes.
O garoto de 12 anos tem mais maturidade que o pai. Ambos estão de luto,mas o pai se recusa a fazer qualquer coisa para sair da casca,enquanto o menino vê nos aviãozinhos uma forma de esquecer a dor e relembrar os bons momentos.
O professor dele muito gente boa(quem mais teria coragem de pintar a cara de gato?!)
O avô,"o fóssil vivo mais querido" dele faz o que bem quer na casa de repouso e mantém acesa a criança interior ,em contrapartida com o filho,reforçando a ideia de que envelhecemos,mas só ficamos velhos se quisermos.
Muito legal o campeonato,mas a pergunta que não quer calar é: o vencedor ganhava o quê?!
Um final previsível,mas não sem emoção
Engraçado como filmes assim, simples, sem grandes pretensões, mas bem produzidos, conseguem nos confortar através de uma história comum. Esses dias eu assisti ao tão falado "Soul" da Disney e foi uma experiência rica graficamente, mas vazia de sentimentos. Em "Paper Planes", temos quase o contrário: graficamente comum, ricamente reconfortante.
É o poder de uma história pujante.
Uma narrativa é contada também pelas entrelinhas, pelos silêncios e isso é muito usado aqui. Perceba como as roupas do pai reiteram a depressão, como as cores da casa (triste e saudosa) e do campo (libertador e convidativo) evocam o contraste. Perceba como Dylan faz aviõeszinhos brancos, cor neutra, como se o menino ainda estivesse em busca do sentimento certeiro para lidar com o pai. Então, ele culmina em uma folha verde, Midori para os japoneses, um símbolo de juventude, crescimento, vitalidade. E não é isso o maior desejo dele em relação ao pai?
Sim, é uma construção aparentemente boba, mas com camadas.
"Aviãozinho de Papel" (prefiro o título dado pela Globo, "Sonhos de Papel", mas vamos lá! 😅) não é perfeito, mas cumpre o papel de nos fazer parar por um minutos para sonhar junto. E isso constrói as boas histórias.