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Essa é um história fictícia sobre Barrabás, baseada na fascinante passagem do Novo Testamento, quando Poncio Pilatos pergunta à população de Jerusalém quem deveria ganhar liberdade, Jesus de Nazaré ou Barrabás (Anthony Quinn), um ladrão e assassino que acaba sendo libertado pela voz do povo.
Barrabás (Barabba) é um filme italiano de 1961, do gênero drama épico-bíblico, baseado em um romance escrito por Pär Lagerkvist.
Barrabás é um personagem misterioso, citado breve e exclusivamente no Novo Testamento, no contexto do julgamento de Jesus. Ele seria um criminoso condenado à morte pela justiça romana, que acaba libertado por vontade do populacho judeu, posto a escolher entre ele e o Nazareno.
A partir dessas excassas informações sobre o personagem, o escritor sueco, Pär Lagerkvist (laureado com o Prêmio Nobel, em 1951), concebeu uma obra de ficção na qual se baseia este filme de Richard Fleischer.
Nele, Barrabás passa por várias situações críticas, seja como escravo-mineiro, seja como gladiador em plena capital do Império Romano. E, em todas elas, a lembrança de Jesus parece persegui-lo, através de outros personagens, como o seu companheiro de infortúnio, Sahak, e o treinador de gladiadores, Lucius.
Por força disso, Barrabás quase se torna cristão e é nesse estado que ele interpreta o incêndio de Roma, ocorrido no reinado de Nero, como um prenúncio do advento de uma nova era, prometida pelo Cristo.
Até no fim, ele se mantem atado a Jesus, posto que também sofre o suplício da cruz. Mas se o Nazareno (segundo os Evangelhos) expira dizendo: "Pai, em Tuas mãos entrego o meu espírito!", Barrabás, que apesar de tudo não conseguiu converter-se a nenhum deus, encerra sua vida murmurando para a noite: "Escuridão, entrego-me à tua guarda!".
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Revisto em 6/2026, continua sendo um épico muito bom, a atuação de anthony quinn, uma lenda do cinema, é sensacional, a trilha sonora é ótima, mesmo que o orçamento e a produção não possa ser comparada a Ben hur, quo vadis, spartacus ou rei dos reis, ainda assim é competente e feito nos moldes dos grandes épicos daquele período e que mesmo depois de mais de 70 anos consegue ser uma obra nostálgica e que merece ser revista ou conhecida.
O filme Barrabás (1961) permanece, ainda em 2026, como um triunfo estético do cinema épico. A obra é lindamente realizada, apresentando uma ambientação impressionante que desafia a passagem do tempo: desde o uso magistral de um eclipse solar real na cena da crucificação até a visceralidade das minas de enxofre e da arena de gladiadores. Visualmente, o filme transporta o espectador para a Judeia do primeiro século com uma grandiosidade técnica que poucas produções modernas conseguem replicar sem o uso excessivo de computação gráfica.
Contudo, à luz da Bíblia, a obra não acrescenta muito em termos doutrinários, funcionando mais como uma exploração existencial do que como um auxílio à fé. O cerne do problema reside na humanização extrema de Barrabás. Ao transformar o "homem no lugar de Cristo" em um herói trágico torturado por uma busca cega e racional, o filme acaba por colidir com a mensagem central do Evangelho: a salvação pela graça.
No texto bíblico, Barrabás é o exemplo supremo da substituição imerecida; ele é libertado sem méritos, enquanto o Inocente morre. No filme, essa libertação é tratada como um fardo psicológico que o personagem tenta "resolver" por meio de suas próprias experiências e sofrimentos. Essa abordagem sugere que a redenção é um processo de autodescoberta e luta humana, quando, doutrinariamente, a salvação é apresentada como um dom gratuito recebido pela fé. Ao focar na angústia de Barrabás em "encontrar" Deus pelo esforço e pela observação, a narrativa corre o risco de obscurecer a suficiência do sacrifício de Cristo, transformando o milagre da substituição em um mero drama de crise de identidade.
É raro encontrar um filme que dialogue tão diretamente com a alma. Barrabás não é apenas uma superprodução épica, é uma reflexão profunda sobre fé, pecado, redenção e o mistério da cruz.
A trajetória do homem que foi libertado no lugar de Cristo aqui ganha uma dimensão existencial: Barrabás carrega nas costas não só o peso da sua liberdade, mas o fardo da humanidade inteira. Ele é o símbolo do pecador que vagueia, busca respostas, rejeita e duvida,mas que, em cada queda, revela o abismo da condição humana.
A simbologia é poderosa. A escuridão do eclipse, o silêncio da cruz, o contraste entre fé e incredulidade, luz e trevas. Tudo aqui é colocado como metáfora da nossa própria luta interior.
A cena final, grandiosa e comovente, é uma catarse espiritual: um homem que resiste até o último instante, mas que encontra redenção de forma inesperada, no ato supremo de entrega.
O filme me atingiu em cheio, como um soco na alma. É mais do que cinema, é testemunho, é meditação, é um lembrete de que a graça de Deus alcança até o mais perdido dos homens.
Poucos épicos conseguiram unir fé, drama humano e espetáculo de forma tão sublime. Barrabás não deveria ser lembrado apenas como “mais um épico bíblico”, mas como uma das obras mais espirituais e impactantes já feitas no cinema.
BARRABÁS (1961): O épico SUBESTIMADO que CHOCOU o MUNDO! A VERDADE sobre o 1º ANTI-HERÓI do CINEMA!
Espetáculo religioso excepcional com cenários maravilhosos e excelentes atuações de um elenco numeroso.
Barrabás, um ladrão e assassino, é libertado por Pôncio Pilatos no lugar de Jesus, que é condenado a morrer crucificado. Barrabás sofre, então, uma angústia profunda por esse ato pelo resto de sua existência. Mas, novamente, ele é detido e enviado para horríveis minas de enxofre na Sicília, com condições de trabalho terríveis; lá, ele conhece um cristão bondoso chamado Sahak. Mais tarde, ele é levado a uma escola de gladiadores dirigida pelo cruel Torvald, um sádico. Em Roma, Barrabás conhece outros cristãos Lúcio e São Pedro.
Este filme épico contém cenários espetaculares, produção suntuosa e atuações fantásticas. Segunda versão cinematográfica da renomada história, baseada no popular romance de Lagerkvist (Prêmio Nobel) e anteriormente adaptada (1952) na Suécia por Alf Sjoberg. Roteiro interessante de Christopher Fry (que escreveu "A Bíblia", de John Huston, também produzido por Dino De Laurentiis). Atuação de primeira de Anthony Quinn, que interpreta como seus personagens anteriores, no estilo Zorba, adicionando um pouco de Quaimodo, embora às vezes exagerando na atuação. Jesus é interpretado por Roy Mangano, irmão de Silvana Mangano, esposa de Laurentiis. Elenco de apoio extraordinário, incluindo atores prestigiados como Arthur Kennedy, Katy Jurado, Ernest Borgnine, Arnaldo Foa, Norman Wooland, Douglas Fowley e até mesmo Sharon Tate como figurante na cena do anfiteatro.
As impressionantes cenas de circo foram filmadas na arena de Verona. Cenários impressionantes produzidos com alto orçamento, como os cenários das minas e do circo romano. Lutas de gladiadores magnificamente climáticas, caracterizadas por centenas de figurantes e efeitos impressionantes. Os combates de gladiadores de tirar o fôlego ainda são uma das melhores lutas nas telas hoje, junto com "Gladiador" de Ridley Scott. As cenas da crucificação no Gólgota foram realmente filmadas em um eclipse solar e em Niza. Na verdade, o eclipse solar que ocorre durante a cena da crucificação foi real, um evento para o qual o diretor Richard Fleischer atrasou as filmagens para capturar a natureza etérea do fenômeno. Problemas persistiram no set e, a um custo de mais de dez milhões de dólares, foi um dos filmes mais caros de sua época e levou muito tempo para ser concluído. Cinematografia colorida de Aldo Tonti e trilha sonora evocativa de Mario Nascimbene. Primeiramente, o produtor De Laurentiis pensou em dar a direção a Federico Fellini, mas nomeou Richard Fleischer, que realiza uma produção cinematográfica de qualidade.
Para Onde Vão Alguns Desses Personagens Bíblicos Periféricos?
Muitas vezes me perguntei, tanto do ponto de vista literário quanto religioso, o que acontece com alguns dos personagens periféricos das Escrituras. Tenho certeza de que essa é uma questão que muitos já refletiram, sejam eles crentes ou não.
Um exemplo disso é Barrabás. Tudo o que sabemos sobre ele é que foi o homem por quem a multidão gritou quando lhe ofereceram a escolha entre perdoá-lo ou Jesus de Nazaré. Algumas tradições o descrevem como um bandido comum, outras o descrevem como um rebelde contra Roma.
Interpretado por Anthony Quinn, Barrabás é uma alma perturbada. À medida que a mensagem de Jesus de Nazaré se espalha, Barrabás não tem certeza de qual é o seu papel. Ele percebeu que participou de algo histórico, para dizer o mínimo. Mas as pessoas o tratam de maneira diferente. Os primeiros cristãos o veem com certo ressentimento. Para Pôncio Pilatos, interpretado por Arthur Kennedy, Barrabás ainda é um bandido inútil. Claro que Barrabás acaba preso novamente e começa sua odisseia.
O filme é uma adaptação de um romance* do escritor sueco vencedor do Prêmio Pulitzer, Par Lagerkvist, e uma adaptação cinematográfica sueca já havia sido filmada antes deste épico com elenco internacional. Pode ser interessante assisti-lo lado a lado com este. Tenho certeza de que o filme sueco não teve metade do orçamento deste.
O filme contorna certas questões, como filmes desse tipo geralmente fazem. O pacifismo é um princípio da fé cristã primitiva daqueles que se escondem nas catacumbas. Oferecer a outra face é algo importante. Mas Anthony Quinn não é cristão, então seu modus operandi não é exatamente oferecer a outra face.
Tendo finalmente depositado sua fé em Cristo, Barrabás é crucificado com os outros, embora suas últimas palavras sejam: "Escuridão... Eu me entrego à sua guarda... É Barrabás".
Na versão dublada, quando morre na cruz, Barrabás diz: "Senhor Deus, aceita-me em seus braços"; mas na versão original, o que ele realmente diz é "trevas, aceitem-me" - final bem niilista e condizente com o personagem. Mas é um bom épico que merece ser visto.
Alguns profissionais de primeira linha estão neste elenco. O já mencionado Arthur Kennedy como Pilatos, Silvana Mangano como Rachel, a namorada de Barrabás, que se converte precocemente, Vittorio Gassman como Sahek, o amigo cristão martirizado de Barrabás e, acima de tudo, Jack Palance em uma atuação que rouba a cena como o melhor gladiador de Roma. Você deveria assistir a este filme só por ele.
A mensagem que o filme tenta transmitir é que Barrabás em si não era importante. A vida e a morte de Jesus foram predestinadas e poderia ter sido Barrabás ou qualquer uma das centenas de outros que poderiam ter estado onde ele esteve.
Mas a maneira como certas pessoas entram nas histórias bíblicas dá aos escritores bastante liberdade para construir vidas totalmente fictícias em torno delas. Este é um filme tão bom quanto qualquer outro para esse propósito.
* Adaptada da obra de Par Lagerkvist, publicada na década de 1950, a história apresenta a vida do homem que teve sua vida poupada quando Jesus Cristo foi escolhido para ser crucificado. A obra narra sua trajetória após a morte de Cristo.
PS: Este não é um filme bíblico. Um filme bíblico é um filme baseado na Bíblia. Este filme foi baseado no livro "Barrabás", um romance do escritor sueco Par Lagerkvist.
ÉPOCA EM QUE OS GRANDES ESTÚDIOS DE CINEMA DE HOLLYWOOD FAZIAM FILMES ÉPICOS COM GRANDES ATORES E ATRIZES QUE LEVAVAM SEU OFÍCIO DE ATUAÇÃO COM PROFISSIONALISMO E PERSONIFICAVAM SEUS PERSONAGENS COM CORPO E ALMA. ESSE GÊNERO DE FILMES BÍBLICOS É UMA VERDADEIRA AULA DE HISTÓRIA. FOI UMA ÉPOCA QUE SE EMPREGAVA MULTIDÕES DE FIGURANTES NAS FILMAGENS. RESSALTO TAMBÉM A DUBLAGEM BRASILEIRA ORIGINAL CLÁSSICA DAS GRANDES EMPRESAS DE DUBLAGEM DO PASSADO NO DA HEBERT RICHARDS QUE FOI O REI DA DUBLAGEM BRASILEIRA.
Assisti 3 filmes da história de Barrabas. Um filme mais atual ele morreu na prisão, não lembro o nome do ator que fez o papel de Barrabas, foi um filme regular. Outro ele morreu crucificado igual a esse, com o ator Billy Zane que fez o papel de Barrabas, foi um filme muito bom. Mas esse filme com Anthony Quinn fazendo o papel de Barrabas foi sensacional e maravilhoso. Ém um tempo que não tinha nenhuma tecnologia e fizeram um filme pefeito. Na minha opinião foi o melhor filme e atuação desse ótimo ator e lenda dos filmes antigos. Um filme com ótimos atores e atrizes das antigas.
"Barrabás", sem dúvida alguma, é um dos melhores e emocionantes filmes épicos da história do cinema, enaltecido pelo excelente roteiro e atuação magistral de Anthony Quinn, no papel principal. O elenco de apoio não decepcionou. Um clássico!