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Data de lançamento
8 Ago. 2009Duração
Em uma cidade em que cada um de seus habitantes sonha em segredo, o menino sem nome conhece a garota sem pernas, que lhe mostra um mundo no qual ele embarca como alguém que nunca mais deseja voltar à realidade. Para o menino, a vida virtual é a única verdade. Mas a garota parte para outro mundo, deixando imortalizada sua história em vídeos e fotos na internet. A partida da única pessoa da cidade com quem ele se identifica deixa o menino ainda mais sozinho. Guiado pela música de Bob Dylan, ele mergulha em suas lembranças até o surgimento de Julian, uma figura misteriosa que desencadeia uma série de acontecimentos em sua vida até então previsível.
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Além da relação mãe e filho, existe um choque entre gerações também na comemoração de tradições antigas por toda a cidade e na recusa do garoto (e utilização de blogs e MSN pra se comunicar). Ainda que seja enfadonho aqui e acolá, não deixa de ser triste e bonito.
eu quando sou o filho-filme emo gaúcho melancólico perdido do Bob Dylan e do David Lynch:
Este filme beira o sombrio, mas de um jeito realista e depressivo, não fantástico. Não tem demônios transformando almas, mas tem a solidão transformando o jovem em alguém apático. É um filme "cult" que exige paciência.
Hoje, pela segunda vez, assisti esse filme novamente. A primeira, com 14/15 anos, lá por meados de 2010/11, e a segunda, hoje.
Na primeira vez que assisti, eu me vi no personagem principal: odiando todo o meio o qual eu estava. Supostamente com gostos diferentes (que até podiam ser verdade, devido a falta de sociabilidade), com uma baita vontade de ir embora daquele "buraco", odiando cada canto e cada pessoa da minha cidade natal. O fato do filme se passar na minha terra deixa a coisa ainda mais interessante.
Na segunda, vi o quanto o tempo nos ensina. Dessa vez, me identifiquei com a mãe do Henrique Larré. Aquele "fim de mundo", família, amigos de infância são tudo o que temos, de fato. Criamos fortes raízes onde nascemos e crescemos. E, na obra, hoje consigo ver a insistência do Henrique (não lembro o nome dele no filme kk) em cortar essas raízes, em correr para longe, assim como eu fiz.
Quando você esta tão longe de casa, que praticamente estar em outro país e no Brasil da na mesma, você consegue ver o quão importante são aquelas pessoas e aquela terra. Bem, novamente eu me vi na pele do protagonista: ambicioso. E quem sabe conquistará algumas coisas que almejou. Mas, quem sabe, ele pudesse conquistá-las sem esse rompimento - principalmente relacionado à distância física. Ademais, devemos adimitir que sacrifícios são necessários (mensagem implícita durante todo o filme).
Quem sabe com 40 anos eu volte a assistir esse filme. E com quem me identificarei? talvez com a avó dele kkkk.
Gostei com algumas ressalvas.