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Data de lançamento
9 Dez. 2006Duração
Lazarus, ex-músico, um homem de fé intensa que foi abandonado por sua esposa há pouco tempo, encontra uma jovem ferida à beira da estrada e decide ajudá-la. Ao conhecer Rae, que é dependente química e ninfomaníaca, os dois começam uma amizade improvável, unidos pela perda, pelo desejo e, principalmente, pela busca por redenção, embalada pelo som do blues.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Que filme incrível! Premissa "batida", mas que achei muito bem trabalhada. E as partes musicais são simplesmente incríveis.
Esse estilo é o hill country blues e tem artistas incríveis. Quem curtiu recomendo pesquisar.
Samuel L. Jackson e Christina Ricci entregam-se a seus papéis com uma ferocidade e vulnerabilidade que são a força vital do filme
O blues não é trilha sonora; é a linguagem, a teologia e a metodologia terapêutica da obra
Brewer captura a umidade, o calor e a essência mítica do Sul Profundo de forma visceral e autêntica
Se atreve a ser feio, problemático e moralmente ambíguo, recusando respostas fáceis para questões profundas sobre trauma e cura
Redenção e Cura. Trauma e Vício. O Sagrado no Profano. O Poder Terapêutico da Arte.
O encontro "acidental" na estrada é visto como o governo divino do mundo, onde Deus escreve certo por linhas tortas (ou estradas lamacentas).
A relação final evolui para uma forma de amor benevolente que busca o bem do outro.
Raso, superficial e muito sexualizado.
Existem vários filmes que contam história de personagens controversos que se conhecem, se unem e se ajudam enquanto criam uma amizade bonita e sem fins sexuais, e esse filme aqui tem essa proposta e não foge muito disso.
Creio que o diferencial desse filme, seria aprofundar nos problemas desses personagens e explorar melhor isso. Entretanto, o filme fica em cima do muro, e acaba em nenhum momento indo mais a fundo.
Por exemplo, a protagonista de Christina Ricci aparenta ter traumas pesados do passado, mas isso só é um pouco abordado no final, sem entrar a fundo. Fica a cargo do expectador interpretar isso.
Sei que muito pseudo-cinéfilo adora quando o filme tem "nuances", "sugestões" e "subtextos", mas quando o arco da personagem é lidar com as
consequências do abuso infantil na vida adulta
isso deveria ser aprofundado, e não apenas citado no fim do filme.
Ainda mais quando a personagem claramente tinha transtornos mentais provocados pelo trauma.
Além disso, é MUITO problemático o fato de a personagem ter passado por isso no background dela, e durante o filme ela passa metade da duração de calcinha por absolutamente motivo nenhum!
Não existe explicação lógica para a personagem ficar metade do filme só de calcinha acorrentada. Lazarus encontra uma mulher seminua e machucada perto de casa, e ao invés de levá-la para o hospital, ou chamar uma ambulância, ele resolve levá-la pra casa e cuidar dela. "Ah, mas ele diz no filme que ficou com medo da polícia culpá-lo por ser negro." Ok, mas isso impediria ele de dar calças pra personagem? Precisava deixá-la 3 dias acorrentada de calcinha com uma camiseta curta e fina? Não! Ainda por cima deixa ela acorrentada em casa.
Ao meu ver, não existe outro motivo dessa sexualização desnecessária, senão algum fetiche do diretor (que também é o roteirista do filme).
Até o poster do filme usa essas imagens, e acaba parece poster de um filme pornô!
O filme pode até ter uma ideia legal de explorar personagens solitários se ajudando, enquanto aborda transtornos mentais e misturando isso com Blues, no fim, escolhem a sexualização da protagonista para divulgar o filme.
Não quero ser puritano. Não vejo problema em ter sexo ou elementos sexuais em filmes, desde que seja necessário para a narrativa.
Nesse filme aqui, não há necessidade nenhuma da sexualização da protagonista.
Blues e Redenção em uma estória de amizade, que comove.
Samuel L Jackson e Christina Ricci estão ótimos, Ricci arrasa! O filme tem momentos engraçados também e Samuel L Jackson tocando e cantando 'Black Snake Moan'.
sobre o final:
dois fodidos que se entendem.