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Data de lançamento
24 Julho 2014Duração
João (João Pedro Zappa) é um adolescente de 17 anos que se sente invisível. Judite (Deborah Secco) é uma mulher de 30 anos que já experimentou de tudo. Ela não tem muito tempo de vida e os dois sabem disso. Em uma clínica de reabilitação, eles vivem um amor intenso e transformador.
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Drama nacional da Conspiração Filmes, Globo Filmes e Imagem Filmes indicado a 5 categorias no Grande Prêmio Cinema Brasil: melhor diretor, melhor atriz, Deborah Secco, melhor maquiagem e melhor montagem, vencendo o de melhor roteiro adaptado; no Prêmio Guarani, mais 3 nomeações: melhor atriz, Deborah Secco, melhor roteiro adaptado e melhor revelação. As filmagens aconteceram no Rio de Janeiro, R.J., Brasil. O filme foi baseado no conto "Frontal com Fanta", do gaúcho Jorge Furtado.
Para interpretar sua personagem Judite, Deborah Secco
emagreceu 10 quilos para fazer uma aidética.
A diretora Carolina Jabor é filha do cineasta, escritor e jornalista Arnaldo Jabor (1940-2022) e mostrou talento neste filme romântico com estória triste e personagens interessantes, como o assanhado João.
O roteiro é intenso e delicado. Kiss, Secco e Montenegro estão ótimas, como sempre. Já Zappa é tedioso e inexpressivo.
Não é sobre depressão e nem drogas, mas sobre amor. Destaque para Deborah Secco.
REVENDO. Continuo gostando do filme. 31.10.2021
Filme lindo e triste. Baseado em conto do grande Jorge Furtado e seu filho Pedro, dirigido por Carolina Jabor, essa história de amor niilista (ou esperançosa?), rodeada de excessos e distúrbios mentais, tem uma delicadeza que emociona. Deborah Secco está entregue ao papel, João Pedro Zappa transmite toda a inconsequência da juventude e Fernanda Montenegro em participação pequena, mas sempre magistral. A fotografia tem uns planos magníficos que exploram a natureza espalhada pelos jardins da instituição, como o do primeiro encontro de João e Judith, e na piscina também, que injetam um respiro e poesia.
Até mais ou menos a metade do filme, não simpatizei muito com os personagens, me pareceram pessoas desagradáveis; porém a segunda metade tem uma jornada emocional mais intensa e cenas que ajudam a criar com eles uma identificação maior, como a evolução do amor ingênuo de João por Judith, que acabou por redimí-lo aos meus olhos. Roteiro e direção distribuem ao longo da obra toques de sensibilidade que dão personalidade à história, mesmo que a entrega de certos diálogos seja menos casual e mais 'texto lido' do que eu gostaria. Me agradou a economia nas situações mais melancólicas, por exemplo, a forma que João tira Judith do estado de graça que eles vinham vivendo, após fazer algo muito grave e isso muda como ela estava encarando aquele romance... Tudo que João fala a partir daquele momento ganha um peso diferente para ela, pois ele fez Judith se lembrar da própria mortalidade e de como, na visão dela, este relacionamento está condenado. É minha parte preferida da atuação de Deborah Secco, pois ela passa TUDO no olhar, tristeza, decepção, frustração, dor, amor, resignação... São as boas escolhas dramáticas que fazem este longa se destacar de outros com premissa parecida.
Vi críticas à forma que o filme não 'se aprofunda' nas doenças, mas discordo totalmente. Ele não só mergulha fundo, como o faz pela perspectiva mais dura, que é como elas afetam definitivamente essa história de amor. Não é um filme sobre degradação humana, é um romance. E é no aspecto de encontrar momentos de felicidade em meio à desesperança, que reside a força dessa história. Um amor que marca você, e muda você, mesmo que a vida siga seu rumo e você seja o único que vai levar aquela lembrança para sempre... é o tipo de conceito que sempre me emociona.
Terminei achando lindo o filme.