Escolhido pela Geórgia para representar o país no Oscars, Brighton 4th conta a história do ex-campeão de Wrestling Kakhi que parte viaja para New York para visitar seu filho e confirmar boatos de que ele estaria em dívidas de jogos, um problema recorrente da família do Kakhi.
Na sua essência, esse filme fala bastante sobre a relação de pai e filho; mas também é um filme sobre um grupo da população americana, imigrantes (nesse caso, georgianos). Toda a narrativa é guiada através da perspectiva do Kakhi e suas aventuras pela cidade, algo que é feito com muita delicadeza pelo diretor Levan Koguashvili que mostra através de todos os rostos que aparecem nesse filme, uma verdade e uma autenticidade à todas histórias dos personagens que conheceremos ao decorrer da narrativa. Esse é mais um filme da mostra que utiliza não-atores em seu elenco, algo muito relevante para mostrar esse real que citei. A fotografia também tem sucesso em mostrar a claustrofobia da pensão perto de Brighton Beach, mostrando a natureza fechada ou isolada da comunidade georgiana.
O humor divertido e quase doce e seco vem tanto da demonstração de afeto do filho para com o pai e vice-versa, quanto da quase silenciosa decepção e exasperação que o pai sente ao ver o filho caindo em ruínas por causa do vício em jogos. Kakhi é um homem de poucas palavras, assim somos obrigados como espectador a observar cada detalhe fácil e gestual desse personagem para entender melhor sobre ele, é uma forma do Levan nos aproximar do protagonista. A natureza lacônica do personagem de Kakhi e uma vivacidade quase perplexa aumentam o charme de um personagem que viveu glórias e é um herói nacional. A atuação do Levan Tediashvilli é fenomenal e cheia de verdade, uma das maiores do ano, sem dúvidas.
Esse sistema de apoio de pai e filho que vemos em Brighton 4th, realmente me atingiu. Uma mensagem linda sobre como devemos reconhecer, valorizar e fortalecer todas essas relações de apoio que possuímos.
Escolhido pela Geórgia para representar o país no Oscars, Brighton 4th conta a história do ex-campeão de Wrestling Kakhi que parte viaja para New York para visitar seu filho e confirmar boatos de que ele estaria em dívidas de jogos, um problema recorrente da família do Kakhi.
Na sua essência, esse filme fala bastante sobre a relação de pai e filho; mas também é um filme sobre um grupo da população americana, imigrantes (nesse caso, georgianos). Toda a narrativa é guiada através da perspectiva do Kakhi e suas aventuras pela cidade, algo que é feito com muita delicadeza pelo diretor Levan Koguashvili que mostra através de todos os rostos que aparecem nesse filme, uma verdade e uma autenticidade à todas histórias dos personagens que conheceremos ao decorrer da narrativa. Esse é mais um filme da mostra que utiliza não-atores em seu elenco, algo muito relevante para mostrar esse real que citei. A fotografia também tem sucesso em mostrar a claustrofobia da pensão perto de Brighton Beach, mostrando a natureza fechada ou isolada da comunidade georgiana.
O humor divertido e quase doce e seco vem tanto da demonstração de afeto do filho para com o pai e vice-versa, quanto da quase silenciosa decepção e exasperação que o pai sente ao ver o filho caindo em ruínas por causa do vício em jogos. Kakhi é um homem de poucas palavras, assim somos obrigados como espectador a observar cada detalhe fácil e gestual desse personagem para entender melhor sobre ele, é uma forma do Levan nos aproximar do protagonista. A natureza lacônica do personagem de Kakhi e uma vivacidade quase perplexa aumentam o charme de um personagem que viveu glórias e é um herói nacional. A atuação do Levan Tediashvilli é fenomenal e cheia de verdade, uma das maiores do ano, sem dúvidas.
Esse sistema de apoio de pai e filho que vemos em Brighton 4th, realmente me atingiu. Uma mensagem linda sobre como devemos reconhecer, valorizar e fortalecer todas essas relações de apoio que possuímos.