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Duração
Este é um filme onde os personagens principais estão quase o tempo todo totalmente bêbedos. É a fabula da fase do álcool, da mais intensa boêmia copacabanense que termina no golpe de 64. Era o auge do samba-canção de Antonia Maria e Dolores Duran em reação talvez ao cinema americano, onde depois do primeiro beijo aparecia “The End” na tela e todos eram felizes para sempre. Uma boêmia apaixonada e desvairada como nunca houve outra.
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Que filme decepcionante, apesar do elenco potente, a trama é rasteira, confusa, sem uma história que nos prenda, aliás... Tem história? Pareciam apenas cenas desconexas de algazarras, deprimente o filme, não ajuda também ser em preto e branco, o que ajudou para seu fracasso comercialmente.
""Co-nhe-ci um capeta em forma de guri"
Hahahaha... O Caio Blat com os trejeitos do Domingos Oliveira foi deveras divertido!
Assisti no FESTIVAL ESTAÇÃO VIRTUAL: 35 ANOS DE CINEMA BRASILEIRO que rolou on-line entre os das 6 e 31 de maio de 2021. Quando assisti SERPARAÇÕES (2002), na semana passada, o que mais me irritou foi o personagem principal interpretado pelo ator-diretor daquele filme, Domingos de Oliveira, porque simplesmente mal dava pra entender o que ele falava. Uma fala embolada, acelerada e atravessada, típica de bêbado, mas também de um tipo de malandro vindo da burguesia carioca que vive de golpe em golpe. Dentro da minha irritação tentei normalizar aquilo como um viés ruim de interpretação, mas eis que assisto mais uma bomba assinada pelo mesmo sujeito - esta auto-cine-biografia - e o Caio Blat, que interpreta o próprio diretor do filme, está falando daquele mesmo jeito. Tipo, o cara naquele SEPARAÇÕES não estava atuando, ele é daquele jeito. hahahaha... O cineminha nacional e suas pitoresquices! BR761 começa com uma narração em off do próprio diretor - mas pode ser do Caio Blat interpretando o diretor - falando que teve dificuldades pra escrever o roteiro do filme, porque não se lembrava das coisas por estar sempre bêbado. Agora, fez sentido aquele jeito de falar. hahahaha... O cara atua bêbado, escreve bêbado e dirige bêbado. O resultado não poderia ser outro: um serviço de bêbado. Ruim, escroto, e sem sentido. O interessante que, tanto naquele filme de 2002 quanto aqui, o cara se retrata como O COMEDOR. Quem tem um sujeitinho desses na família, boêmio, malandro, trambiqueiro, de fala embolada, sabe bem como é o esquema: festa de final de ano, o sujeito aborda todo mundo pra mostra uma foto de uma novinha nua na carteira - hoje em dia, no celular - pra se gabar de quem está comendo, e você com aquela cara de paisagem com vontade de explanar que na verdade ele está é pagando, mas a "política da boa vizinhança" não permite. E este filme aqui é o suprassumo da essência desse tipinho: um velho nojento se vangloriando de seu passado glorioso, pelo qual ele pagou pra ter, em um filme que não passa de um golpe pra quem gosta de fingir que entende de cinema. E aquelas atuações olhando direto pra câmera, que troço ruim e cafona! Nota 1 de 10.
BR 716 - 2016 - Brasil - visto no dia 28.05.20
Outro grande exemplar de Domingos de Oliveira. Mais uma crítica inteligente, sagaz da sociedade da época entre a burguesia. Domingos usa a comédia para falar sério e é isso que acontece no longa. Aqui um bando de jovens brancos burgueses (Os tidos intelectuais da época) vivem nas suas anedotas, dramas e vivem sua vida boêmia alienada da vida real lá fora, sempre se divertindo, vivendo em festa e alheios ao mundo lá fora. Pensando nas próprias vidas vazias, sem compromisso. Caio Blat fez um trabalho excepcional sustentando todo filme com Maria Ribeiro, participações de Pedro Cardoso, Sophie Charlotte deslumbrante, uma grande atriz, tão sensual, bela, significando o típico da mulher desejada na burguesia na época mas aqui ela
livre para seguir com a sua vida e com seus desejos
alheia a problemas políticos naquela época
despertam como se fosse uma transformação profunda daquela época
Presbicito de 1963 e João Goulart
Nota: 8,0
Eu me interessei por esse filme pelo único fato de se passar em Copacabana, mas o filme é chato pra caralho ! Como o filme se passa quase todo dentro de um apartamento, não faz muita diferença se é na Barata Ribeiro ou outra rua de um outro bairro.
O protagonista é um bundel que eu não sei como conquistou a exuberante Gilda, vivida pela Sophie Charlotte, que está radiante nesse filme. Ele ainda a trai com uma outra.
Os amigos e amigas do bundel formam aquela típica fauna porra louca de filme nacional, só que faltou um Hugo Carvana ou Antônio Pedro aqui pra dar graça ao filme. O Pedro Cardoso até tenta, mas só consegue na cena em que se gaba de ser o fodão.
O filme poderia ser uma boa comédia de costumes, mas é apenas um drameco de meia tigela.