Num pequeno restaurante de Buenos Aires, Freddy arruma emprego para trabalhar como cozinheiro. Ali, se envolve com outra imigrante, a paraguaia Rosa. A partir de pequenas situações do dia a dia, o filme mostra os diversos problemas do cotidiano urbano, como a xenofobia e a luta pela sobrevivência.
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Bolívia é um drama instigante em Buenos Aires, Argentina. Freddy (Freddy Flores) veio para a cidade depois de perder seu emprego na Bolívia quando os interesses estadunidenses queimaram os campos onde ele estava trabalhando. Ele é contratado como chapeiro em um pequeno restaurante dirigido por Enrique (Enrique Liporace). Ele liga para casa para dizer a sua esposa e três filhas que estará ganhando alguns dólares por dia. Os clientes do restaurante incluem alguns motoristas de táxi que passam as horas assistindo jogos de futebol e boxe na televisão. Um vendedor homossexual passa um mau bocado com Enrique quando ele olha sedutoramente para Freddy. Rosa (Rosa Sanchez), a garçonete, é atingida por muitos dos clientes que acham que ela é uma presa fácil dado seu sangue misto (ela é argentina e paraguaia); ah!, um detalhe os argentinos são bastante conhecidos pelo seu alto grau de xenofobismo. Ela compartilha suas dicas com Freddy, e uma noite ele sai para dançar com ela. Na noite anterior, ele dormiu em um café durante toda a noite depois de ter sido assediado na rua por policiais que não gostavam de estrangeiros. Israel Adrian Caetano dirige esse filme sobre as tensões enfrentadas por forasteiros. Ele é mais pungente em seu retrato do ódio acumulado sobre Freddy, que é chamado de negro e tratado com vergonha por quase todos. Ele é alvo de Oso (Oscar Bertea), um motorista de táxi que está tendo dificuldades financeiras. Este homem furioso não consegue entender porque Freddy tem um emprego enquanto muitos argentinos estão passando por uma crise econômica (chegamos ao cerne da questão). Depois de beber demais, ele dirige sua raiva para o homem da churrasqueira. Bolívia, um filme em preto-e-branco, acerta o alvo com seu retrato assustador da pobreza urbana e o impacto divisório e explosivo do ódio aos estrangeiros. Poderia ser numa cidade qualquer do interior dos Estados Unidos, na França - da igualdade, liberdade e fraternidade, obviamente para os franceses, ou na Madrid, mas acontece em Buenos Aires, aqui do nosso lado, onde somos conhecidos como "os cabecitas negras". É um rico material e uma apresentação excelente para conhecer os vizinhos de uma maneira que a gente não está acostumado; evita-se o reducionismo de identificar que a concorrência no futebol possa traduzir tudo isso; o buraco é bem mais embaixo. E novamente me encanto com a deliciosa filmografia argentina!
A fotografia é fantástica, mas não é um dos melhores filmes argentinos. Longe de ser um dos melhores!
O filme tem um clima estranho, não sei muito bem o que senti!
Lembrou-me Júlio Bressane. Não gostei. Estou com Wesley.
gostei muito, tem quase um clima claustrofóbico naquele bar, que não é nada mais que uma metáfora da situção argentina na época, ou agora, ou sempre