No auge da crise política dos anos 80, a jovem Georgina tem a sua filha recém-nascida sequestrada em uma clínica de saúde falsa. Sua busca a leva a procurar todos os jornais do Peru para relatar a história e procurar autoridades que consigam ajudá-la. Quando Pedro, um dedicado jornalista, conhece a sua históriam se prontifica a encontrar sua filha a qualquer custo.
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Fotografia muito bonita.
Pamela Mendoza interpreta Georgina, uma mulher indígena peruana que está grávida e um dia ouve um anúncio de rádio para uma suposta "clínica de caridade" que oferece serviços gratuitos de maternidade. Ao entrar em trabalho de parto, ela agradecida vai a este lugar, com seus médicos de aparência plausível em jalecos brancos que amparam seu bebê, explicando que ele tem que ser levado ao hospital para "exames" e que ela deve ir para casa. Quando Georgina retorna no dia seguinte, a "clínica" é um lugar vazio, limpo, e o bebê vendido para adoção em papéis falsos para compradores ricos do exterior. A horrorizada e desesperada Georgina, cujo status indígena a torna quase menos do que nada, é praticamente ignorada pelas autoridades que não tão secretamente acreditam que os bebês estão em melhor situação com os novos pais (brancos). Então, Georgina entra em contato com um jornalista, Pedro (Tommy Párraga), um homem gay tímido cujo editor está muito feliz em colocá-lo nesse recurso seguro de "interesse humano" e longe da investigação politicamente mais difícil em que ele estava trabalhando. Lágrimas e muito sofrimento...não sei se pela história em si. mas o enredo é tocante...
Um raro exemplo do cinema peruano que parte de uma premissa interessante misturando politica e realidade social mas que não sai do lugar comum.
Bem dolorido. O cinema peruano nunca desaponta!
Muito bom! Acho que optaram por filmar em preto e branco para enfatizar o drama, mas gostaria de ver algumas cenas coloridas, principalmente nas palafitas.