Trejo vive Frank Vega, um condecorado herói do Vietnã que é ignorado pela sociedade, ficando sem emprego e sem mulher.
Quarenta anos depois, quando há um incidente em um ônibus (ele protege um senhor negro de skinheads), faz dele em um herói local e ele passa a ser celebrado novamente.
Mas sua sorte resolve virar quando seu melhor amigo, Klondike, é assassinado e a polícia não pretende fazer nada a respeito.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Vale a pena principalmente por ver Danny Trejo como protagonista, porque ele segura o filme sozinho, mas a história é bem fraca e às vezes até parece ficar em segundo plano, servindo mais como pretexto para dar motivos para ele socar as pessoas — pessoas essas que realmente pedem. Apesar disso, gosto de como o filme apresenta o Frank Vega como um cara pacato, alguém que prefere evitar o confronto, pelo menos no começo.
É só depois, quando tudo foge do controle, que ele praticamente percebe que não tem outra saída a não ser recorrer à violência.
O romance também não ajuda em nada. Achei ele bem forçado, e isso fica evidente em várias cenas. A mina não beija ele em nenhum momento, e o filho dela aceita tudo com naturalidade absurda, sem sequer mencionar o pai. E esse pai, Sebastian, que deveria fazer alguma falta, simplesmente sai da vida deles, o que torna ainda mais esquisito quando ele vaza e deixa a mulher para o Frank, sem mais nem menos. Ele nem tenta nada, nem volta, nem pela família, nem pela casa e desaparece completamente da história.
Mesmo sendo um filme genérico e raso, ainda assim tenta trazer algumas reflexões, como toda obra.
No final, quando Frank é eleito policial honorário, ele faz um discurso que poderia ter sido muito mais impactante. Na minha visão, ele poderia ter falado que, se não tivessem negado emprego a ele na própria polícia quando era jovem, por considerarem que ele não estava apto ao cargo, eles poderiam ter tido um policial competente e honesto desde então. E que isso deveria servir para que aprendessem a dar oportunidade a todos provarem seus valores.
Vale o passatempo: o filme é curto, direto, mas mesmo assim eu ainda acho que poderia ser bem menor. Tem muita coisa mal resolvida e algumas subtramas desnecessárias, que ficam apressadas justamente porque não precisavam estar ali. Como todo filme de ação genérico, aqui os clichês aparecem ainda mais.
Entre as participações menores, vale citar Patrick Fabian, que interpreta um policial que aparece muito pouco. Para quem conhece, ele fez o Howard em Better Call Saul. E também tem o Ron Perlman, que faz o prefeito da cidade, mas quase não aparece; chega a ser praticamente um figurante, usado mais como nome de peso do que como personagem de verdade.
No fim das contas, Bad Ass funciona como passatempo e pelo carisma bruto do Danny Trejo, mas fica claro o potencial desperdiçado em vários aspectos que poderiam ter sido mais bem trabalhados.
Assistido em 05/12/2025
Finalmente, um filme onde Danny é o protagonista.
O filme Badass é uma obra que pode ser interpretada de diversas maneiras, mas uma possível abordagem filosófica seria a reflexão sobre a natureza do heroísmo e da violência.
Em primeiro lugar, é interessante notar que o protagonista do filme, Frank Vega, é um veterano de guerra que se torna um vigilante urbano após sofrer uma série de injustiças na sociedade. Vega é retratado como um homem justo e corajoso, que luta contra criminosos e corruptos para proteger os cidadãos comuns. Essa figura do herói solitário que combate o mal é bastante comum na cultura popular, mas também é objeto de críticas por parte de filósofos como Nietzsche, que argumentava que a moralidade herdada do cristianismo enfraqueceu o instinto humano de dominação e autoafirmação.
Por outro lado, o filme também mostra cenas de violência explícita, em que Vega usa sua força física para subjugar os bandidos. Essas cenas levantam questões éticas sobre a justiça e a vingança, pois embora Vega esteja agindo em nome do bem comum, ele também está infringindo a lei e se colocando acima das instituições que deveriam garantir a ordem social. Além disso, a violência em si pode ser vista como uma expressão da natureza humana, que muitas vezes recorre à força bruta para resolver conflitos.
Diante dessas reflexões, é possível argumentar que o filme Badass apresenta uma visão ambígua sobre o heroísmo e a violência. Por um lado, exalta a figura do herói que luta contra a injustiça e o crime, mas por outro lado mostra a violência como um meio ambíguo e questionável de alcançar esses objetivos. Dessa forma, a obra convida o espectador a refletir sobre os limites da moralidade e da legalidade, assim como sobre a natureza humana em si.
Danny Trejo chutando bundas e nada mais, filme tem a velha história de clichê de vingança de um ex-militar que procura os assassinos do seu amigo e com isso tbm protege a vizinhança, elenco ainda tem Ron Perlman como prefeito corrupto.
Parece que o filme foi feito para ele , muito legal, como diz o título, cara Durão. Claro que não chega aos pés de Machete, mas tá valendo.
Que venha a segunda parte
Bom filme para você !!!!!!!