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Data de lançamento
27 Set. 2012Duração
Kang Won-gyu, retorna a Seul para uma noite de descanso depois de anos no exterior, uma vez lá, ele conhece um motoboy, Tae Jun Lee, o que a princípio parece ser um breve encontro sexual, finalmente se torna uma jornada prolongada de auto-descoberta. Kang, é claramente transtornado, não consegue expressar-se, exceto através da violência, ele luta com o passado e o carinho repentino de Tae.
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24/07/22
Mentira que foram menos de duas horas de filme.
Filmes orientais pendem a ser cômicos de mais ou dramáticos de mais. Esse filme tem uma história interessante, mas o excesso de frieza do personagem não permite fluir algo que poderia ser mais interessante, pelo contrário, deixa o enredo cansativo de acompanhar.
O que acontece aqui é basicamente duas formas de enxergar a vida.
Pra Wongyu, é fácil captar, e a gente percebe em praticamente toda ação que ele toma, que pra ele tanto faz se as coisas aconteçam ou deixem de acontecer. Pra Taejun é totalmente o oposto, a gente vê ele lutando pra vida dele e tudo que ele faz dar certo.
Então nós temos: um pessimista e desacreditado da vida e um otimista que tá sempre procurando coisas pra o impulsionar.
Wongyu foi fisicamente agredido com o seu namorado por caras homofóbicos enquanto andavam na rua. Isso o fez desacreditar da vida. Juntando ao pacote, o desapoio e não aceitação dos seus pais sobre sua orientação sexual, a perca de “crédito” social, e o fato de passar a ser monitorado pela polícia. Como ele mesmo diz, foi expulso da sua casa, do seu país.
Taejun pode não ter passado por uma agressão física, mas aparenta ter a “armadura” bem reforçada pela vida também. Quando o Wongyu fala sobre os pais não o apoiarem e nem quererem o ver, ele fala “você não é o único”, o que começa a ligar as semelhanças e divergências do ponto de vista de cada um.
Wongyu, tinha uma vida bem sucedida, de certa forma. Tinha um namorado, um bom trabalho, mas se sentia preso, e impedido.
Taejun, se sentia não sucedido na vida. Morava com a mãe que não o aceitava sexualmente, trabalhava como entregador desde que tinha se formado, não tinha ninguém no sentido amoroso, mas estava a procura. E a pesar de tudo isso não está à seu favor, nada o fazia parar de tentar ser feliz.
O que o Wongyu tinha pra ele como uma derrota, o Taejun via nele como força, como admiração. Pena que ele não se permitia sentir dessa forma, e toda ação genuína - seja a de apertar-lo pela cintura ou a de sair do táxi, pegar o telefone ligar pra ele e dizer “volta” -, foram reprimidas. Talvez pela incerteza e medo de dar certo, ou talvez a de simplesmente acontecer a mesma coisa que aconteceu á 2 anos atrás:
A realidade tóxica de uma sociedade homofóbica vir bater na sua cara. O que infelizmente não é só no sentido figurado.
E por fim, por mais que essa realidade fosse pra ambos, certo estava o Taejun, “porque se afinal os Maias estiverem certo, o mundo acaba esse ano, né?”. E ele não aparentava querer larga-lo de jeito nenhum, nem mesmo se acabasse. O que pro Wongyu seria um favor se acontecesse.
Ai, muito fraquinho...