Nick Cavanaugh (Julian Sands), um famoso cirurgião, fica obcecado pela beleza de Helena (Sherilyn Fenn), uma prostituta. Ela o rejeita, mas mesmo assim ele tenta convencê-la que um necessita do outro. No entanto ela tem outros planos, mas acaba sendo vítima de um terrível acidente que a deixa nas mãos do médico, que tem então uma macabra idéia para não mais perdê-la.
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"Você é perfeita assim." — A objetificação extrema. Helena deixa de ser humana para ser uma obra de arte na coleção de Nick
Sherilyn Fenn presa em uma caixa, sem poder usar linguagem corporal dos membros, ela entrega uma performance feroz usando apenas os olhos, a voz e a expressão facial para dominar as cenas
A premissa de transformar uma mulher na "Vênus de Milo" de um homem inseguro é uma metáfora brilhante (embora repulsiva)
Inadequação e Loucura. Amor Vs. Posse.
O Final "Foi Tudo um Sonho" uma saída covarde para evitar ainda mais fúria do público
No segundo ato, a narrativa empaca. O filme torna-se repetitivo, limitando-se a ciclos de Nick implorando por afeto e Helena o insultando
Jennifer Lynch tenta emular a atmosfera onírica de David Lynch, mas falta-lhe o domínio do tom
A obsessão como negação da recusa em aceitar a rejeição.
O contraste gritante entre amar (desejar o bem do outro) e a possessividade demoníaca disfarçada de afeto.
O recurso do "sonho" retira o peso da Justiça que uma obra de arte moralmente sólida deveria buscar.
Chega um momento em que até fica interessante, mas só vai piorando cada vez mais...
Muitas listas de filmes perturbadores vendem essa obra como algo chocante, mas a verdade é que o filme é muito mais cafona do que aterrorizante. A obsessão do Dr. Nick pelo objeto de desejo dele não convence e a dinâmica entre os dois cansa rápido, virando um jogo psicológico que não leva a lugar nenhum.
É aquele tipo de longa que ganha fama pelo choque da premissa, mas falha miseravelmente na execução.
Tudo não passa da pira de um médico obcecado que imagina o pior cenário possível porque não sabe lidar com um "não". O final é o maior banho de água fria da história: o roteiro joga tudo pro alto e diz que nada aconteceu. Duas horas vendo um delírio sem sal.
Pra não dizer que nada presta, as atuações são realmente boas, com Sherilyn Fenn e Julian Sands fazendo um ótimo trabalho. As doses de erotismo também tem o seu valor, mas de resto é extremamente decepcionante.
"Boxing Helena" ("Encaixotando Helena") tinha tudo para se tornar um thriller psicológico marcante, mas acaba tropeçando na execução. A ideia central, original e inquietante, poderia render um estudo profundo sobre obsessão e desejo. Só que o roteiro e a direção, ambos assinados por Jennifer Lynch (filha de David Lynch) em sua estreia aos 24 anos de idade, deixam transparecer imaturidade e inexperiência. Os diálogos soam artificiais, o erotismo é mal trabalhado e os personagens carecem de densidade psicológica, o que comprometeu a força da narrativa.
O elenco também não foi bem conduzido, embora seja interessante rever rostos icônicos como o de Julian Sands, Art Garfunkel e, claro, Sherilyn Fenn, que vinha do sucesso de 'Twin Peaks'. O personagem central, Dr. Nick Cavanaugh, passou uma infância marcada por negligência e traumas familiares que poderiam ter sido explorados de forma muito mais intensa, deixando claros os motivos de sua obsessão doentia por Helena. Essa falta de aprofundamento psicológico talvez seja o maior desperdício do filme, já que a premissa pedia justamente um mergulho nesse lado sombrio.
No fim, o resultado é um filme irregular, com certo charme nostálgico para quem viveu os anos 90 e uma trilha sonora agradável da época, mas que no geral tornou-se apenas um projeto controverso que não alcançou seu potencial. É curioso pensar que o mesmo material, nas mãos de David Lynch, teria condição de se transformar em algo muito mais consistente e perturbador.
me surpreende a falta de personalidade que aflige a apreciação às artes e que faz com que obras como essa sejam mal vistas e tenham reputação escrachada e desgastada através dos anos. boxing helena é um excelente exemplar de um filme kitsch, divertido e assustador, com requintes de cafonice e erotismo, tudo na medida. tem personalidade desde a direção até o plot, com um twist que achei bem interessante, conseguiu fugir das expectativas e do caminho óbvio construído.
quando ele diz pra helena que se ela fosse uma mulher de verdade ela mentiria para ele, bom... faz sentido em todas as camadas que o filme constrói. a de tudo ser um delírio da mente dele, sobre ele ter questões psicológicas sérias ligadas a sua relação edipiana, sobre relacionamentos reais e como há esse senso comum de que homens não satisfazem suas parceiras, etc.
criticar um filme por ele ter estilo próprio e ser diferente é um dos maiores atestados de tolice que existe, aprendam a se divertir!!!