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Data de lançamento
13 Abril 1961Duração
Considerado o melhor filme da história do cinema coreano por parte da crítica especializada em cinema asiático, “Obaltan” retrata uma Coréia econômica e moralmente arrasada pela guerra. O filme narra as desventuras de uma família de irmãos órfãos de pai que vivem em um lugar em ruínas com uma mãe completamente louca. Um dos irmãos é um homem tímido e responsável cujo salário mal dá para sustentar sua família que também inclui sua esposa grávida e filha. Outro irmão é um ex-militar com ferimentos de guerra que endureceram sua alma. Entre esses dois personagens antagônicos está uma irmã que é arrastada para a prostituição depois de ser rejeitada por seu antigo namorado. E há o irmão mais novo, desencantado com a miséria à sua volta e que vai ajudar as finanças da família como vendedor de jornais.
O enredo é baseado na novela de Yi Beomseon.
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Uma nação em frangalhos, pessoas desorientadas, um tecido social corroído. Clássico do cinema Sul Coreano.
otimo classico do cinema coreano, primeiro filme classico coreano que assisto!
Um drama que comove pelo modo que os personagens se desenvolvem. Cinema coreano de respeito.
Obaltan, do diretor Yu Hyun-Mok, faz referência a uma Coreia do Sul pós-guerra destruída e governada pelo presidente Rhee Syngman (1948-1960), que se tornou cada vez mais autoritário e não democrático.
O filme centra-se na situação de Song Cheol-ho, um modelo de integridade confucionista, que apesar de sua diligência, encontra-se incapaz de salvar sua família da desintegração. A garantia ideológica confucionista de respeito social, bem estar econômico, unidade familiar, e a dignidade pessoal são despidas em um apocalipse distópico em que a regra capitalista do lucro se constrói como uma nova regra cultural.
Inspirado pelos sofrimentos da nação, o diretor Yu Hyun-Mok invoca um caráter neo-realista e força a nação a confrontar, ao invés de evitar, as realidades nuas de seus muitos traumas. Através da estética do real, Yu espera instigar a crítica e suplantar diálogos que são necessários para encontrar e buscar soluções pessoais, que podem então transformarem-se em solução nacionais de forma democrática.
Obaltan foi censurado em 1962 pelo novo governo de Park, e só foi recuperado anos depois, pelo Korean Film Archive. O filme é uma marca de resistência do cinema realista sul-coreano e resgata um passado marcado por opressões e muito sofrimento. Não é de se estranhar que a crítica especializada o categorizou como melhor filme da história do país: é um retrato vivo da sociedade coreana em meio a opressão.