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Data de lançamento
13 Fev. 1987Duração
Durante vinte anos Helene Hanff (Anne Bancroft), uma escritora americana, se corresponde com Frank Doel (Anthony Hopkins), o gerente de uma livraria especializada em edições raras e esgotadas. Tudo começou pelo fato de Helene adorar livros raros, que não se encontram em Nova York. Só que ela não poderia imaginar que uma carta para uma pequena livraria em Londres, que negocia livros de segunda mão, a levaria a iniciar um correspondência afetuosa com Frank. Neste período uma amizade muito especial surge entre os dois.
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07.01.1991
Me lembro quando este filme foi exibido pelo SBT e minha mãe assistiu e naquela ocasião havia gostado do filme. Muitos anos depois de visto, deparei-me com ele no UNTV numa versão dublada da TV e visto hoje para mim perdeu um pouco o encanto. Mas não dá para não vermos o quanto o Anthony Hopkyns era um charme. Um romance bom para as tardes chuvosas.
Helene Hannff de fato existiu e escreveu um livro sobre essa troca de correspondências com Frank e os demais funcionários da livraria de Londres. O livro virou uma adaptação para o teatro e esse filme. Fiquei encantada em saber que é uma adaptação da história da escritora (Helene até cita no filme que estavam interessados num livro da história dela).
Que delicadeza essa troca de correspondências bem humoradas! Um filme delicioso para os que amam livros e sentem falta dessas interações mais profundas e longas que só a carta / e-mail nos proporcionava. Sou saudosista e suspeita para falar rs…
Hoje, com a facilidade da internet, de fato podemos falar com mais rapidez com alguém de qualquer canto do mundo, mas me pergunto se essa facilidade e rapidez não acabaram tirando a profundidade das relações.
Enfim… Que filme leve e purinho! Caiu como luva para o dia dos namorados.
O ponto mais interessante do filme é como a conexão intelectual dos dois é abordada através da troca de cartas. E só quem já se correspondeu com alguém sabe como realmente é possível conhecer a personalidade e os sentimentos de alguém apenas por simples correspondências.
Mas a falta de iniciativa dos correspondentes chega a ser irritante, é muita falação e pouca atitude. Não dá pra entender a dificuldade que haveria em algum deles pegar um telefone pra conversar ou que Helene, que dizia ganhar 250 dólares por cada trabalho, não tivesse a força de vontade necessária para juntar apenas 350 dólares e fazer a tal viagem, sem aqueles 20 anos de enrolação.
As referências literárias no início são curiosas e até instigantes mas com o decorrer do tempo quebram o ritmo da história e se tornam um tanto excessivas e até cansativas. Porém para quem já leu os livros citados pode se identificar mais com esse aspecto do filme e não se incomodar tanto.
O filme serve também para nos deixar uma lição de que não devemos adiar indefinidamente nossos planos, pois o amanhã pode nem chegar. E que os personagens dos livros podem ser eternos mas as pessoas da vida real não, então atitudes são sempre mais válidas do que simples palavras ao vento.
E por fim o alerta mais importante, cuide dos dentes para depois não ir à falência num dentista...
Ps. O título do filme em português pode ser mais poético do que a opção original mas soa um tanto oportunista, por não haver um interesse romântico na história.
Pra começar, acho o título original bem mais adequado. E bonito.
Enfim, é uma história deliciosa de se assistir, tem uma atmosfera muito tranquila e saudosista.
Senti muita falta da época em que escrevia cartas (ops, entreguei minha idade rs).
É um prato cheio pra quem ama livros como eu!
Encontrei esse filme totalmente por acaso e resolvi dar play. E foi uma agradável surpresa!