Filme é verdadeiro e cru na carne que sangra as vítimas inocentes das crianças, que mesmo na realidade crua em que vivem, não deixam de sonhar. -- "O garoto só queria está perto de sua mãe". Direito que infelizmente está sendo arrancados delas que hoje são apenas vítimas e peças descartáveis de ideológias sistemáticas e doentias.
Fico pensando qual o sentido de uma sociedade sem nenhum tipo de afeto. Pior é que aqui muita gente defende políticas semelhantes às afegãs (encarceramento em massa, até de crianças) e esperam como resultado um país europeu.
Sag-Haye Velgard/Cães de rua (2004) é um filme de drama do Afeganistão e minha segunda incursão nesse cinema. Se me perguntassem, e eu pudesse responder numa opinião precoce, eu diria que o cinema do Afeganistão é um cinema sobre ruínas (já conversamos aqui sobre o filme A pedra da paciência que é belíssimo). O filme parte de dois irmãos em uma odisseia pelas ruínas de um país destruído e, ainda por cima, carregando um cachorro. É inevitável não associar esse filme ao Mágico de Oz de 1939. Lá temos, da mesma forma, uma menina carregando o cãozinho Totó em busca da realização dos sonhos dela, do Leão, do homem de lata e do espantalho. Em mágico de Oz temos uma lição americana: a realização dos seus sonhos só depende de você pois a resposta está somente em você.
Já em Cães de Rua, o cão é perseguido, precisa sobreviver, precisa lutar pela vida todos os dias, é felpudo, embaraçado, sujo e ele fede ao pó dos escombros.
O sonho americano de que tudo está no seu esforço só serve àqueles que podem dormir e sonhar, só serve a Dorothy e seu Totó, só a Oz.
No mais, existem outros lugares que não é permitido, ao menos, sonhar.
O Afeganistão é a grande prova de que guerra não traz progresso algum, bem ao contrário. A inocência e injustiça por vezes torna este filme insuportável. Tanto sofrimento, expectativa praticamente nula. É triste, mas acho que até hoje só vi um filme locado no Afeganistão mais positivo. Às vezes o realismo é desagradável demais.
Filme é verdadeiro e cru na carne que sangra as vítimas inocentes das crianças, que mesmo na realidade crua em que vivem, não deixam de sonhar. -- "O garoto só queria está perto de sua mãe". Direito que infelizmente está sendo arrancados delas que hoje são apenas vítimas e peças descartáveis de ideológias sistemáticas e doentias.
Fico pensando qual o sentido de uma sociedade sem nenhum tipo de afeto. Pior é que aqui muita gente defende políticas semelhantes às afegãs (encarceramento em massa, até de crianças) e esperam como resultado um país europeu.
Sag-Haye Velgard/Cães de rua (2004) é um filme de drama do Afeganistão e minha segunda incursão nesse cinema. Se me perguntassem, e eu pudesse responder numa opinião precoce, eu diria que o cinema do Afeganistão é um cinema sobre ruínas (já conversamos aqui sobre o filme A pedra da paciência que é belíssimo).
O filme parte de dois irmãos em uma odisseia pelas ruínas de um país destruído e, ainda por cima, carregando um cachorro.
É inevitável não associar esse filme ao Mágico de Oz de 1939. Lá temos, da mesma forma, uma menina carregando o cãozinho Totó em busca da realização dos sonhos dela, do Leão, do homem de lata e do espantalho. Em mágico de Oz temos uma lição americana: a realização dos seus sonhos só depende de você pois a resposta está somente em você.
Já em Cães de Rua, o cão é perseguido, precisa sobreviver, precisa lutar pela vida todos os dias, é felpudo, embaraçado, sujo e ele fede ao pó dos escombros.
O sonho americano de que tudo está no seu esforço só serve àqueles que podem dormir e sonhar, só serve a Dorothy e seu Totó, só a Oz.
No mais, existem outros lugares que não é permitido, ao menos, sonhar.
Um filme maravilhoso.
O Afeganistão é a grande prova de que guerra não traz progresso algum, bem ao contrário. A inocência e injustiça por vezes torna este filme insuportável. Tanto sofrimento, expectativa praticamente nula. É triste, mas acho que até hoje só vi um filme locado no Afeganistão mais positivo. Às vezes o realismo é desagradável demais.