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DCepcionado.
Inspirado na autobiografia do produtor televisivo Chuck Barris, o longa marca a estreia de George Clooney na direção, com roteiro de Charlie Kauffman (Brilho Eterno de Uma Mente sem Lembranças, Adaptação).
Apesar de diversas críticas negativas, o filme acerta na ambientação de época e em um elenco repleto de estrelas, muito provavelmente por conta da influência de Clooney - como a breve ponta de Matt Damon e Brad Pitt, seus colegas em Onze Homens e um Segredo.
O relato de Chuck Barris ter trabalhado como um agente da CIA já foi confrontado diversas vezes, desmentido inclusive pelo próprio; no entanto, nunca saberemos se isso foi verdade ou apenas a imaginação de um produtor com pretensões literárias.
No geral, o roteiro tem alguns bons diálogos, algumas composições fotográficas inspiradas, Sam Rockwell em uma de suas melhores atuações e um bom retrato dos anos 60, tanto da história da televisão americana e da criação de diversos clichês que são replicados até hoje - como os protótipos de programa de namoro, no ar até hoje em programas como o do Rodrigo Faro; e do programa de calouros onde os participantes vão para desafinar e passar vergonha, para serem esculachados ao estilo Pedro de Lara; assim como um recorte morno da Guerra Fria, da espionagem e paranoia presentes naquele período. No entanto, a obra não vai agradar a todos os públicos, especialmente quem não saiba que se trata de um drama.
(10/12/2024, MercadoLivre Play) ***
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Oi Gianluca
Um bom filme, muito prejudicado por seu corte final ser excessivamente longo, onde o maior destaque é a fotografia espetacular do mestre Dariusz Wolski (O Corvo, Perdido em Marte, Piratas do Caribe).
Algumas cenas de batalha são fantásticas, assim como os diversos momentos que remetem a estar "assistindo um quadro em movimento". Mas nem essas qualidades, somadas ao talento de Joaquin Phoenix e Vanessa Kirby, impedem o filme de ficar chato, onde o expectador torce para acabar logo. ***