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Data de lançamento
10 Dez. 2003Duração
Yoko, escritora free-lancer que dá aulas de japonês em Taiwan, volta ao Japão e reencontra seu amigo, Hajime, dono de um sebo de livros e apaixonado por trens. Hajime a ajuda em uma pesquisa musical. Além disso, Yoko busca renovar seus elos familiares. Decide visitar seu pai e sua madastra, e lá anuncia que está grávida e que pretende criar o bebê sozinha.
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esse eu sofri viu pra terminar de ver meu deeeus
Os gestos mínimos que apenas resvalam verdadeiras intenções. Tudo é de um comedimento mais intenso que qualquer palavra gritada ou atitude mais radical. Gosto dessa jornada da Yoko de ir garimpando pontos que passam despercebidos.
Feito em comemoração ao centenário de Yasujiro Ozu (1903-1963) a pedido do Studio Shochiku, Café Lumière trata, com uma roupagem contemporânea, temas familiares tão bem retratados pelo mestre Ozu.
É um filme para se apreciar, sentir, o tempo segue como o fluxo dos Trens nas estações, com conexões às vezes exatas e outras perdidas, um vai e vem contínuo. A interação entre Yoko e Hajime foi magistralmente captada, até nos momentos em que há a ausência de diálogos. A fotografia de Ping Bin Lee é maravilhosa, seja em tomadas movimentadas ou em passagens tranquilas e mais intimistas.
Um filme sensível e um nobre tributo de Hou, essencialmente visual. Excelente!!!
Putz, demorei tanto para achar o download do filme e quando vi comecei achar chato, chato...Me decepcionei bastante.Quem sabe em outra oportunidade veja com outro olhos.
Café Lumiére é um filme bem chatinho do Hou Hsiao-Hsien.
A atual onda dos filmes japoneses contemporâneos é o uso por vezes excessivo de silêncio, que produziu obras-primas como Eureka do Aoyama e filmes fracos como Café Lumiére que mais parecem sonífero puro. A incursão do diretor chinês no cinema japonês se deu com uma homenagem a Ozu que está muito longe do impacto dos filmes do mestre nipônico.
Se Ozu já temia a perda dos valores tradicionais como se deu nos anos 40 e 50, dá pra imaginar como ele se sentiria hoje. Em Crepúsculo de Tokyo, ele abordou o tema da gravidez de uma jovem, talvez nos dias de hoje a abordagem seria mais próxima da de Hsiao-Hsien, mas carece de diálogos e de conflitos que caracterizavam os filmes de Ozu.
Prefiro os filmes da época da trilogia de Taiwan, esses sim, obras-primas do diretor chinês.