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Uma adaptação completa (não só da primeira parte, como costumam fazer) do clássico de Emily Brontë, mas ambientada no Japão medieval.
O conceito por si só é interessantíssimo, me despertou uma enorme curiosidade e, embora eu tenha gostado de muitas das liberdades criativas tomadas aqui (por exemplo, sexualidade, violência e a selvageria do protagonista se mostram muito mais intensas nessa versão), infelizmente não posso dizer o mesmo da progressão do filme.
A obsessão de Onimaru por Kinu é devidamente trabalhada, mas fora isso, todo e qualquer outro elemento de drama humano é subdesenvolvido de forma gritante (e o que não faltam nesse filme são elementos de drama humano), resultando em passagens de tempo esquisitíssimas, personagens importantes (ao menos na teoria) simplesmente desaparecendo, outros que são de extrema importância para o 3º ato sendo inseridos ali sem qualquer contextualização, o que faz o filme parecer apenas um grande resumo para quem já leu o livro e uma experiência ainda mais limitada para quem não teve contato com a obra, o que é extremamente contraditório pra uma adaptação com tanto espaço para ter identidade própria e liberdade criativa.
Começa como se fosse um filme de romance e termina com um demônio motoserra montado num demônio tubarão lutando contra um demônio bomba dentro de um demônio tufão enquanto tá tocando música eletrônica no fundo. Ou seja, não precisamos de mais nada, mas mesmo assim o filme consegue ser mais do que "só" isso! (e tem muito mais molho do que o filme de Demon Slayer!!)
Para além dessas coisas, tem meu máximo respeito por ter me apresentado A Balada do Soldado (o filme que fez o Denji e a Makima chorarem no cinema).
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Oi Gabriel, tudo bem? Vem pro LEGIONÁRIOS, um grupo sobre filmes e séries onde você pode opinar, trocar experiências, participar de brincadeiras, receber indicações e muito+!
A participação é totalmente aberta a qualquer um que tiver vontade, bastando respeitar os colegas e o ambiente seguro de ofensas que buscamos proporcionar.
Entre pelo link abaixo e diga "Ei, meu nome é fulano! Vim por convite do Gabriel Dario no Filmow". Se ele tiver sido revogado, avise :D
O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!
Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)
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Boa sorte! :)
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O Agente Secreto, de certa forma, é o "Era Uma Vez em Hollywood" do Kleber Mendonça Filho. Dois filmes um tanto extensos, em que a trama importa, mas é quase um elemento secundário em comparação com o desenvolvimento do ambiente e do micro-universo em que os personagens estão inseridos, que é onde realmente mora o coração do filme, sendo realizado com uma calma gostosa e um olhar claramente apaixonado (nesse sentido, a Recife dos anos 70 está para o Kleber da mesma forma que a Hollywood em sua Era de Ouro está para o Tarantino), até que a tensão lentamente construída toma conta do 3° ato e explode num clímax empolgante. Porém, se a conclusão da última obra do Tarantino é dopamina pura e praticamente uma "recompensa" ao telespectador, o filme do Kleber segue um caminho diferente ao subverter propositalmente o seu clímax em uma "outra coisa" bastante apropriada aos temas que a obra busca abordar.