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Data de lançamento
16 Junho 2017Duração
Surpreendido por uma nova geração de corredores incrivelmente rápidos, o lendário Relâmpago McQueen é repentinamente afastado do esporte que ama. Para voltar com tudo às corridas, ele precisará da ajuda de uma determinada jovem treinadora de corridas, Cruz Ramirez. Com o seu plano para vencer, mais a inspiração do Fabuloso Doc Hudson e alguns acontecimentos inesperados, eles partem para a maior aventura de suas vidas. E o teste final do campeão será na maior prova da Copa Pistão!
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O filme que encerrou a trilogia com chave de ouro, é bem emocionante, e voltou às origens do primeiro filme que é as corridas e pra mim é melhor que o segundo, mas não é melhor que o primeiro.
Um dos melhores da infância
“Carros 3” encontra seu principal mérito ao transformar o envelhecimento de Relâmpago McQueen (Owen Wilson) em uma reflexão sobre legado. A chegada de uma nova geração de corredores, representada pelo tecnologicamente superior Jackson Storm (Armie Hammer), faz com que McQueen enfrente não apenas o medo de perder corridas, mas também a sensação de que o mundo mudou e já não precisa dele da mesma maneira. Em vez de tratar amadurecer simplesmente como abandonar aquilo que se ama, o filme sugere que crescer também significa reconhecer o momento de transmitir conhecimento e abrir espaço para quem vem depois. Essa ideia ganha força na relação com Cruz Ramirez (Cristela Alonzo), que começa como treinadora de McQueen, mas também carrega suas próprias inseguranças e acaba descobrindo capacidades que nunca teve coragem de assumir. O treinamento, portanto, funciona nos dois sentidos, reforçando que legado não está apenas naquilo que deixamos para trás, mas também naquilo que despertamos nos outros.
A narrativa segue uma estrutura bastante conhecida dos filmes esportivos, com a queda do campeão, o surgimento de um rival mais jovem, o treinamento e a preparação para uma grande disputa. Ainda assim, “Carros 3” utiliza esses elementos com competência suficiente para preservar o envolvimento emocional. A presença da memória de Doc Hudson (Paul Newman) amplia o tema ao estabelecer uma conexão entre diferentes gerações de mestres, aprendizes e sucessores, ajudando McQueen a compreender seu próprio momento. A discussão sobre machismo e preconceito dentro daquele universo automobilístico também aparece, mas é tratada de maneira superficial e não alcança a mesma força do tema central. Mesmo previsível em diversos aspectos, o roteiro encontra significado na passagem de bastão e na percepção de que a relevância de McQueen não depende necessariamente de continuar sendo o centro das atenções.
Tecnicamente, o filme mantém o alto nível esperado da Pixar. A animação apresenta grande riqueza de detalhes, enquanto as corridas combinam velocidade, impacto e clareza espacial. O cuidado com o movimento e as expressões dos veículos é especialmente importante em uma franquia cujos personagens não possuem rostos humanos, e o universo de “Carros” continua funcionando graças à criatividade com que transforma objetos e elementos cotidianos em partes de uma sociedade automobilística própria. Essa lógica nem sempre resiste a uma análise mais cuidadosa, mas também faz parte do encanto infantil da franquia, que imagina carros vivendo, criando relações e tratando competições como acontecimentos de importância gigantesca.
No fim, “Carros 3” está longe de representar o auge da Pixar, mas encontra uma razão emocional convincente para existir dentro da franquia. Sua história é simples e familiar, porém consegue desenvolver com sinceridade temas como envelhecimento, renovação e legado. McQueen não precisa simplesmente vencer para provar que ainda tem valor, pois sua importância também está naquilo que aprendeu e na capacidade de ajudar outra pessoa a seguir adiante. Compreender que deixar de ocupar o centro não significa deixar de ser importante faz o filme transformar a continuação, que poderia ser apenas mais uma corrida colorida, em uma história simpática sobre reconhecer o próprio lugar em um mundo que continua avançando.
Segue a mesma fórmula dos anteriores. Ele decepciona alguém, depois percebe q tava errado, recupera o respeito da pessoa (carro, rsrs) e o filme segue. Dos 3, gostei mais do 1 e do 2
Outro filme! Manteve a essência do primeiro e um pedido de desculpas para o filme 2.