Quando Roma invade o Egito, Júlio César encontra a jovem princesa Cleópatra escondida na esfinge. Impressionado por sua atitude e inteligência e seduzido por seu charme, ele a torna rainha.
Claude Rains está muito bem no papel de César. Me pergunto se ele era tão diplomático assim. Ele praticamente é adorado por todos, e conquista o respeito e admiração das pessoas com justiça. Agora se ele não era assim, isso não diminui sua atuação. O erro estaria na direção e roteiro. Pelo que se propõe o seu personagem, ele foi competente.
A Cleópatra de Vivien Leigh me pareceu muito infantilizada, pelo que li, a intenção era essa mesmo, de mostrar uma menina virando mulher. Mas não achei que combinou, ficou meio destoante.
Flora Robson como Ftatateeta e Stewart Granger como Apollodorus estão bem em seus papéis de coadjuvantes.
Ainda tenho mais um filme sobre Cleópatra para ver, esse não me agradou muito. Pareceu tudo meio teatral e não coerente com a realidade. Pelo pouco que sei.
Datado e inverossímil. Seu clima de teatro filmado torna o todo ainda menos atraente. A beleza de Vivien (rivaliza com a rainha de Liz), as falas de Claude e o nome da escrava egípcia Ftatateeta, dita com ar de deboche e graça são suas qualidades intocáveis. Cheirando a leite : Granger esbanja vitalidade e bom humor.
Produção inglesa em Technicolor da Gabriel Pascal Productions, Independent Producers e United Artists indicada ao Oscar de melhor direção de arte; no Festival de Cinema de Cannes, foi nomeado ao Grande Prêmio do Festival. O filme foi adaptado da peça homônima de 1901 do irlandês George Bernard Shaw (1856-1950). Algumas cenas foram dirigidas por Brian Desmond Hurst (1895-1986), que não recebeu nenhum crédito formal.
Este drama romântico biográfico de guerra teve outras versões: a produção brasileira e série de TV César e Cleópatra (56), 2 filmes feitos para a TV, a produção alemã Caesar und Cleopatra (64) e a produção inglesa Caesar and Cleopatra (76), além da produção canadense Caesar and Cleopatra (09).
O papel de Júlio César foi originalmente oferecido a Sir John Gielgud, que recusou, porque detestava o diretor austro-húngaro Gabriel Pascal (1894-1954). Pascal, que era produtor, só dirigiu 2 filmes em sua carreira, foi ao Egito coletar areia para conseguir a cor certa. Claude Rains (1889-1967) fez história ao ser o primeiro ator a receber um salário de 1 milhão de dólares para interpretar Júlio César neste filme. Esta foi a única aparição na tela de Anthony Harvey (1930-2017), de 15 anos, que se tornou um aclamado editor e posteriormente diretor. Ele ficou mais conhecido por dirigir O leão no inverno (68), outro romance histórico baseado em uma peça. Durante as filmagens, Vivien Leigh (1913-1967) teve um aborto espontâneo, o que atrasou a produção em 5 semanas.
Mesmo tendo sido um fracasso de bilheteria e defenestrado por boa parte da crítica mundial, não achei tão ruim assim. Uma história de ótima aparência e bem executado que glorifica a escravidão, o imperialismo e a ditadura benigna. Dois famosos atores aparecem em participações especiais: Roger Moore (1927-2017) numa ponta como soldado romano e Jean Simmons (1929-2010) como uma harpista.
Claude Rains está muito bem no papel de César. Me pergunto se ele era tão diplomático assim. Ele praticamente é adorado por todos, e conquista o respeito e admiração das pessoas com justiça. Agora se ele não era assim, isso não diminui sua atuação. O erro estaria na direção e roteiro. Pelo que se propõe o seu personagem, ele foi competente.
A Cleópatra de Vivien Leigh me pareceu muito infantilizada, pelo que li, a intenção era essa mesmo, de mostrar uma menina virando mulher. Mas não achei que combinou, ficou meio destoante.
Flora Robson como Ftatateeta e Stewart Granger como Apollodorus estão bem em seus papéis de coadjuvantes.
Ainda tenho mais um filme sobre Cleópatra para ver, esse não me agradou muito. Pareceu tudo meio teatral e não coerente com a realidade. Pelo pouco que sei.
Assistido em 23/03/2025
Datado e inverossímil. Seu clima de teatro filmado torna o todo ainda menos atraente.
A beleza de Vivien (rivaliza com a rainha de Liz), as falas de Claude e o nome da escrava egípcia Ftatateeta, dita com ar de deboche e graça são suas qualidades intocáveis.
Cheirando a leite : Granger esbanja vitalidade e bom humor.
Produção inglesa em Technicolor da Gabriel Pascal Productions, Independent Producers e United Artists indicada ao Oscar de melhor direção de arte; no Festival de Cinema de Cannes, foi nomeado ao Grande Prêmio do Festival. O filme foi adaptado da peça homônima de 1901 do irlandês George Bernard Shaw (1856-1950). Algumas cenas foram dirigidas por Brian Desmond Hurst (1895-1986), que não recebeu nenhum crédito formal.
Este drama romântico biográfico de guerra teve outras versões: a produção brasileira e série de TV César e Cleópatra (56), 2 filmes feitos para a TV, a produção alemã Caesar und Cleopatra (64) e a produção inglesa Caesar and Cleopatra (76), além da produção canadense Caesar and Cleopatra (09).
O papel de Júlio César foi originalmente oferecido a Sir John Gielgud, que recusou, porque detestava o diretor austro-húngaro Gabriel Pascal (1894-1954). Pascal, que era produtor, só dirigiu 2 filmes em sua carreira, foi ao Egito coletar areia para conseguir a cor certa. Claude Rains (1889-1967) fez história ao ser o primeiro ator a receber um salário de 1 milhão de dólares para interpretar Júlio César neste filme. Esta foi a única aparição na tela de Anthony Harvey (1930-2017), de 15 anos, que se tornou um aclamado editor e posteriormente diretor. Ele ficou mais conhecido por dirigir O leão no inverno (68), outro romance histórico baseado em uma peça. Durante as filmagens, Vivien Leigh (1913-1967) teve um aborto espontâneo, o que atrasou a produção em 5 semanas.
Mesmo tendo sido um fracasso de bilheteria e defenestrado por boa parte da crítica mundial, não achei tão ruim assim. Uma história de ótima aparência e bem executado que glorifica a escravidão, o imperialismo e a ditadura benigna. Dois famosos atores aparecem em participações especiais: Roger Moore (1927-2017) numa ponta como soldado romano e Jean Simmons (1929-2010) como uma harpista.
Gente, era pra ser uma comédia? Achei bem tosquinho... E olha que eu sou fã de Claude Rains, vi mais por ele. Que decepção...
Visto em 20/04/23
08/08/21