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Claude Lepeltier (Sacha Guitry), pintor, está secretamente apaixonado por sua vizinha Marie (Jacqueline Delubac), uma jovem lavadeira e ele a desenha em todos os lugares. Enquanto ela vai entregar a roupa, ele a cumprimenta e grita "boa sorte" para ela. Quando Marie chega ao hotel de sua cliente, ela acaba de fazer as malas, esquecendo a roupa que havia limpo. Ela então dá a roupa para Marie e uma pequena quantia. Lembrando-se do desejo de "boa sorte", de Claude, Marie compra um bilhete de loteria. Enquanto isso, Prosper (André Numès Fils), um funcionário modesto, veio pedir que ela se casasse com ela. A mãe de Marie (Pauline Carton) é a favor de Prosper enquanto Marie hesita, mas vendo Claude conversando com uma jovem mulher e confundindo seus relacionamentos, por um repentino despeito, ela aceita o pedido de Prosper, para se arrepender imediatamente. Ele deve partir por um período militar de 13 dias, no final do qual o casamento deve ocorrer em Fontenac, o local de nascimento de Marie. Mas Marie ganha o prêmio máximo de dois milhões na mesma noite e dá metade a Claude, que aceita com a condição de que gastem esse milhão juntos: uma lua de mel antes do casamento.
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É tudo muito rápido e onírico, mas também muito agradável. Ainda estou acostumando-me ao estilo verborrágico e célere do diretor, mas apresso-me em defendê-lo da acusação de ser apenas teatral: definitivamente, não é o caso aqui. O uso de 'faux raccords' e de jogos de montagem é originalíssimo. A cena em que aparece uma pintura de uma criança (que viria a ser Jean Renoir), realizada pelo pintor impressionista que era amigo pessoal do cineasta demarca o seu cabedal de referências artísticas. Ri em muitas cenas e imaginei-me numa aventura romântica similar em outras, confesso. Há um inevitável emburguesamento à francesa, mas isso é traço estilístico do diretor, perceberemos adiante. Muito fofo enquanto cartão de visitas de uma trajetória longeva e prolífica! (WPC>)