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Data de lançamento
18 Ago. 2021Duração
Uno tem um dom fantástico: ele consegue se comunicar com carros. Quando uma nova lei proíbe a circulação de carros velhos, e coloca a empresa de táxi do seu pai em perigo, o rapaz busca orientação com seu melhor amigo de infância, um carro de inteligência extraordinária. Junto com seu tio, um mecânico inventivo, eles armam um plano para burlar a lei, transformando carros velhos em “novos”. O carro renasce e seu nome é Carro Rei - um carro que pode falar, pode ouvir, pode até se apaixonar. Um carro que tem planos para todos.
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Ficção de fantasia nacional da Aroma Filmes, Agência Nacional do Cinema e Fundacao do Patrimonio de Pernambuco vencedor de 5 Kikitos de Ouro no Festival de Cinema Gramado: melhor filme, melhor trilha sonora, melhor direção de arte, melhor som e melhor longa metragem em 35mm do Prêmio Especial do Júri; no Prêmio Guarani, mais 11 nomeações: incluindo melhor ator coadjuvante, Matheus Nachtergaele, melhor estreante feminina, Jules Elting, melhor roteiro e melhor fotografia, vencendo o de melhores efeitos visuais.
O que eu não entendo é como um filme tão ruim como esse consegue ser tão premiado, não sei quais os critérios eles usam pra colocar uma bagaceira dessa em festivais de cinema. O filme tem a intenção de ser bem intencionado e estranho, mas estranhamente usa jargões dialetais e motores demais. Os resultados são muito mais focados na função dos veículos no mundo em que esses personagens operam, levando o filme em uma direção que não tenho certeza se ele satisfaz completamente.
tá vendo o que você fez, cultura woke? um filme que somente vegano-feministas, ecossocialistas anticapitalistas e anti-imperialistas, semianarquistas, militante de telão, maria-chuteiras, gays-de-fórum, inscritas no canal da rita von hunty ou da alexandrismos, agroboys comunisitas, agrogirls de esquerda e adeptos à antropologia do ciborgue poderiam gostar
Segue uma tendência ruim de certos filmes brasileiros contemporâneos em explicitar a crítica social, subestimando a capacidade de interpretação do espectador. A crítica é boa, mas um filme não é uma dissertação e, portanto, ela não se expressa na forma do filme. O que vemos são referências a filmes de carros - Christine, Mad Max, Titane - e alguns diálogos que poderiam ser encontrados no feed do twitter. As personagens não esboçam qualquer tipo de conflito, não vemos qual é o papel da luta política em suas vidas, parecendo estereótipos vivos do militante comum. E a crítica ao governo da época é bem óbvia, emulando um meme famoso, que mostra o desespero do filme em dizer algo politicamente relevante, mesmo ao custo de sua coesão.
Dito isso, saudade do Cinema Marginal.
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Adoro quando um roteiro ousa sair do óbvio e puxa um gênero para elementos de brasilidade, especificamente nordestinos. De fato, concordo que o filme se perde do meio para o final, mas dizer que é "um desastre" beira o mau caratismo. A trilha sonora de DJ Dolores é fantástica (belíssima homenagem ao clássico "Blade Runner"). A premissa é interessante e, por mais bizarra que pareça, tem sua coerência. As críticas sociais e as reflexões trazidas ao longo do filme funcionaram para mim. Bebendo de fontes como o conto "Carros" do mestre Isaac Asimov e até o clássico filme "Metrópoles", "Carro Rei" nos provoca a pensar em narrativas que abracem outras regiões do país, outros jeitos de falar, rostos diferentes, problemas distintos. Só por isso, na minha opinião fecal, já valeu a pena.
- o universo é mesmo um lugar engraçado, como que esse filme sai no mesmo ano que titane??
- sci-fi em caruaru!! adorei!
- ótimo visual, trilha sonora e ainda critica o desgoverno da época e tem critica social
- pena que se perde do meio para o final