Bernardo e Eloísa são dois irmãos solteirões, perto da meia-idade e que vivem sozinhos em uma casa que outrora fora bela e luxuosa e agora está rodeada de miséria. Decadentes, vivem das doações de sua enferma tia Lina. Bernardo e Eloísa esperam pela morte prematura de sua tia para que possam herdar sua fortuna e voltarem a ser prósperos. Será que vão conseguir?
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A virada que tem no final é bem inesperada, mas acaba que meio conturbada. Não entendi se realmente esse filme é uma metáfora às regras sociais, mas vale destacar a coragem de filmar algo tão provocante. É o segundo filme de Bigas Luna que eu assisto e, apesar disso, já tenho certeza que sempre será uma experiência singular em próximas sessões. Destaque para o poodle. Muito bem treinado.
Sou fã deste diretor, mas foi difícil suportar esta obra indigesta e crudelíssima: por mais que não vejamos os assassinatos dos cachorros, o filme é de uma violência extrema, que nem sempre funciona em seus intentos críticos. Adorei o uso, na trilha musical, da mesma peça de Béla Bartok que Stanley Kubrick utilizaria em O ILUMINADO, e admito que a seqüência final é interessantíssima em seu cinismo, mas eu já estava tão enojado, que nem suportei... Um dos filmes mais desagradáveis já vistos por mim. é duro dizer isso, mas... Não recomendo! (risos) - WPC>
Um filme pra ser visto em sessão dupla com Pocilga (1969), de Pier Paolo Pasolini. Se no filme do diretor italiano tínhamos a paixão pelos porcos e o canibalismo como simbolo de degeneração social e humana, aqui temos incesto e paixão por cães. A história demora um pouco pra engrenar mas vale a pena.
Bigas Luna pega pesado e coloca incesto e zoofilia juntos no mesmo filme. É altamente perturbador, do início ao fim.
Pérola da fase inicial da carreira de Bigas Luna. O diretor adora retratar seus personagens como escravos dos instintos e da pulsão sexual. Em "Caninos", a própria atmosfera decadente e bizarra que envolve a moradia dos protagonistas (ao menos no início do filme), já dá uma pista sobre seu conturbado mundo interior... Obrigado, Bigas, por nos mostrar a vida como ela é...