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A novela começa quando Herbert, para escapar da falência, simula a própria morte e foge do país, abandonando sua família legítima. Preocupado com Rosemere, ele deixa uma boa quantia em dólares para que ela e a filha possam se sustentar. Endividada e sem nenhuma fonte de renda, Rafaela se vê obrigada a mudar-se com a família para um bairro mais simples. Por coincidência, vai morar na mesma vila onde Rosemere vive com a filha. As duas se conhecem e tornam-se confidentes: enquanto Rosemere ensina a Rafaela alternativas para ganhar e economizar dinheiro, Rafaela dá aulas de etiqueta para a nova rica do pedaço.
Além da ajuda de Rosemere, Rafaela conta com o apoio de Montenegro (Marco Nanini), secretário particular e cúmplice de Herbert. Apaixonado por Rafaela, ele está sempre por perto e faz tudo para ajudá-la a sair daquela difícil situação. Juntos, Rafaela e Montenegro foram responsáveis pelas cenas mais hilárias de Brega & chique.
Rosemere também tem um admirador: o bruto e apaixonado Baltazar (Dennis Carvalho), marceneiro do bairro.
A trama sofre uma reviravolta quando Herbert retorna ao país, após uma cirurgia plástica, com o nome de Cláudio Serra (Raul Cortez). Ele decide se encontrar com suas ex-mulheres, separadamente, e convida-as para jantar fora. Durante a conversa, ele pergunta sobre Herbert e Mário, e tanto Rosemere como Rafaela, falam muito mal de seus ex-maridos, para desconforto de Cláudio. Mesmo assim, o conquistador barato decide se reaproximar das duas, a quem ele chama de Alfa I (Rafaela) e Alfa II (Rosemere).
Em determinado momento da história, Rafaela e Rosemere, comentando sobre seus ex-companheiros, descobrem que os dois são a mesma pessoa. E mais: as duas constatam que existe uma terceira mulher na vida de Herbert: Zilda (Nívea Maria), melhor amiga de Rafaela. Depois de muita confusão, toda verdade sobre Cláudio Serra é revelada. Ele morre, dormindo, enquanto sonhava com sua verdadeira face. Rafaela, Rosemere e Zilda reconstroem suas vidas ao lado de outros homens. Rafaela se entrega ao amor de Montenegro, Rosemere casa-se com Baltazar, e Zilda, com Pedro (Paulo César Grande). Com a ajuda de Montenegro, Rafaela consegue passar para seu poder os dólares que Herbert guardava a sete chaves em uma conta na Suíça e promete dividir a herança com Rosemere e Zilda..
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A novela é uma delícia de se assitir e com uma trilha sonora maravilhosa.
Marília Pêra e Marcos Nanini são os melhores, super divertido e a casa da Rafaela pobre representa bem a casa de um brasileiro tipico. Rrsrsrs
Não curti muito o papel dos irmãos Gabus, um tão ingênuo e bobo o outro tão tosco, machista e manipulador.
Sobre Hebert: o "vilão" menos "vilão" que já vi. Acho que na verdade o montenegro foi mais traíra do que ele.
Enfim, apesar dos negativos valeu muito a conferida.
Que deleite para os olhos as cenas protagonizadas por Marília Pêra e Marcos Nanini! Que atores meus amigos, que atores!! Raphaela Alvaray é uma das melhores personagens que tive oportunidade de ver nas telinhas. Destaque também para a trilha sonora e o figurino, o fino do fino dos anos 80! #BregaEChiqueNaGloboPlay
Achei muito bom, um pouco datado, mas o elenco é notável, em especial Gloria Menezes, a mais natural do elenco, e com o papel mais difícil, já que não tem aquelas cenas exageradas, mais engraçadas para o público em modo geral que quer mesmo se descontrair e ri mesmo, ainda mais em tempos bicudos, como a Joana Fomm fez em Tieta, que a gente adora, mais sabe que tem um tom caricato, mas é muito bom em certas novelas, principalmente quando são feitas por atrizes talentosas.
Graças ao canal Viva, responsável por reprisá-la entre 19 de fevereiro e 7 de setembro de 2020, pude acompanhar, pela primeira vez, a trama de Brega & Chique, escrita pelo saudoso Cassiano Gabus Mendes, que curti consideravelmente, embora não tenha adorado, entre outros motivos, em razão do fato de conter alguns núcleos destituídos de quaisquer atrativos, tais como o do triângulo amoroso em que se viram, por muito tempo, Teddy, Rosinha e Amaury, e de exibir muitas cenas desprovidas da devida coesão umas com relação às outras, tais quais as das sequências investigativas em que se embrenharam, entre outros, Bellotti, Maurício e João Antônio. Com efeito, aquilo que me motivou a assistir ao folhetim do início ao fim foram os irreverentes episódios apresentando Rafaela e Montenegro e sobretudo a cativante história envolvendo Ana Cláudia e Luiz Paulo, par cuja sintonia pareceu-me imensa logo no começo da novela. Na verdade, toda a sua trajetória, salvo alguns pequenos erros de continuidade, evidenciou-se coerente e interessante, de modo que foi, no mínimo, estranho verificar, após a tentativa frustrada de casamento dos personagens no capítulo 138, tão poucos momentos dedicados aos dois, apesar de sua grande e positiva repercussão, em meio aos telespectadores, à época da exibição original de Brega & Chique, em 1987, circunstância que, até que findasse a trama, deveria ter encorajado seu autor a conferir destaque ao núcleo do casal. A conjuntura de seu romance, contudo, não me decepcionou de maneira alguma, a ponto de já considerá-la tão fascinante quanto a de Jô e Fábio, casal protagonista de A Gata Comeu (1985), minha novela predileta.
Meu primeiro Cassiano Gabus Mendes visto do início ao fim. Adorei todo o clima "oitentista" com todas as roupas, acessórios, trilha sonora e passagens temporais características das novelas das 7 daquela época.
A direção de Jorge Fernando é primorosa e consegue extrair o melhor do elenco, com destaque - obviamente - a Marília Pêra, Marco Nanini, Glória Menezes, Raul Cortez e Cássia Kiss. O roteiro é bem a frente para uma trama de 1987, até mais atual que outras novelas mais recentes exibidas simultaneamente no canal.
Mas a novela também tem seus defeitos, como uma queda no ritmo após o capítulo 100 e a infantilização de algumas personagens (Rafaela, principalmente). O baixo orçamento da produção também me incomodou, com seus cenários a la Chaves.
Num geral, Brega e Chique é uma novela leve, engraçada e bem bobinha, mas que vale a pena.