Dirigido por
Duração
Inspirado no conto de Julio Cortázar ''Las babas del Diabo'', a história é sobre um fotógrafo profissional, Thomas, cujas ampliações de fotos que ele tirou secretamente de um casal revelam (ou parecem revelar) um assassinato em progresso. Michelangelo Antonioni (premiado em Cannes) faz um estudo influente e cheio de estilo sobre a paranoia e a desorientação. É também uma cápsula do tempo para Londres, mostrando o que era moda na época, como o amor livre, as festas intermináveis, a música (Herbie Hancock escreveu a trilha e Yardbirds tocam em um clube) e os ritmos. Indicado para os Oscars de direção e roteiro.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Se dá um desconto pra esse filme por ser de 1966, e por ser muito influente para a época e diretores posteriores. Há uma crítica a certos comportamentos, atitudes e indiferenças do ser humano, consigo mesmo e com o próximo que são interessantes.
Adorei certas cenas aqui "espaçadamente", e algumas que mantém o clima de suspense com o ocorrido. A situação incomum que o Thomas se encontra ainda funciona, e suas reações são coerentes com seu personagem, gerando CURIOSIDADE. Pontos para o mesmo.
As pessoas que forem ver esse filme, digo, não como "crítico", "resenhador", "sabichão", etc. Digo numa boa, como opinião. Não esperarem um trama convencional/contemporânea como em outros filmes, alguns [até] dá nessa época (anteriores ou posteriores), pois não é bem assim.
O filme tem certas "afetações dá época", coisas que hoje soam BEM desnecessárias para alguns (até pra mim em certas partes), que não levam realmente a alguma coisa no sentido de trama em "mais padrão", sendo algo mais atrelado a sua época correspondente como "registro cultural", do que da trama em si, mas ambos servindo um ao outro de alguma forma intrínseca, propositalmente e inevitavelmente.
O ator "David Hemmings" (Thomas) está bem e tem seu carisma, junto a um roteiro que ainda usava certos personagens de índoles duvidosas para passar suas historias, não se valendo de certos moralismos [cansados], era o que era O PERSONAGEM e como era seu envolvimento com o que viria ser ser contado. Bom ponto, e sinto falta disso em muitos filmes as vezes (inclusive atuais!), sem ter que ficar justificando personagens toda hora, ele é o que é, e pronto, "show don't tell" total". O levando a CURIOSIDADE e a expectativa com seu ciclo e atitudes na trama.
Com um personagem arrogante, meio nojento, convencido, indiferente, esquisito, que EU não vi problema algum. Alguns podem não gostar, mas o filme usa isso bem. Ok
A cena da banda foi um grata surpresa também, não sabia realmente que aqueles músicos apareceriam, e a cena em si é curiosa pela plateia. Há coisas no filme que lamentavelmente se vê até os dia de hoje.
Mas meu maior problema com "Blow-Up", é que de forma alguma achei ele "ruim", uma "bomba", etc. Meu maior problema foi seu ritmo, seu andamento em alguma partes, o deixando meio "maçante", "cansativo", arrastado desnecessariamente, dando uma leve desinteressada na acertada "CURIOSIDADE", pois o filme já é em uma linguagem mais "devagar", e ele, convenhamos, não tem tanta trama assim pra se sustentar por 1:51, levando o diretor a dar sua "floreada", para outros "aplicar estilo", enfim. Na minha humilde opinião, certas cenas poderiam ser levemente encurtadas, dando facilmente uns 20minutos a menos pra a obra, que não a prejudicaria, tiraria seu peso, ou faria tanta diferença assim no produto final. Entendo a proposta, entendo a "linguagem da época", entendo " estilos" e "particularidade do diretor", mas me cansou um pouco. Como se "pesasse para um lado ou para o outro" em algo que já estava bom, já tinha passado a mensagem perfeitamente, não precisava mais. Faz diferença o "time", não ruiu minha atenção, mas me cansou um pouco.
Não tenho essa sensação com alguns filmes desse tipo/estilo dessa época (ou anteriores). Fora que há cenas onde se promete um acontecimento, se gera uma expectativa, e nada acontece de relevante, o cara deita no chão, vai "beber vinho", "olhar a parede", ver uns peitinhos, enfim.., entendo. Mas tem horas que parece uma esteira em baixa rotação sem necessidade, "vai" mas cansa, pesa aqueles "quilinhos", sendo meu maior """problema""" com o filme.
O filme em si, também pra mim, não chega a ser algo que esteja, ou vá para minha "prateleira particular" com outros clássicos da mesma época ou anteriores, gosto bem mais de outros filmes, que vejo e revejo com da primeira vez, mantendo na memória, e considerando mais "atemporais" em certos quesitos de linguagem e interesse. Mas é questão de gosto pessoal.
Tudo bem que a vida do personagem é vazia, o cara tem uma personalidade meio "repelente", o filme transmite isso muito bem para o pro telespectador, sensação bem acertada, mas também não precisava ser tão ""imersivo"", no mau sentido. Lhe dá movimento e lhe nega o movimento, leva a uma situação, situação tem a expectativa quebrada. Arriscado? sim, "contracultura", ok, caso pensado, beleza! proposita, ótimo, entendo. Porém eu não tenho que me obrigar a gostar disso ou achar "bom" só porque é um filme de "Michelangelo Antonioni", como alguns por aí.. Direito de cada um, mas não curti tanto assim. Não botou tudo a perder pra mim, mas era [bem] redundante e uns pontos. Nada horrível, só cansa..
Como alguns disseram aí, dá uma "sensação de perda de tempo". Pra mim foi [mais] "de boa", mas já meu pai achou horrível. rs
Fora o final... Como disse, não é um filme convencional, nem hoje muitas coisas as pessoas gostam, imagino na época. Eu até curti.
A direção de "Michelangelo Antonioni" é boa, segura e competente pra época. Mas acho que a CURIOSIDADE e o valor histórico do filme/"status", é muito maior que a obra em si. O que não anula sua importância, mas nesse raciocino, eu não botaria minhas expectativas lá na estratosfera, como "a maior obra prima absoluta da 7ª arte", um "primor em tudo do início ou fim". Negativo, eu "fujo" desses "rótulos" e desses exageros, veria como vi, de bom grado, como costumo ver tudo.
Gostei de ter visto, matei a vontade, tem muitas coisas interessantes, reconheço seu valor, sua época, etc. Mas não curti o filme como um todo, e não sei se veria de novo.
Boa sessão a todos.
Visto como meu velho em: 04-09-2026
A indiferença, alienação, apatia, a maldade, falta de empatia e respeito consigo mesmo e com seu próximo, desde de tantas eras...
Onde nós demos errado?!
Blow-Up? Tá mais pra "Blowjob"; esse filme sugou minhas energias.
Grande filme. Continua sendo um grande filme. Cinema cinema.
Sei que vai soar pedante, mas o domínio e exploração da mise-en-scène desse filme é ARTE.
A experiência de assistir Blow-Up do Antonioni e Blow Out do De Palma em um curta espaço de tempo definitivamente é muito interessante, pois dificilmente dá pra ser mais explícito no quanto se pode extrair abordagens diferentes da mesma história.
Se em Blow Out, a sinopse é apenas um ponto de partida para o desenrolar da trama maior, que é um thriller bem legal, aqui ela ocupa praticamente toda a duração do filme, que se propõe a ser um "paciente" exercício voyeurístico e metalinguístico, visto que o protagonista do filme, que é o foco total dele, segue essa função de observador e, ao mesmo tempo, sentimos que somos intrusos não só "stalkeando" o tal do observador/voyeur, mas também o seu alvo de observação, então meio que estamos sendo colocados num papel mais invasivo do que o dele...? Talvez, eu me senti meio estranho, mas não sei, fica no ar. Dito isso, ainda gostei mais de Blow Out!