Em Cadaveri Eccellenti, lançado no Brasil como Cadáveres Ilustres, cheguei pela filmografia de Lino Ventura. O filme me atraiu pela capa, pelo nome e por uma sinopse vaga que, apesar de não entregar muito, também não sugeria que a experiência seria esse verdadeiro martírio que acabou sendo. São 2 horas de duração completamente desnecessárias, com cenas excessivamente longas e pouquíssimos diálogos. A cena perto do final, em que Rogas (Lino Ventura) caminha por um tempo quase interminável,
é o exemplo perfeito dessa escolha arrastada que parece mais preencher minutagem do que construir tensão.
O início até funciona, ainda que lento, mas o desenvolvimento é falho. Os juízes vão morrendo um a um e praticamente nada acontece de fato. Não há desdobramento consistente, não há confronto, não há progressão dramática que sustente o interesse. A trama envolve máfia e conspiração política, elementos que por si só já carregam um enorme potencial, mas o filme não transforma isso em algo envolvente. Fica tudo morno, distante, quase apático.
E o final é totalmente decepcionante. Rogas simplesmente morre sem revelar tudo o que estava por trás da conspiração. O público até entende o que está acontecendo, mas o protagonista não tem a chance de expor nada nem de lutar contra o sistema que o encurrala.
O confronto esperado durante todo esse percurso simplesmente não acontece. O filme termina sem oferecer ao menos uma sensação mínima de catarse ou esperança de justiça.
Enfim, é uma obra com material forte nas mãos — corrupção, armações políticas, assassinatos em série — mas conduzida de forma entediante. E se era para ser chato, pelo menos poderia ser mais curto.
Thriller político italiano estrelado pelo grande Lino Ventura e participação Fernando Rey e Max von Sydow , um filme frio q se desenrola aos poucos com muito mistério e intriga política.
Em Cadaveri Eccellenti, lançado no Brasil como Cadáveres Ilustres, cheguei pela filmografia de Lino Ventura. O filme me atraiu pela capa, pelo nome e por uma sinopse vaga que, apesar de não entregar muito, também não sugeria que a experiência seria esse verdadeiro martírio que acabou sendo. São 2 horas de duração completamente desnecessárias, com cenas excessivamente longas e pouquíssimos diálogos. A cena perto do final, em que Rogas (Lino Ventura) caminha por um tempo quase interminável,
(antes de ser assassinado)
O início até funciona, ainda que lento, mas o desenvolvimento é falho. Os juízes vão morrendo um a um e praticamente nada acontece de fato. Não há desdobramento consistente, não há confronto, não há progressão dramática que sustente o interesse. A trama envolve máfia e conspiração política, elementos que por si só já carregam um enorme potencial, mas o filme não transforma isso em algo envolvente. Fica tudo morno, distante, quase apático.
E o final é totalmente decepcionante. Rogas simplesmente morre sem revelar tudo o que estava por trás da conspiração. O público até entende o que está acontecendo, mas o protagonista não tem a chance de expor nada nem de lutar contra o sistema que o encurrala.
O confronto esperado durante todo esse percurso simplesmente não acontece. O filme termina sem oferecer ao menos uma sensação mínima de catarse ou esperança de justiça.
Enfim, é uma obra com material forte nas mãos — corrupção, armações políticas, assassinatos em série — mas conduzida de forma entediante. E se era para ser chato, pelo menos poderia ser mais curto.
Assistido em 24/02/2026
Thriller político italiano estrelado pelo grande Lino Ventura e participação Fernando Rey e Max von Sydow , um filme frio q se desenrola aos poucos com muito mistério e intriga política.
trama interessante mas o ritmo...e bem lento.
Assisti logo após ter lido o livro A Trama de Leonardo Sciascia. Trama política que não teria entendido bem caso não tivesse lido o livro.
Mafia e corrupçao, infelizmente sempre vao ser temas atuais, mas este filme é um saco e a ideia é bem legal.