Uma escapada de fim de semana para Las Vegas se transforma em uma viagem infernal quando um grupo de amigos fica preso na estrada e acaba cruzando o caminho de um maníaco empunhando uma motosserra, vestido com uma fantasia de coelho.
A premissa não é das piores, mas francamente, é simplesmente lamentável em todos os aspectos. Não sei o que é pior, o roteiro sem vergonha ou a burrice quilométrica dos personagens, sério, nunca vi tanto nego asno e demente ao mesmo tempo. Único elemento que se salva é a fotografia e as paisagens que até são interessantes.
Um homem vestido de coelho e sua família disfuncional promovem uma matança em uma região isolada dos EUA utilizando uma serra elétrica e outras ferramentas para tortura. A premissa de Bunnyman (2011), filme dirigido e roteirizado por Carl Lindbergh, é simples e surpreendentemente familiar para qualquer amante de filmes de horror se não fosse o personagem principal dessa história.
A narrativa se desenrola quando seis jovens que viajavam de carro por uma estrada interiorana se envolvem em uma confusão com um motorista de uma caminhonete, que passa a persegui-los incansavelmente. A gravidade da situação escala quando um dos rapazes do grupo morre após um atropelamento. A partir daí, todos precisam fugir do infame assassino que utiliza um traje de coelho para salvarem as suas vidas.
O longa-metragem, que teve uma versão do diretor lançada em 2019, faz parte de uma trilogia que referencia, de forma excessiva e sem apresentar grandes inovações, o clássico O Massacre da Serra Elétrica, de 1974. É possível perceber as influências no próprio instrumento usado nos assassinatos, no ambiente do filme, em enquadramentos e usos de luz, além de ser evidente em algumas cenas específicas – quando uma personagem tenta fugir na carroceria de uma caminhonete, por exemplo.
Apesar da ideia ser promissora, sobretudo na construção de um personagem que referencia uma conhecida lenda urbana do Norte da Virgínia sobre um homem com problemas mentais que se veste de coelho e mata pessoas, a execução como um todo decepciona do início ao fim.
A grande quantidade de personagem e atuações lamentavelmente artificiais não colaboram com a trajetória do filme. Eles não convencem nem nas reações esperadas ao sentir medo e dor (mais comuns em filmes de terror). Além disso, aqui não há nada de construção de personagens – em alguns momentos o nome e a própria existência deles é esquecível. Os jovens são meros elementos utilizados para que toda a matança ocorra, o que não é um problema em um filme slasher quando ele é bem feito, mas acaba sendo mais um ponto fraco aqui.
Soma-se a isso o fato de que o roteiro não ajuda os personagens, que representam o auge da burrice humana; diálogos enormes e sem sentido se desenrolam no momento em que eles deveriam estar fugindo. Outro fator negativo que atrapalha os atores é uma aparente dublagem de voz – também há uma inserção de sons, que por algum motivo não foram captados durante as gravações, na pós-produção.
Apesar das trapalhadas sem graça do grupo perseguido de jovens, um momento específico do filme chama a atenção e pode tirar boas risadas dos espectadores – a personagem Rachel, durante uma tentativa de fuga do assassino, que está com uma serra elétrica, alcança o galho mais baixo de uma árvore e sobe em cima dela. O que se segue é uma cena hilária: Bunnyman serra o tronco e ri descontroladamente enquanto a jovem pragueja – aqui sim é perceptível o potencial do filme que é desperdiçado.
No entanto, o que se segue são enquadramentos de câmera que deixam elementos importantes fora do quadro. E pior ainda: as mortes não aparecem em câmera e não é adotada nenhuma solução prática para esse problema no filme, mesmo a produção sendo do ano de 2011.
Ao passo que não mostra mortes, o filme, por outro lado, é desnecessário ao incluir uma cena de estupro mal feita e injustificada, praticada por um personagem da família do assassino que é uma pessoa com deficiência: não há acréscimo nenhum na narrativa em si e nem na construção da ambientação daquele universo.
A conclusão possível é: se a sua expectativa é encontrar um filme que se leva a sério e entrega um slasher de qualidade, você está enganado. Nem mesmo pense que verá uma boa trasheira com mortes exageradamente visuais e toscas. Além de momentos muito pontuais de risadas, Bunnyman decepciona de forma deplorável em vários aspectos. É de se admirar que os criadores sigam tentando emplacar um personagem que tinha tudo para ser único, mas é genérico e pouco cativante, além de estar envolvido em uma narrativa que precisava ter algo de novo e apresentar cenas criativas de tortura e morte.
Começa bem, a cena inicial dá a impressão de que vamos assistir um filme bem dirigido e que consegue construir situações inventivas e dinâmicas no meio dos filmes de terror com perseguições. Entretanto, o que se segue no segundo e terceiro atos são várias situações que já vimos em outros filmes. A produção perde ritmo ao nos deixar de entregar qualquer coisa que chame a atenção ou que tire esse filme do mar de outras produções de baixo orçamento semelhantes, fazendo desse um exemplar inferior ao segundo filme apesar de, mesmo assim, ter seu charme como produção de baixo orçamento. Aliás, assisti o segundo filme sem saber da existência desse primeiro. Dando uma lida no meu comentário do segundo filme, vejo que ele possuia o mesmo problema, começa bem, mas depois fica repetitivo. A diferença que faz a parte 2 ser ligeiramente melhor é que ela até possui boas atenções no contexto de um filme de baixo orçamento. Nota: 6.7.
"Bunnyman" tinha tudo para ser interessante - quem não ficaria curioso para ver um homem vestido de coelho andando com uma motosserra? Infelizmente, o filme falha miseravelmente em assustar ou cativar. A trama é mal estruturada, com cenas desarticuladas e personagens extremamente burros e desinteressantes.
Por diversas cenas você consegue ver que não tem caminhão nenhum atrás deles e que não existe marca de amassado onde o caminhão deveria ter batido umas duas ou três vezes. MAS ISSO DÁ PRA RELEVAR, comentando só porque chamou minha atenção.
Agora me diz em que mundo eles colocam que a mulher vai pedir pra parar o carro e conversar com o cara que tá seguindo e tentando tirar eles da estrada???????? E os caras ainda deixam ela ir sozinha falar com o motorista????? Ela grita, é jogada no chão e eles ficam 'ei calma não sai do carro ainda'???? SÃO 6 CONTRA 1 COM UMA FANTASIA DE COELHO QUE NÃO DÁ PRA VER NADA!!!!!
Como é possível um caminhão parado no cantinho da estrada reta num dia ensolarado ter atrapalhado o motorista e feito ele sair da estrada E QUEBRAR O CARRO?
Eles perdem o amigo, não choram com tal perda, não parecem abalados. Andam o dia todo sem água ou comida, chegando de noite encontram ajuda e na cena seguinte está um sol de 9h da manhã e ninguém percebeu que os 20 minutos que a ajuda disse que ia demorar já passou?
O cara tem o rosto todo deformado e extremamente assustador mas decide usar uma fantasia de coelho, acho isso fantástico e bravo.
Mas assim... assiste com um amigo. Esse filme foi feito pra você rir com seus amigos de quão ruim ele é e vale a pena.
A premissa não é das piores, mas francamente, é simplesmente lamentável em todos os aspectos. Não sei o que é pior, o roteiro sem vergonha ou a burrice quilométrica dos personagens, sério, nunca vi tanto nego asno e demente ao mesmo tempo. Único elemento que se salva é a fotografia e as paisagens que até são interessantes.
Um homem vestido de coelho e sua família disfuncional promovem uma matança em uma região isolada dos EUA utilizando uma serra elétrica e outras ferramentas para tortura. A premissa de Bunnyman (2011), filme dirigido e roteirizado por Carl Lindbergh, é simples e surpreendentemente familiar para qualquer amante de filmes de horror se não fosse o personagem principal dessa história.
A narrativa se desenrola quando seis jovens que viajavam de carro por uma estrada interiorana se envolvem em uma confusão com um motorista de uma caminhonete, que passa a persegui-los incansavelmente. A gravidade da situação escala quando um dos rapazes do grupo morre após um atropelamento. A partir daí, todos precisam fugir do infame assassino que utiliza um traje de coelho para salvarem as suas vidas.
O longa-metragem, que teve uma versão do diretor lançada em 2019, faz parte de uma trilogia que referencia, de forma excessiva e sem apresentar grandes inovações, o clássico O Massacre da Serra Elétrica, de 1974. É possível perceber as influências no próprio instrumento usado nos assassinatos, no ambiente do filme, em enquadramentos e usos de luz, além de ser evidente em algumas cenas específicas – quando uma personagem tenta fugir na carroceria de uma caminhonete, por exemplo.
Apesar da ideia ser promissora, sobretudo na construção de um personagem que referencia uma conhecida lenda urbana do Norte da Virgínia sobre um homem com problemas mentais que se veste de coelho e mata pessoas, a execução como um todo decepciona do início ao fim.
A grande quantidade de personagem e atuações lamentavelmente artificiais não colaboram com a trajetória do filme. Eles não convencem nem nas reações esperadas ao sentir medo e dor (mais comuns em filmes de terror). Além disso, aqui não há nada de construção de personagens – em alguns momentos o nome e a própria existência deles é esquecível. Os jovens são meros elementos utilizados para que toda a matança ocorra, o que não é um problema em um filme slasher quando ele é bem feito, mas acaba sendo mais um ponto fraco aqui.
Soma-se a isso o fato de que o roteiro não ajuda os personagens, que representam o auge da burrice humana; diálogos enormes e sem sentido se desenrolam no momento em que eles deveriam estar fugindo. Outro fator negativo que atrapalha os atores é uma aparente dublagem de voz – também há uma inserção de sons, que por algum motivo não foram captados durante as gravações, na pós-produção.
Apesar das trapalhadas sem graça do grupo perseguido de jovens, um momento específico do filme chama a atenção e pode tirar boas risadas dos espectadores – a personagem Rachel, durante uma tentativa de fuga do assassino, que está com uma serra elétrica, alcança o galho mais baixo de uma árvore e sobe em cima dela. O que se segue é uma cena hilária: Bunnyman serra o tronco e ri descontroladamente enquanto a jovem pragueja – aqui sim é perceptível o potencial do filme que é desperdiçado.
No entanto, o que se segue são enquadramentos de câmera que deixam elementos importantes fora do quadro. E pior ainda: as mortes não aparecem em câmera e não é adotada nenhuma solução prática para esse problema no filme, mesmo a produção sendo do ano de 2011.
Ao passo que não mostra mortes, o filme, por outro lado, é desnecessário ao incluir uma cena de estupro mal feita e injustificada, praticada por um personagem da família do assassino que é uma pessoa com deficiência: não há acréscimo nenhum na narrativa em si e nem na construção da ambientação daquele universo.
A conclusão possível é: se a sua expectativa é encontrar um filme que se leva a sério e entrega um slasher de qualidade, você está enganado. Nem mesmo pense que verá uma boa trasheira com mortes exageradamente visuais e toscas. Além de momentos muito pontuais de risadas, Bunnyman decepciona de forma deplorável em vários aspectos. É de se admirar que os criadores sigam tentando emplacar um personagem que tinha tudo para ser único, mas é genérico e pouco cativante, além de estar envolvido em uma narrativa que precisava ter algo de novo e apresentar cenas criativas de tortura e morte.
Slacher dê baixo orçamento! Mas até que é legal, algumas cenas me lembrou O Massacre da Serra Elétrica.
Começa bem, a cena inicial dá a impressão de que vamos assistir um filme bem dirigido e que consegue construir situações inventivas e dinâmicas no meio dos filmes de terror com perseguições. Entretanto, o que se segue no segundo e terceiro atos são várias situações que já vimos em outros filmes. A produção perde ritmo ao nos deixar de entregar qualquer coisa que chame a atenção ou que tire esse filme do mar de outras produções de baixo orçamento semelhantes, fazendo desse um exemplar inferior ao segundo filme apesar de, mesmo assim, ter seu charme como produção de baixo orçamento.
Aliás, assisti o segundo filme sem saber da existência desse primeiro. Dando uma lida no meu comentário do segundo filme, vejo que ele possuia o mesmo problema, começa bem, mas depois fica repetitivo. A diferença que faz a parte 2 ser ligeiramente melhor é que ela até possui boas atenções no contexto de um filme de baixo orçamento.
Nota: 6.7.
"Bunnyman" tinha tudo para ser interessante - quem não ficaria curioso para ver um homem vestido de coelho andando com uma motosserra? Infelizmente, o filme falha miseravelmente em assustar ou cativar. A trama é mal estruturada, com cenas desarticuladas e personagens extremamente burros e desinteressantes.
Por diversas cenas você consegue ver que não tem caminhão nenhum atrás deles e que não existe marca de amassado onde o caminhão deveria ter batido umas duas ou três vezes. MAS ISSO DÁ PRA RELEVAR, comentando só porque chamou minha atenção.
Agora me diz em que mundo eles colocam que a mulher vai pedir pra parar o carro e conversar com o cara que tá seguindo e tentando tirar eles da estrada???????? E os caras ainda deixam ela ir sozinha falar com o motorista????? Ela grita, é jogada no chão e eles ficam 'ei calma não sai do carro ainda'???? SÃO 6 CONTRA 1 COM UMA FANTASIA DE COELHO QUE NÃO DÁ PRA VER NADA!!!!!
Como é possível um caminhão parado no cantinho da estrada reta num dia ensolarado ter atrapalhado o motorista e feito ele sair da estrada E QUEBRAR O CARRO?
Eles perdem o amigo, não choram com tal perda, não parecem abalados. Andam o dia todo sem água ou comida, chegando de noite encontram ajuda e na cena seguinte está um sol de 9h da manhã e ninguém percebeu que os 20 minutos que a ajuda disse que ia demorar já passou?
O cara tem o rosto todo deformado e extremamente assustador mas decide usar uma fantasia de coelho, acho isso fantástico e bravo.
Mas assim... assiste com um amigo. Esse filme foi feito pra você rir com seus amigos de quão ruim ele é e vale a pena.