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Data de lançamento
24 Março 2006Duração
Os destinos de vários personagens se interligam em torno de Jorge, um rapaz que acredita ter sido responsável pelo derrame do seu pai e que assume seu trabalho de porteiro enquanto termina a faculdade. Além disso, tenta ajudar seu irmão que está na cadeia e que é apaixonado por Paula, com quem desenvolve um relacionamento bastante incomum e ainda convive com as incertezas do amigo Israel que descobriu que seu pai é homossexual. Com tudo isso em jogo Jorge resolve mudar de vida... ou não.
Como estamos tratando do cinema espanhol, encontraremos cenas de humor negro e sarcasmo na melhor tradição deste país que tem um cinema ultrajante e maravilhoso.
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A história complexa acompanha a profundidade das questões exploradas e ainda tem um elenco incrível!!
Apesar de ter um bom assunto em mãos,o filme se torna repetitivo da metade pro fim.Pouca coisa consegue chamar atenção.O desenvolvimento dos personagens piora com isso e quase nada mais empolga como aconteceu no início.Algo como um relacionamento de anos.
>Assistido em 17 de Março de 2022
A vida real está cheia de histórias que dariam excelentes filmes. Essa parece ter sido a inspiração de Daniel Sánchez Arévalo, ao escrever o roteiro de "Azul Oscuro Casi Negro" (Azul Escuro Quase Negro), uma comédia dramática sobre o cotidiano de pessoas comuns. Num estilo que lembra o de Almodóvar, Arévalo também dirige o longa conduzindo com naturalidade várias tramas paralelas, alternando dramaticidade com um humor afinado.
Os personagens centrais são: Jorge (quim Gutiérrez), Antonio (Antonio de La Torre), Israel (Raúl Arévalo), Paula (Marta Etura) e Natalia (Eva Pallarés) e o destino de todos eles se entrelaçará em algum momento. Assim como acontece na vida de muitas pessoas, os protagonistas também irão se deparar com situações difíceis, como a descoberta e aceitação da homossexualidade, o sentimento de inferioridade causado pela diferença social, a falta de oportunidades de trabalho para quem tem origem humilde, o amor não correspondido, o peso de cuidar de um idoso e uma deturpada visão de masculinidade.
Com tantos temas relevantes espelhados na realidade humana, acredito que o roteiro, assim como buscou inspiração na vida, não precisava ter um final fechado. A maneira escolhida para o desfecho empobreceu um pouco o filme. Me pergunto por que os cineastas ainda acreditam que cinema é igual a série de TV, com um final que traz respostas ou soluções para tudo.
Assisti a esse filme no Festival de Cinema Espanhol no app À la carte, do cine Belas Artes, nem esperava nada, e acabei gostando.
Gosto de pensar que às vezes, assim como nas histórias do cinema (e dos livros), a vida de várias pessoas se entrelaçam, vão tomando rumos meio inesperados e acabam terminando de um jeito que a gente não imaginava...
É uma obra com varias outras no meio, tipico filme que conta historietas, parece que vai ser pedante e chato, mas não e gostoso de ir se deixando levar, pelas vidas que vão se abrindo , e como são bonitas estas espanholas...
Jorge e aquele típico caso de auto sabotagem por culpa, que vai se diminuindo e com o tempo se torna amargo culpando a vida lá fora, mas consigo entender seu dilema com Natalia. O filme tem situações ate cômicas, mas e aquele sorriso que se torna amarelo com os questionamentos, a maioria na vida do amigo Israel e seu dilema homossexual.
Uma obra suave e divertida, cheia de pequenos questionamentos internos,mas que vale a pena assistir.