Canção ao Longe

Canção ao Longe (2022)
Canção ao Longe
Média do filme: 2.8 de 5 — baseado em 19 votos
MÉDIAFILMOW
2.8
19 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por Clarissa Campolina
Data de lançamento 6 Julho 2022 Outras datas
País de origem Brasil 🇧🇷
Duração 76 min (1h16)
Classificação indicativa de Canção ao Longe: 12 - Não recomendado para menores de 12 anos
Status Streaming

Dirigido por

Data de lançamento

6 Julho 2022

Duração

76 minutos Classificação indicativa de Canção ao Longe: 12 - Não recomendado para menores de 12 anos
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Sinopse

O filme acompanha a trajetória de Jimena em busca do seu lugar no mundo e retrata sua transformação tardia para a vida adulta. Vinda de uma família tradicional de Belo Horizonte, Jimena é uma jovem arquiteta, responsável pelo desenho técnico da nova sede da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. Desde a infância, ela mora com a mãe e a avó, por quem nutre muito carinho e proximidade. Em casa, elas lhe chamam de Nina e pouco falam sobre seu pai, Arturo. Nascido em El Salvador, ele deixou o Brasil quando a filha tinha 4 anos. Após 10 anos de completo silêncio, Arturo restabeleceu o contato com Jimena por meio de cartas regulares, que a acompanham em seu cotidiano.

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A Bola Preta

Comentários 0
amigos querem ver
thiifate
Thiago Fate
1 mês atrás

- já me pega logo de cara e em vários momentos ao longo do filme por se passar em belo horizonte e mostrar vários lugares da cidade
- uma garota se tornando mulher, saindo da casa dos pais e indo viver a própria vida
- a atuação é ótima e tem algumas cenas bem inspiradas, mas tem momentos e decisões bem questionáveis que acaba enfraquecendo um pouco

fbiojosbatista2
Fábio
2 anos atrás

Sensível.

A busca por quem somos, dá sempre bons filmes como esse.

jordisonfrancisco
Jordison
3 anos atrás

‘Canção ao Longe’ é um drama delicado sobre uma mulher em busca de si mesma!

Filme de Clarissa Campolina, 'Canção ao Longe' traz a história de uma jovem arquiteta negra que procura retomar o contato com o pai.

Filme que marca a estreia solo na direção de Clarissa Campolina, Canção ao Longe inicia com uma cena marcante: uma menina negra que vê as paredes de sua casa desmoronar, enquanto ela ainda está dentro. Trata-se de um recurso poético potente que vai se conectar com a história sensível – e feminina – contada no longa.

O drama acompanha a vida de Jimena (papel de Mônica Maria), uma jovem mulher negra que se sente perdida em seu lugar no mundo. Ela mora com a mãe e a avó (que são brancas) em Belo Horizonte e desenvolve sua carreira como arquiteta. Mas há uma inquietação dentro de si que é simbolizada pela distância do pai, um peruano que voltou para o país de origem, abandonando a família.

Essa ausência deixa um vazio em Jimena que só cresce com o tempo. Ao querer saber do pai, de quem a mãe e a avó falam pouco, ela intenta descobrir sobre si e sobre seu lugar no mundo. Para isso, começa a trocar cartas com o pai depois de bastante tempo sem contato.

‘Canção ao Longe’: uma história de crescimento

Pode-se talvez encaixar o sensível Canção ao Longe dentro do tradicional gênero coming of age, muito explorado na literatura, no qual se acompanha o amadurecimento de um personagem que rompe a casca da adolescência para enfrentar as dores de se tornar adulto.

Contudo, o filme de Clarissa Campolina traz camadas a mais ao abordar a questão da raça. Filha de um casal interracial, Jimena sofre pela falta de referenciais pretos, assim como ela. A única chance que parece ter para achar esse lugar é o pai – o que também coloca uma grande expectativa sobre quais os retornos que terá dele. “Perdi as contas de quantas vezes tive que responder se sou adotada”, escreve ela em carta ao pai.

Toda esta história é tratada de maneira muito suave neste filme em que o feminino também parece transbordar, sem apelar a clichês. Outro trunfo é que Jimena é encarnada lindamente pela atriz e artista visual Mônica Maria, que consegue nos entregar a tristeza pulsante, mas sutil, que vive dentro da arquiteta. Seu olhar vazio ecoa na tela e permanece com o espectador até depois do fim do filme.

Procurar a si mesma e o seu lugar tem a ver, também, com a perspectiva geográfica, espacial. Jimena sente que precisa romper com a casa da mãe e da avó, que representam um modelo de mundo com o qual ela não se identifica. Ao mesmo tempo, ela encontra algumas pistas sobre o passado pelas cartas do pai, mesmo que ele pareça resistente a lhe entregar um pouco mais sobre a própria vida.

O que o roteiro (escrito por Clarissa Campolina, Caetano Gotardo e Sara Pinheiro) vai sutilmente nos revelando é que talvez Jimena só possa eclodir à medida em que adquirir forças para quebrar tudo, metaforicamente falando. Ela precisa “matar” a mãe e o pai para poder ir achando um espaço de existência que faça sentido – o que também pode aparecer na relação que ela vai construindo com um namorado e o filho dele.

Repleto de silêncios e de momentos fortes (um deles é a cena sublime em que a cantora Juliana Perdigão aparece cantando Caetano Veloso em uma janela), Canção ao Longe é um pequeno filme (em duração) que surpreende em sua delicadeza.

pseudokane3
Wesley PC>
3 anos atrás

A entrega da estreante Mônica Maria à sua personagem é contagiante e aplaudível, mas isso não elimina a impressão de que ela é tão mimada quanto o seu pai a descreve. Quando ela deambula pela cidade e interage com outras pessoas, o filme cresce, ganha a vida a protagonista precisa e necessita, mas há algo de emocionalmente chantagista nos monólogos epistolares sobre a ausência paterna. Como trata-se de um filme curto, ele nos aconchega em media certa, sem que os julgamentos pessoais contra a personagem interfiram negativamente em nossa relação com a obra, poética e esforçada. O sotaque mineiro é gostoso demais, uma delícia ficar ouvindo! (WPC>)

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Elenco de Canção ao Longe

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Carlos Francisco (I) 1 1

Carlos Francisco (I)

Jhon Narváez 0 0

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Margô Assis 0 0

Margô Assis

Matilde Biagi 0 0

Matilde Biagi

Mônica Maria 0 1

Mônica Maria

(Jimena)

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